Nos dias de hoje, profissionais estão saindo cada vez mais jovens dos cursos de graduação. Na nossa área, há diversos freelas recém-formados, famintos pelo mercado de trabalho e prontos, acima de tudo, para assumir mais e mais projetos.

O tempo passa e essa fome já foi um pouco saciada: chegou a hora de começar uma pós-graduação. Mas, o que é mais importante saber para entrar em um curso de mestrado ou doutorado?

Bem, entrar em um programa stricto sensu não é fácil, mas não é nem perto de ser impossível. Sobretudo, o candidato precisa estar ciente das etapas do programa a qual vai concorrer. Geralmente, a maioria das universidades do Brasil segue etapas parecidas

A prova escrita é o primeiro passo. Normalmente, os cursos oferecem uma prova que avaliará seu conhecimento teórico sobre assuntos ligados ao curso que você estará concorrendo. Ela não é nenhum bicho de sete cabeças, mas estudar é requisito número 1 para um aluno de pós. Comprovei, com meus próprios olhos e sentidos, que aquele que já no exame não conseguir se dedicar, encontrará dificuldades para acompanhar o curso.

O segundo passo é a análise do currículo. Nessa etapa, esqueça o formato de currículo profissional que você costuma enviar para empresas. Use o formato da Plaforma Lattes, do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Nele, você deverá discorrer sobre toda sua experiência profissional e acadêmica, indicando publicações de artigos, participações em congressos e em projetos de pesquisas. Não deixe nada fora!

Para o mestrado, normalmente, o programa deseja que o aluno tenha conhecimento de pelo menos uma língua estrangeira para leitura. Para o doutorado: duas. O candidato pode escolher entre a prova de inglês, francês ou espanhol. Parece assustador, principalmente para quem não falar nenhum desses idiomas fluentemente, mas, a meu ver, essa é uma das etapas mais tranquilas.

Além disso, todo curso exige a entrega de um pré-projeto de dissertação (mestrado) ou tese (doutorado) à banca. O pré-projeto consiste na reunião de ideias que você pretende desenvolver durante sua pós.

Informe-se bem sobre o assunto, pois é nessa fase que os alunos mais se complicam. Lembro que quase me descabelei na hora de entregar o meu, mas garanto que escrever o pré-projeto não é tão complicado quanto parece.

Finalmente, a entrevista. Ufa! Nela, serão avaliadas suas condições (e vontade) para fazer o curso, pois os coordenadores dos programas priorizam aqueles que se mostram bastante determinados a levá-lo até o final.

Com certeza, essa será uma disputa sua consigo mesmo, muito mais do que com outro candidato. E, no final, só você poderá sair ganhando. Vai encarar?