Argumente sempre e ganhe pontos com o seu cliente

Você acaba de fazer aquele site maravilhoso, cheio de estilo e envia o link para o cliente. E logo vem o bombardeio, com direito a granadas e misseis, “Então, não gostei muito, estou enviando um lista com algumas alterações por e-mail, até logo”.

Chega a bíblia de Gutemberg (uma lista repleta de alterações), você faz aquela cara de quem comeu e não gostou, engole seco e prossegue. Faz todas alterações e reenvia o link para o cliente, ele insatisfeito retorna “Então amigão, não era bem isso, falei com o meu filho, e ele separou mais algumas pequenas alterações”.

É um ciclo muito comum no desenvolvimento web e em outras áreas, todos sabemos. Porém o que os clientes não sabem é até que ponto isso é benéfico para o seu trabalho. Seguimos um briefing elaborado com as respostas dadas pelo cliente, logo sabemos que através do mesmo e muita pesquisa, conseguiremos encontrar uma solução.

O que o cliente não sabe, é que muitas vezes alterações solicitadas por capricho podem destruir seu negócio (produto, marca etc.). Coisas como utilizar cores carregadas em um e-commerce, podem ser um tiro no pé. Botões de comprar que não contrastam com o layout, idem. E o que dizer das informações sobre o processo da compra em fontes microscópicas, de apenas 7 pontos? Podem atrapalhar sua mãe a comprar aquela geladeira que está na promoção, que tanto gostaria de adquirir.

Imagine que, por sugestão do seu cliente, foi inserida uma fonte minúscula com as informações de conclusão do processo de compra, sua mãe não conseguiu ler e muito menos compreender o que estava escrito. Resultado? Deixou de fazer a compra através do site e foi adquirir a geladeira com o valor exponencialmente maior, na loja física do concorrente.

Como resolver este tipo de situação sem discutir com o cliente?

Retornar para o cliente é sempre uma ótima pedida. Pois o cliente ficará sempre a par do projeto e tudo o que for questionado pode ser colocado claramente, principalmente as alterações funcionais ou prejudiciais ao projeto. Se você foi contratado para isso, tenha certeza que ele saberá ouvir suas opiniões, mesmo que ás vezes discorde de suas boas práticas de desenvolvimento.

Outra dica é trabalhar sempre focado na solução e não em seu ego, pois o seu layout está longe de ser Guernica (Picasso) ou Mona Lisa (Da Vinci).

Lembre sempre sempre, que o cliente tem que ter em mente que o maior beneficiado com o seu produto final não é ele e sim o usuário. Então devemos facilitar o máximo sua navegação e exibição de informações, de forma clara e objetiva.

Porém, sempre existirá dicotomias em nossas vidas, Nem sempre ele está certo, ele não é o seu patrão, ele paga seu patrão. Agências, estúdios e start-ups precisam de clientes para manter suas portas abertas. Por isso, o diálogo e um bom contrato podem resolver esta questão.

Devemos ter um bom relacionamento com o cliente, ajudá-lo a encontrar a melhor solução para sua empresa, sem precisar discutir ou até brigar por pouca coisa.

“A arte não existe para produzir o visível, e sim para tornar visível o que está além.”
Paul Klee

“Design não é apenas o que parece e se sente. Design é como ele funciona. ”
Steve Jobs