Trabalho com vendas há mais de 16 anos e sempre escutei que não se deve julgar uma pessoa pela aparência. Em se tratando de vendas, de fechamento de negócios isso é crucial: pessoas não usam crachás de “cliente”! E muito menos usam uniformes!

Isso me faz lembrar de uma época já faz muitos anos, quando trabalhei em uma loja de eletro eletrônicos em um Shopping Center de Ribeirão Preto. Era começo da noite e o dia não estava sendo bom: poucas pessoas entrando na loja, e quem entrava, não fechava negócio.

Gion, Kyoto
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Foi então que vimos um jovem casal olhando um refrigerador que estava exposto no corredor do Shopping, ao lado da loja. Como at

endíamos por vez, e era a vez de um amigo, eu lhe chamei e disse que ele poderia ir até o casal para atende-los. Mas meu colega disse que preferiria deixar a vez para mim.

Estava claro: um jovem casal, vendo um refrigerador grande e caro não seria uma venda, e sim um “estou só olhando”. Pelo menos era isso que meu amigo pensou. Ao abordar o casal, os cumprimentei e em seguida perguntei como poderia ajudar. Para minha surpresa o diálogo foi esse:

-Boa noite! Quanto custa esse refrigerador?

-Boa noite! Custa X.

-Ok, vamos levar. Vocês aceitam cartão?

-Sim! Me acompanhem por favor!

O diálogo foi esse. Em segundos eles compraram um refrigerador bem caro para a época e o pessoal da loja ficou todo de boca aberta.

Essa venda só “caiu no meu colo” porque eu acreditei que poderia vender, poderia dar certo. E isso é fato: nem todos se arrumam bem ao fazer compras. Pra alguns comprar é apenas cumprir uma agenda, uma obrigação. Outros compram pelo prazer da compra, porém nem percebem que, na cabeça de alguns vendedores, existe um “padrão” de vestimenta que nós, clientes, devemos seguir.

Por isso, se você é vendedor, lembre-se que disso: cliente não usa crachá nem uniforme!  E se usasse, as lojas não precisariam de profissionais de vendas, apenas de vendedores…

E tenho dito! 

Por: Marco Assis

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