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Devo cobrar ou aceitar permuta?

Day 4 - Paying off debt
Creative Commons License photo credit: quaziefoto

A única certeza que você tem quando aceita trabalhar sob permuta é a de que perdeu dinheiro. Podem burilar a argumentação, apresentar fatos e teorias conspiratórias, mas a verdade é essa. O que muda é o quanto de capital você deixa de ganhar ou, se realmente quiser entrar nessa, o quanto de grana você vai perder em nome de um projeto futuro, de uma “parceria imensamente lucrativa”, da “maior chance do mercado”.

Separei três situações para você analisar:

O cliente pode pagar, mas prefere oferecer permuta

Para sair dessa, faça um exercício de inversão da situação. Imagine que você quer comprar um carro zero, entra na concessionária senta com o vendedor, pede todas as especificações (vidro, trava, alarme, IPVA grátis, tanque cheio e som instalado) e, ao realizar o pagamento, saca seu bloquinho e começa: “Vamos lá, como você quer sua nova campanha de marketing?”.

Acha que vai funcionar? Você acredita mesmo que vai sair de carro zero porque ofereceu em troca uma página dupla e um roteiro para comercial de 30 segundos? Pois é, tem cliente que consegue fazer isso com você.

Você quer oferecer um projeto para um cliente que não pode pagar

Aqui a situação é um pouco diferente. Digamos que você teve uma grande idéia para um mercado específico. Sabe que, por exemplo, se investir em links patrocinados e criação de comunidades para uma pequena rede de farmácias no interior de Goiás, fará o rendimento deles triplicar. Só que o cliente ou não acredita, ou não tem verba separada para isso ou nem sabe o que é um link; e ainda mais patrocinado. Mas você acredita na idéia. Então vá em frente SE e somente SE sua atividade freelancer comportar uma verba de investimento.

O que é verba para investimento? Você não fez cartões pessoais pra você, ou passou três semanas criando seu portfólio online? Isso tem um valor e você investiu esta quantidade de horas. Pense da mesma forma: se sua situação atual comportar alguma verba de investimento; use-a para este tipo de projeto. Do contrário não, será prejuízo.

E mesmo se a relação com este cliente não envolver qualquer tipo de compensação financeira imediata para você, registre-a num contratinho simples entre você e o cliente. Sempre ajuda.

Você quer trocar hora de trabalho com um parceiro de atividade complementar

É um tipo comum de parceria, principalmente no mercado digital. O segredo aqui é ser transparente e contabilizar as horas gastar de um lado e de outro, criando um banco de horas a ser compartilhado em projetos futuros.

Mas atenção: busque profissionais realmente complementares a sua atividade. A sobreposição de horas, ou seja, duas pessoas trabalhando na mesma coisa, costuma dar uns atropelos de entendimento e insatisfação que merecem ser evitados.

Mas o ideal continua sendo…

Fazer seu orçamento, aprová-lo, entregar um produto final 100% e receber por isso. A permuta, como vimos pelos exemplos acima é um caso a ser encarado como exceção e não regra.

E vocês, o que acham?

Ainda tem espaço para novos editores?

Entrevista com o Richard Diegues, autor e editor, dono da Tarja Livros.

A Tarja é uma editora especializada em literatura de fantasia e ficção científica.

Quem o entrevista é o também autor Eric Novello.


Richard Diegues from Aguarrás on Vimeo.

Eu fiz questão de colocar este vídeo aqui porque ele fala de algo que todos que pretendem entrar no mercado editorial se perguntam: ainda tem espaço?

Sim, tem. Você só precisa encontrar o seu nicho, a sua especialidade, aquilo que você faz melhor que qualquer outro.

Não abra uma editora agora achando que vai ser a próxima Companhia das Letras. Não, você não vai. Agora, se você começar determinado a ser a melhor editora de XYZ, suas chances são bem melhores e o espaço existe.

Quer ser editor? Mantenha-se fiel ao que você sabe.

Quer começar a blogar? Escolha o seu “mentor”

No final de semana dos dias 30 e 31 de agosto aconteceu, em São Paulo, no espaço Gafanhoto, a segunda edição do Blogcamp-SP. O Blogcamp é mais uma das muitas des-conferencias que tomaram conta do mundo da tecnologia nos últimos dois anos.

Inspirado nos barcamps, os blogcamps, assim como start-upcamp, luluzinhacamp, etc… se propõem a ser um espaço aberto de discussões, conversas, nertworking e porque não, diversão, com o foco nos blogueiros.

O mundo é tosco e eu me divirto

Nesta edição estiveram presentes várias figurinhas carimbadas da blogosfera, desde os que blogam porque gostam, até os que blogam pra literalmente fazer dinheiro, entre eles estavam o mestre/show-man Luli Radfahrer, Guilherme Valadares do Papo de Homem, Manoel Netto do Tecnocracia/Balela.info/Blogblogs.com.br, Bruno Torres, Lucia Freitas a LadyBug, entre muitos outros.

Mas uma figurinha em especial me chamou a atenção, Gabriel Naressi do Mundo Tosco, o garoto tem apenas 11 anos, passou o dia fazendo contatos, e distribuindo seu cartão de visitas, com o divertido slogan: O Mundo é tosco e eu me divirto.

Gabriel não chamou a atenção apenas pela idade, mas pela inteligência, pela forma como ele trava os outros blogueiros e por uma frase que soltou enquanto conversava, de igual pra igual, diga-se de passagem, com Maestro Billy e Luli Radfahrer, Billy perguntou pro Gabriel o que ele queria ser quando crescer, a resposta veio na lata: Blogueiro! Fez-se um enorme silêncio na hora.

Gabriel pode ser o representante de uma nova geração de profissionais, hoje dizer-se blogueiro profissional pode gerar sustos, discussões homéricas, como as sobre monetização que durante mais de ano tomou conta da blogosfera, ou soar como piada. Mas a geração de Gabriel, me lembra o Rafinha do video feito pela TV1 sobre a revolução da internet.

Gabriel estava no blogcamp para conhecer seus ídolos blogueiros, como Mr. Manson e o Raphael Mendes. Ele estava à procura daqueles que considera como mentor.

Se você está começando a blogar, se pretende começar, ou se já bloga a algum tempo, faça como o Gabriel, procure alguem em quem se inspirar, siga os passos dele, entenda como ele(a) blogam, quais os motivos para escreverem, enfim, faça um benchmark na blogosfera, você não tem nada a perder, mas pode aprender muito.

Pra não dizer que não fiz igual, há alguns anos acompanho o Mauro aqui no carreira solo, o CrisDias, o Pedro Markun e o mestre Luli, ainda longe de ser como eles, mas um dia chego lá ;)

Como enviar um livro infantil a editora?

Nota introdutória do Editor: Carolina Vigna-Marú responde a todos os e-mails que recebe de nossos leitores. E em cada um deles, vejo material para um post muito bom. E como aqui, no Carreirasolo.org vivemos de conteúdo muito, muito bom; não me furto em publicar versões adaptadas destes e-mails. O post abaixo surgiu da dúvida de uma leitora aqui no Carreirasolo.org sobre como enviar seu livro infantil as Editoras. É uma continuação perfeita ao Como enviar meus originais para análise

My prince
Creative Commons License photo credit: kokopinto

Livro infanto-juvenil é aquilo…

Todo autor quer enviar ilustração junto. A menos que a ilustração seja premiada ou seja imprenscindível para a compreensão do texto, não envie. Deixa o editor escolher o ilustrador. Apenas manda uma cartinha junto, dizendo que você gostaria de apresentar imagens para este texto. Normalmente, uma vez aprovado o texto, os editores acatam as sugestões dos autores, mas são processos separados e você precisa deixar o editor livre para escolher.

O mesmo vale para capas de livros adultos (adultos como em “não-infantis”). O único tipo de livro que não tem problema você enviar as imagens junto é livro técnico e mesmo assim às vezes o editor contrata algum ilustrador ou fotógrafo para melhorar/aumentar a quantidade de imagens.

O tamanho do livro varia muito, mas muito mesmo, até mesmo da escolha da gráfica da editora. Eu já vi, para você ter uma idéia, um mesmo livro (mesmo texto, mesmo autor) ter um ilutrador e um formato em cada edição.

Às vezes a gente faz um projeto em que a imagem faz parte, é uma parte meio que grudada no texto. Se for muito, mas muito mesmo, importante para você que a imagem seja aquela, envie uma xerox colorida de UM ÚNICO exemplo de ilustração com um bilhetinho dizendo que é esta ilustração que você gostaria de PROPOR para aquele texto.

All we need is Type

Agora, seu texto será melhor recebido, honestamente, se for só o texto, sem mais nenhuma informação editorial. Envie apenas o texto, em páginas A4 numeradas, fonte Times New Roman, espaço duplo, corpo (tamanho da fonte) 12. No cabeçalho você coloca o título e no rodapé o seu nome com um telefone e um email de contato. Encaderne de forma simples, em espiral mesmo. Coloque junto uma carta de apresentação (atenção: é junto, não é encadernada no texto!!!!) assim:

Prezado Conselho Editorial,
Encaminho para sua análise o texto em anexo.
Resumo do livro ou comentários que julgar pertinentes (como a apresentação de imagens, por exemplo) - 1 parágrafo de no máximo 5 linhas
Resumo biográfico seu - 1 parágrafo de no máximo 5 linhas
Atenciosamente,
Assinatura
telefone/email

Prontinho. E boa sorte!

Como fazer uma lista de tarefas?

Cartographical grocery list
Creative Commons License photo credit: cesarastudillo

Lá vai um post a lá Efetividade.net, que aliás leio todos os dias. Vou falar de listas de tarefas. Primeiro pensei em pesquisar programas, depois em testá-los; mas nos quesito listas de tarefas, ou como diriam os anglófilos, as “to-do lists”; não há segredo que resista a uma verdade límpida e transparente: é tudo questão de compromisso e metas realistas.

Não importa se você usa o Tada List ou o Remember the Milk, o sidebar do Vista (urgh) ou os aplicativos do Mac OS; fazer uma lista para suas tarefas do dia é uma coisa muito importante, diria fundamental; desde que você a cumpra.

(Em tempo, testei todos os aplicativos possíveis e garanto: não há nada melhor do que uma folha de papel, no caso, meu já famoso caderninho, ao final do post)

Cumprir começa com acreditar

Como a idéia aqui é falar um pouco do conceito e não só da técnica, a primeira grande dica é montar a lista real, não a imaginária. Explico: é comum montarmos uma lista onde projetamos uma eficiência que não se sustenta nem depois do almoço, quando bate aquela sonolência típica dos… seres humanos. Portanto: monte a lista que você sabe que vai cumprir. Isso ajuda.

Antítese: lista única para os múltiplos

Se você é como eu que, além de dividir sua vida de freela com o emprego tradicional, ainda tem 500 interesses paralelos, todos igualmente importantes em sua escala de valores e uma família linda que ainda demanda atenção e burocracias (escola, contas, reuniões, médicos); CRIE UMA LISTA SÓ para sua vida.

Eu já caí na bobeira uma vez de criar quatro listas diferentes. Chegava pela manhã, fazia uma tabelinha de quatro colunas e depois ficava louco indo e voltando em prioridades. Um belo dia, dando descanso ao TOC que já se avizinhava, simplesmente topei reunir “marcar médicos da filha” com “enviar email para gerente de produção do canal xyG” e, palavra de honra, tudo passou a funcionar melhor.Portanto: lista única para os multidisciplinares

Priorize a lista depois as prioridades

Outra coisa que funcionou pra mim muito bem: não pensar em prioridades no ato de fazer a lista. Dois motivos para isso: elas vem naturalmente pois é mais natural escrevermos primeiro o mais importante; e prioridades mudam ao longo do dia. Faça a lista do QUE depois, pense no QUANDO

No stress

Não deu pra fazer tudo? Paciência. Acontece. Se você foi esperto e calibrou as prioridades de forma a resolver o que tinha prazo antes, a situação na maioria das vezes pode ser contornada. Uma dica legal: transfira imediatamente para a lsita do dia seguinte os pontos que não foram feitos nesses e, de preferência, aumente sua prioridade!

(Acima, 12 de março, um dia corrido. Só o ponto 14 era aqui para o Carreira)

Qual é o melhor tipo de cliente para um freelancer?

what, who, where
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Uma coisa essencial na vida do frila é ter bons clientes. Afinal, não é só quem está pagando que avalia e seleciona com quem trabalhar. Um profissional sério (freela ou não) não sai por aí trabalhando com qualquer um. Como diz um tradutor que escreve um blog muito bacana, Tradutor Profissional, o Danilo , cada cliente chato que você evita, está abrindo espaço para um cliente bom.

Ter uma atitude séria e profissional vai espantar os clientes que você não quer por perto. Naturalmente.

É claro que no começo não dá para selecionar muito, mas uma boa atitude sempre ajuda a espantar os piores clientes. É mais ou menos como conhecer namorado: quando eu era solteira, cortei o cabelão loiro e descobri os caras que gostavam de mulher de cabelo curto estavam muito mais de acordo com meu target.

E nessa época conheci meu marido, que se interessou pela cabeleira curtinha. Tenho um amigo que gostava de usar bigode porque afastava todas as mulheres que não iam gostar do estilão alternativo dele. E por aí vai. Se você finge ser uma coisa que não é, vai atrair gente que quer uma coisa que você não é. Se isso vale para amigos e namorados, vale para o trabalho também.

Se o cliente já chega cheio de papo, querendo desconto, pedindo uma coisinha extra, regateando e se mostrando pouco profissional, e você simplesmente não dá conversa, ele vai embora. Olha só que beleza: você descobriu uma maneira de se livrar de clientes pão duros, chatos e remerrentos, sem nem fazer muito esforço.

É claro que é bom ter bom senso, e certa flexibilidade, caso contrário ninguém vai querer trabalhar com você. Mas isso não significa fazer de tudo só para agradar. Seja sério e se dê valor. Parece óbvio, mas tem muita gente que ainda não aprendeu essa lição.

Quantos e de que tipo?

No mundo ideal, todo frila teria uma meia dúzia de clientes simpáticos, que pagassem bem e em dia, não pedissem coisa demais, não mudassem de idéia no meio do projeto, não deixassem a gente muito tempo sem notícias, e ainda fizessem um cafuné de vez em quando.

Como isso não é possível, o importante é se esforçar para ter alguns bons clientes, que mantenham um fluxo razoável de trabalho (e mais ou menos constante). Trabalhar para um cliente só é colocar todos os ovos na mesma sacola, enquanto trabalhar com clientes demais, na minha opinião, deixa o relacionamento meio solto e distante demais.

É muito importante ganhar a confiança do cliente, pois uma vez que isso acontece, ele tende a pegar menos no seu pé e dar mais liberdade. E quando você já conhece o cliente, é mais fácil (e rápido) saber como trabalhar, o que priorizar, o que pode ser negociado e o que é melhor nem discutir.

Mas atenção: nem sempre o cliente que paga mais é o melhor. Eu às vezes prefiro trabalhar com uma pessoa que não pague assim tão bem mas seja descomplicada, que me dê liberdade para fazer um trabalho legal (e do qual eu possa me orgulhar), que pague em dia, que não fique mudando de idéia o tempo todo,e com quem eu tenha liberdade para negociar o deadline quando me enrolar (desde que isso não aconteça sempre!).

Às vezes a gente fica de olho grande em um pagamento muito alto, mas o cliente é tão chatinho que você é obrigado a refazer tudo inúmeras vezes, a se aborrecer, a atrasar outros trabalhos, e no final das contas o dinheiro acaba nem compensando o tempo perdido e a queimação de filme com os outros clientes.

Manutenção

Depois disso, é só manter o que você conquistou. Nessa hora, valem as dicas óbvias: não se acomode, continue fazendo o melhor possível, não relaxe e baixe o nível do trabalho só porque o cliente está no papo mesmo. Entregue sempre um pouco mais do que foi pedido. Não muito, para não se desvalorizar, nem exatamente o que foi pedido, porque isso passa uma impressão de que você é preguiçoso ou ganancioso.

Um dia, se o relacionamento estiver indo bem, é a hora de pedir uma promoção, certos privilégios ou um aumento. Saber a hora de pedir esse tipo de upgrade não é fácil. Mas isso é assunto para outro artigo, outro dia.

Chegou a hora da minha Carreirasolo?

Mono Macca
Creative Commons License photo credit: Rich007

Como saber que a hora de ser 100% Carreirasolo? É algo que você pode planejar? Ou será que você acorda um dia, olha para o espelho e grita “teje frila”, e pronto? Questões como essas são, sem medo de errar, as mais enviadas para meu e-mail.

Isso porque quando pensamos em partir rumo a uma Carreirasolo.org o ritual de passagem para alguns pode ser doloroso: largar um emprego fixo e montar uma operação em casa para levar a frente seu projeto/carteira de clientes? Tá louco? E o meu 13º? E o plano de saúde das crianças?

Um momento de muitas incertezas e quase nenhuma garantia. Não é para todo mundo. E não é para todo momento em sua vida, pode ter certeza.

Mas você pode fazer esse momento acontecer

Para ajudar a você a identificar o melhor momento e, até mesmo, trabalhar para que ele aconteça, resolvi enumerar alguns passos básicos para esta dança nada complicada, desde que você seja um pouco paciente e, claro, saiba se planejar.

Ressalva 1: Partimos do princípio que você já se identifica com o modelo de trabalho do qual falamos aqui. Se você chegou agora e não sabe nada sobre isso, aconselho dar uma lida rápida em nosso Guia.

Ressalva 2: Fujo sempre das fórmulas mágicas. Mas, preciso vez por outra fazer algumas concessões para que certos textos sejam possíveis. Explico-me: o que vou falar nesta série de artigos funciona na média geral dos casos.

Extremos de muito boa sorte; um dono de agência falar: “Você não quer ficar atendendo a estes três clientes de casa e vem aqui duas vezes por semana?”; ou de extrema falta dela: “Ih, sabe aquela conta de dois anos para criar materiais gráficos para a campanha global de nosso principal cliente? Não era bem isso, na verdade é só um banner”; situações assim ficaram de fora. Não por irreais, veja bem.

Ou seja, falamos aqui da média geral dos casos, com clientes que chegam mais do que saem; dinheiro suado mais honesto, contas pra pagar, alguns sucessos, meia dúzia de fracassos e por aí vai.

Para sair em Carreirasolo em tempo integral, você precisa…

A primeira questão é avaliar se você e seu “entorno” (entenda aí o entorno como sua família ou sua situação acadêmica no momento, só para citar exemplos já retratados aqui) contribuem para uma realidade de um profissional em sua Carreirasolo.

Se a reposta for sim os próximos artigos funcionarão como um check-list para você ir se planejando até que o momento chegue, ou você o crie.

Sobre o que vamos falar, afinal?

Serão seis artigos, um a cada três dias (tempo que acredito ser suficiente para você refletir, comentar e me ajudar a divulgar, por que não?), que cobrirão os passos básicos para você se entender no mundo da Carreirasolo e aumentar suas chances de sucesso na empreitada.

Só para adiantar o que veremos por aí, nossos temas serão:

  • Carreirasolo, passo 1 | Analise sua situação profissional atual
  • Carreirasolo, passo 2 | Consolide sua carteira de clientes/seu projeto
  • Carreirasolo, passo 3 | Projete cenários financeiros positivos e negativos
  • Carreirasolo, passo 4 | Prepare um Kit de Ativação
  • Carreirasolo, passo 5 | Estabeleça e consolide sua marca e presença online
  • Não consigo dar todos estes passos agora, me ferrei?

Recapitulando: um artigo a cada três dias, durante aproximadamente 20 dias. Divulguem, twiitem, comentem, consumam sem moderação!

Como começar a carreira de Editor?

Bookshelf
Creative Commons License photo credit: heipei

Olha, honestamente, ser editor não é algo que a gente decide se tornar. É uma coisa meio que os profissionais se tornam com o tempo. É uma profissão que leva muito tempo para formar um bom profissional.

Agora, nada, absolutamente nada, impede você de começar abrindo uma editora, publicando um ou outro livro na sua área de especialidade e, com o tempo, ir aprendendo e se expandindo. O que não existe é o “vou abrir uma editora e ser a próxima líder de mercado”.

E, claro, precisa ter dinheiro para investir. Livros são caros (revistas mais ainda!) e a quantidade de erro é muito grande (erro = livro que não vende). Tem uma piadinha velha no setor: “Como um editor comete suicídio? Se joga do alto do seu estoque.” ;D

A gente está passando por um período de transição muito grande e ninguém tem muitas respostas ainda. É óbvio que o mercado está mudando mas a verdade nua e crua é que nenhum profissional do meio sabe em que direção.

A gente sabe que existem caminhos que fracassaram, como o ebook por exemplo, mas qual a resposta certa ninguém sabe. Por este motivo, acho que a melhor dica que eu tenho pra te dar é: comece pequeno, devagar e faça uma coisa de cada vez.

Habilidades, conhecimento e dicas

Alguma coisa a gente sempre pode indicar. O editor é meio que uma soma de várias especialidades. Aqui vou relacionar algumas delas sem nenhuma ordem específica, só a da minha lembrança, ok? Antes de tudo, recomendo o MBA da Indústria do Livro na ESPM, um ótimo ponto de partida para quem quer entrar no mercado.

Vamos lá as habilidades e conhecimento que você precisa ter na cartola, ou estante…

  • Produção gráfica: Os livros do Amaury Fernandes[bb] são um bom começo. É importante vc visitar uma gráfica também, de preferência duas: uma bem pequena e uma grande, pra você ver como funciona a coisa toda.
  • Direito autoral: Essa é paradoxalmente a área mais difícil de entender e a mais fácil de achar referências.
  • Relação com o autor: Isso vai muito mais de experiência. Não é uma coisa que eu consiga passar rapidamente e muito menos num post. E posso garantir que você vai começar bem devagar ( ou seja, pessimamente :D ) mas vai ficar ótima com o tempo. De cara, a dica que eu tenho pra te dar é sempre respeitar o autor como o “pai” da criança mas nunca abrir mão do que você pensa e se isso significa abrir mão daquele título, paciência, outros virão. O que não falta no mercado é bom texto e se o autor “empaca” você gentilmente - sempre na delicadeza! - recusa o livro.
    E isso não significa que o livro seja bom ou ruim (é verdade) mas que apenas não está adequado à sua necessidade editorial. Agora, autores, como qualquer artista, são muito sensíveis e precisam ser tratados com o máximo de delicadeza.
  • Mercado: Olha, isso é tão, mas tão confuso, que honestamente eu te recomendo contratar um gerente comercial especializado em editoras. As livrarias enlouquecem um ser humano: fecham ao seu bel prazer, em datas específicas. Só pra citar um exemplo concreto: se você não consegue ser atendido (não é nem se você não consegue ir lá, repare!) numa livraria no Rio de Janeiro na terceira quarta-feira do mês na parte da tarde, você perde um mês inteiro de contabilidade. É sério. E cada livraria tem o seu fechamento e que nem sempre é mensal. Isso, fora a questão da distribuição que são a prova-mor de que editores são pessoas pacíficas. O distribuidor fica com 50 a 60% do preço de capa e muitas vezes simplesmente se recusa a atender novos editores. Quando eu comecei, eu mesma fazia a distribuição mas isso é como se eu decidisse ter um restaurante e um açougue ao mesmo tempo - são duas profissões, foi uma loucura. A emissão de notas fiscais também é uma zona. Tem código separado para se é consignação, se é venda, se é recebimento da consignação, se é recebimento da venda, se é reposição, se é… Enfim, é quase uma sub-especialização dentro do mercado editorial.
  • Escrever bem: Escrever bem não é escrever sem erros. Para isso temos os revisores. Escrever bem é escrever com clareza e fluidez. E isso vai além da sua área de especialidade. Você ser geóloga não significa que sabe escrever um livro de geologia, por exemplo. E isso é um erro que muitos cometem e cabe a você discernir entre uma coisa e outra. E, para ter esse discernimento, você precisa primeiro saber fazer.
  • Ter um profundo conhecimento de livros: Isso não é algo que se adquira. Ou você tem a essa altura ou vai levar anos construindo. E é aqui que está a diferença entre o bom e medíocre editor. Esse conhecimento do que investir, do que e como publicar, de que jeito, de que formato, enfim… Isso a gente leva anos construindo. Agora, nada te impede de contratar um editor. De ser dona de editora e contratar um editor para trabalhar para você.

Para fechar

Os tópicos acima são sugestões inciais. Não deixem de comentar e compartilhar experiências neste sentido, ok?

Como construir um blog profissional?

Miro Foundacion Mallorca 2008 (27)
Creative Commons License photo credit: geishaboy500

Existem diversas ferramentas disponíveis na web que podem lhe fornecer um blog, entre elas temos a mais famosa, blogger.com atualmente do Google. Existem serviços brasileiros, como o Uol blog, por exemplo, e, no final do ano passado, o mais famoso de todos os sistemas de publicação de conteúdo, o wordpress, lançou o seu serviço oline e gratuito, o wordpress.com.

Além desses sites/serviços, acima citados, exitem o que chamamos de CMS, content management system, ou em bom portugues: sistema de gerenciamento de conteúdo.

Os CMS para blogs, são muitos e existem nas mais diversas linguagens de programação e plataformas, dois deles me impressionam muito e são os que uso e recomendo para todo mundo, o wordpress que você pode pegar no www.wordpress.org e o textpattern que você encontra no textpattern.com.

O primeiro deles é mais famoso e possui uma enorme rede de desenvolvedores que disponibilizam plugins para quase tudo que você pode imaginar.

A desvantagem em fazer o download de um desses sistemas é que você vai precisar contratar um servidor de hospedagem web. Essa contratação tem um custo, não é alto, aliás muito baixo.

Além do servidor você vai precisar também registrar um domínio, como seusite.com.br ou seusite.com, que são as minhas sugestões (apesar de no meu blog profissional eu usar .org).

Mesmo com as desvantagens que citei, ter o seu servidor e seu domínio te permite muita liberdade, entre elas usar o template/tema/layout/design que você quiser no seu site, e também os plugins que você quiser, além claro de transmitir profissionalismo para os seus clientes.

E, claro, não esqueça do conteúdo

Além da ferramenta para publicar seu conteúdo, você deve se preocupar em o que escrever, como escrever, e não menos importante, para quem escrever.

Frequência de publicação, como integrar outros serviços e quais serviços escolher, quando falar sobre seus planos, assuntos pessoais devem ou não estar no mesmo blog? Entre outras coisas é o que vamos falar nessa coluna aqui no carreirasolo.

Mantanhe-se antenado, comente, envie sugestões, fale, expresse-se! Aproveite e use o seu blog para nos enviar um tracback e compartilhar essa conversa com os seus leitores também.

Zemanta Pixie

Qual a diferença entre o frete CIF e o FOB?

Essa é bem específica par quem trabalha com gráficas e fornecedores que precisam enviar material para você. Veio como dúvida da leitora Elisa Dantas (aliás, ela mandou duas. A outra está neste post aqui). Pois bem, vamos lá, eu nem sabia, mas existem dois tipos de frente:

  • O CIF (Cost Insurance Freight) - Custo, seguro e frete - o fornecedor se responsabiliza pelo frete, cabendo a este fornecer uma guia para que o comprador possa resgatar o produto perante o courrier. Este custo consta no orçamento do fornecedor. E o
  • FOB (Free On Board) o fornecedor se responsabiliza (contratualmente) pela mercadoria até a hora em que ela é entregue, na data e hora, ao courrier escolhido pelo comprador. Este preço não faz parte do orçamento do fornecedor, deverá ser calculado pelo comprador de acordo com o serviço de frete que escolheu.

No FOB, todos os custos e desembaraços legais da carga são de sua responsabilidade, que cessa assim que o mesmo entregue a mercadoria ao currier contratado pelo comprador, na hora e local combinados, em contrato. Veja, se o fornecedor perder o prazo de entrega ao courrier, este prejuízo não é de responsabilidade do comprador. O custo FOB não consta em orçamentos de fornecimento da mercadoria, este custo deve ser calculado à parte, pelo cliente.

No CIF, toda a logística, desembaraços e etc, fica a encargo do fornecedor que apenas deve fornecer a guia de retirada para o cliente afim de que este possa retirar a encomenda junto ao courrier em questão.

Ajudou? Manda mais dúvidas que a gente traça!!!

Colaborou: Eduardo Rocha , Designer Gráfico da CRAMA DESIGN ESTRATÉGICO


Selo Audio Jungle
selo theme forest
Selo Camiseteria



Música

2º Ato me fez pensar: será que o Teatro tem força para continuar mágico?

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Trupe circense liderada por Fernando Anitelli teria perdido a mágica em troca de aliterações e versos infinitos, mas sem tanta alma. Em apenas dois momentos sentimos a presença do Entrada para Raros. Mas ainda há esperança, no final, os dispostos se atraem.
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Dilemas e desafios morais. Ser ou não ser, todas as questões acima. O rei sou eu e eu estou nu. Ahm…como dizer…para você. Não, não, meu lápis não vai desaparecer agora, não. Preciso dizer de forma conclusiva que…dilemas, sim, dilemas. O melhor filme do ano?
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Neste último episódio de 2008, Mauro Amaral, Humberto Oliveira & Carolina Vigna-Marú celebraram algumas conquistas e traçaram os desafios para um ano que promete. 2009 vem aí e você estará lá. E nós também. Voltamos dia 09 de fevereiro com muitas novidades.
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