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Quem trabalha em casa tem direito a hora extra?

Henrique Arake

Advogado

Prezados leitores: como vão? Vamos sair um pouco do mundo freela e conversar sobre uma dúvida mais afeita aos empregados celetistas: a hora-extra.

Sem entrar em pormenores jurídicos mas chatos, a hora extra é devida ao empregado que é contratado por meio da CLT (13º, férias remuneradas, FGTS e tudo o mais) quando é obrigado a trabalhar além de seu horário usual.

Se você trabalha quatro horas por dia, a quinta é extra. Se trabalha seis, a sétima é extra e assim por diante, lembrando que nenhuma jornada pode ser estabelecida além de oito diárias.

Work-alcoholic
Creative Commons License photo credit: Daquella manera

A ideia é, ao mesmo tempo, desestimular o empregador a “exagerar” na dose e “indenizar” o empregado por ter de trabalhar além de suas forças.

Ok, e no caso do tele-trabalhador? O trabalhador que labora de sua casa?

Então, em tese, a regra não deveria mudar, concordam? O fato de o trabalhador estar em sua residência não significa que ele possua aptidões super-humanas que implicam em um aumento de sua capacidade laboral.

A bem da verdade, quem trabalha de casa bem sabe que a realidade é outra: filho querendo atenção, televisão no outro recinto e o sem-número de distrações que existem podem torná-lo, inclusive, menos produtivo.

O problema aqui é outro: fiscalização.
Enquanto que o trabalhador “cara-crachá” está sendo fiscalizado pelo “olho que tudo vê”, o tele-trabalhador, em regra, possui ampla liberdade de horário. O empregador não pode fiscalizar o seu horário e, portanto, monitorar se este está, ou não, laborando em expediente extraordinário.

Colocando sob outra perspectiva, imaginem se houver, no mundo, alguns trabalhadores que… tragédia das tragédias… mentisse em juízo dizendo que trabalhou 3 horas extras por dia, todos os dias em que laborou de sua casa? Como o empregador se defenderia na remotíssima probabilidade de esses trabalhadores estivessem faltando com a verdade?

Em tempo, o mesmo raciocínio se aplica para os casos em que o empregador consegue monitorar os horários de seus tele-trabalhadores, só que diferente (/gilbertogil).

Se o empregador exige que o tele-trabalhador bata ponto à distância, toda essa problemática cai por terra e voltamos à regra inicial: trabalhou além da jornada? Tem direito à hora-extra.

Espero que isso seja útil para os senhores! 


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Publicado em 26/10/2011 às 2:00 na categoria Legalize, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Freelancer se aposenta? Parte II: os planos de previdência patrocinados

Rafael Amaral

Atuário

Voltamos com a série de posts que vai dar as dicas para você, profissional freelancer, conseguir montar seu plano de aposentadoria. No artigo anterior, falei um pouco sobre o plano de previdência mais tradicional, o INSS. Lá você descobriu que ele é com uma boia salva-vidas. Não serve para atravessar o atlântico, mas também, não deixa que você morra afogado.

Agora, seguimos com a explicação dos planos patrocinados. Acompanhem!

Empresariais, Fundações e Regimes Próprios. A Previdência Patrocinada

Chamei de plano de previdência patrocinado os planos que são instituídos por pessoas jurídicas para os seus funcionários e que tem contribuições realizadas pela empresa.

A contribuição feita pela empresa para seu funcionário é a principal características desses planos. Outro ponto interessante é que esses planos administram montantes financeiros gigantescos sendo considerados os grandes investidores institucionais do mundo moderno.

No Brasil, podemos estimar, que suas reservas chegam a mais ou menos R$ 1 Trilhão (Fundos Fechados, Fundos Abertos e Regimes próprios), sendo os principais acionistas das empresas listadas na Bolsa.

Vocês podem se perguntar por que escrever sobre esses planos para o público do Carreirasolo? Afinal, não somos todos autônomos?

Ocorre que uma parcela considerável dos profissionais autônomos já trabalhou em grandes e médias empresas, e durante esse período é provável que vocês tenham contribuído para um desses planos. Durante esse período foram formadas reservas que são suas por direito mas que só podem ser recebidas futuramente, na data prevista para a aposentadoria.

Não esqueçam desse dinheiro. Isso pode significar muito no futuro, esse dinheiro continua rendendo esse tempo todo, e o que era ninharia na sua juventude pode virar uma bolada graças aos juros compostos.

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Publicado em 20/10/2011 às 10:30 na categoria Finanças, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Quanto custa um site simples? Desconstruindo o conceito!

Cristiano Santos

Designer

Com certeza essa é a pergunta que eu mais recebo na minha inbox! Toda semana surge alguém por aqui que trás consigo um conceito distorcido sobre simplicidade na hora de contratar os meus serviços. A grande maioria não é por maldade, e sim, por puro desconhecimento mesmo.

Em geral a distorção se baseia na ideia de que algo simples, custa menos, porque normalmente deve ser mais fácil, mais rápido e nós damos conta sozinhos, certo?!

Errado!

Na prática, algo simples é bem difícil, aliás, muito difícil! Buscar uma solução de uma interface baseada num conjunto de informações, levando em considerações os inúmeros comportamentos dos usuários é algo bem complexo. Isso pra não falar nas limitações técnicas, como versões mais antigas de browsers e sistemas operacionais, velocidade de banda, entre outras.

Steve Jobs dizia que “design é função, não forma“.

Poucos são os profissionais que “realmente” consegue fazer alguma solução usando o mínimo de elementos possíveis num prazo curto. Isso pra não falar quando o projeto necessita de mais profissionais envolvidos, o que faz com que o mesmo posso não ficar tão simples assim!

O fato é que a minha resposta padrão também é sempre a mesma:

Depende!

E em seguida eu argumento fazendo perguntas usando a metáfora do mercado imobiliário. (Eu não sei qual foi o autor dessa metáfora e nem sei onde achei na web. Se você estiver lendo esse artigo, manifeste-se que eu coloco os créditos!!).

  • Quantos quartos necessita?
  • Em que bairro?
  • Tem vaga na garagem? Quantas?
  • Necessita de um suite?
  • Quarto reversível?
  • Dormitório para empregada?
  • Se pudesse escolher uma construtora, qual seria?
  • Quais serviços no condomínio deseja?

Percebem que ao responder cada uma dessas perguntas, você já imagina o quanto esse imóvel será caro? Com design para projetos web é a mesma coisa. Então a minha resposta será sempre a mesma:

Depende! ;-)

  • Depende de quantos profissionais serão alocados no projeto.
  • Do grau de dificuldade da sua execução.
  • De quanto tempo trabalharemos nele.
  • De quantos telas teremos que desenhar.

E aí, vai continuar perguntando quanto custa um “site simples”?



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Publicado em 14/10/2011 às 2:48 na categoria Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Como o profissional freelancer se aposenta? Parte I: o INSS

Rafael Amaral

Atuário

Nota do editor: na série de artigos que vai explicar como um profissional freelancer pode pensar em sua aposentadoria, falamos primeiro sobre como os planos de previdência tradicionais enfrentam dificuldades para funcionar no século XXI. Mas não se assustem! Agora, vamos entender em detalhes todos os tipos de plano que vocês podem contratar. Leiam com atenção e, caso tenham dúvidas, mandem um e-mail para nós!

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Existem várias formas de explicar os tipos de plano de previdência, desde as mais técnicas separando os planos em Benefício Definido, Contribuição Definida, Contribuição Variável, Contribuição Definida Puro, às mais comerciais separando em planos PGBL, VGBL, Tradicional, Empresariais, Fechados, Abertos, Corporativos,etc.

O INSS não vai falir pois é do governo.

Mas infelizmente essas formas de explicar atendem as necessidades de que explica os planos e não de quem esta em dúvida. Se quem explica é um técnico ele quer agrupar os planos pelas suas características técnicas, já se for um vendedor, quer separar-los pelas suas características comerciais e, no meio disso tudo, você fica perdido achando que esse é um assunto muito complexo e desiste de comprar um plano de previdência ou deixa que outros tomem essas decisões por você.

O objetivo dessa série de artigos é explicar os planos de previdência, focando nos aspectos mais importantes para a decisão de compra desse produto, expondo suas principais vantagens e desvantagens e ao final dando dicas e sugestões sobre a melhor forma de se beneficias de suas vantagens e minimizar o efeito das desvantagens.

Os planos foram divididos em:

  • INSS – Previdência Social
  • Empresariais, Fundações e Regimes Próprios – Previdência Patrocinada
  • Individuais e Associativos – Previdência Individual
  • FGTS e investimentos – Previdência Pessoal

Nesta primeira parte vamos abordar as características, vantagens e desvantagens do mais tradicionais deles, o INSS

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Publicado em 14/10/2011 às 11:10 na categoria Finanças. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Marcio Silveira – Designer e Desenvolvedor Web

Post do Leitor

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Meu nome é Marcio Silveira dos Santos, sou designer e programador Actionscript 3 (experiência em animação via programação e integração com XML e banco de dados), HTML, CSS e PHP. 

Moro em Indaiatuba-SP e trabalho com design e desenvolvimento para a web a mais de 4 anos. Realizando projetos de design e desenvolvimento de websites, desenvolvimento de aplicações interativas, modulos para e-learning e desenvolvimento de Blogs WordPress.

A pouco mais de 1 ano decidi trabalhar somente como freelancer, pois comecei a ter muito trabalho além do meu emprego e vi isso como uma oportunidade de crescer como pessoa e profissional.

Site: www.marciossantos.com.br

Blog: www.marciossantos.com.br/blog

Canal no Youtube: MarcioSSantosDDI

Email: marcio@marciossantos.com.br

MSN: marcio.3design@hotmail.com

Skype: marcio.action

Por: Marcio S. Santos

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Publicado em 11/10/2011 às 3:30 na categoria Galerasolo, TI. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Como montar minha tabela de preços de fotografia?

Maria Claudia Ferrini

Fotógrafa

Para montar sua tabela de preços é preciso separar os custos fixos dos outros custos que seriam adicionais a cada trabalho produzido.
Para cada trabalho existe um tipo de custo e é muito importante antes de fazer um orçamento, que você entenda muito bem o que o cliente deseja para não “comer bola” e depois ter que tirar do seu lucro para cobrir eventuais prejuízos.

Os custos fixos são aqueles que independente do trabalho você terá todo mês: manutenção e desgaste da câmera fotográfica, equipamentos de iluminação, flash, pilhas, baterias, computador e etc.

Os custos adicionais entram na planilha de acordo com o tipo de trabalho. Vamos supor que você faça um orçamento para uma festa de aniversário ou um casamento, o que é preciso saber: o local da festa, quantidade de horas trabalhadas (produção e pós produção), se o trabalho vai ser entregue em CD ou álbum e a quantidade de fotos etc. Esses ítens deverão estar especificados no orçamento para o entendimento do cliente e do valor que ele estará pagando. Normalmente, esse tipo de evento é cobrado por horas trabalhadas, mas isso não impede que se feche um pacote e cobre um valor pelo evento todo e não por horas.

Mod Holga 3
Creative Commons License photo credit: angelo.goldthin

Não existe uma tabela de preços que esteja pronta para cada orçamento e é difícil colocar um preço final apesar de todos os ítens estarem descritos, pois sempre terá alguém que fará por um valor mais barato ou mais caro. Mas é muito importante que o fotógrafo tenha em mente que é preciso separar os custos fixos e adicionais além do seu lucro, pois só quem trabalha com fotografia sabe o quanto é caro comprar e manter seus equipamentos.

Valorize-se sempre e faça um preço justo. Trate o seu trabalho com seriedade e responsabilidade para sempre ter bons e fiéis clientes!



Publicado em 11/10/2011 às 3:00 na categoria Fotografia, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Por que o sistema de previdência tradicional não funciona para os profissionais do século XXI?

Rafael Amaral

Atuário

O conceito de previdência vigente hoje começou a ser implantado no período pós 2ª Guerra Mundial. Ele foi ancorado em um tripé composto pelo governo, empresas e trabalhador. Nesse tripé cada um tinha sua responsabilidade.

Para o governo coube criar um sistema de previdência universal que visa fornecer ao aposentado uma renda suficiente apenas para manter o nível de subsistência do individuo.

Para a empresa coube a responsabilidade de criar um sistema que complementasse a previdência governamental, com objetivo de preservar o nível de vida que o trabalhador tinha na empresa.

Já ao trabalhador cabia fazer uma poupança individual caso quizesse possuir uma renda igual aquela de quando trabalhava.

Linha de montagem da FORD, em 1913

 

Porém esse sistema tem prerrogativas não escritas que refletem as características da sociedade que o criou. Uma delas é a existência de megaempregadores, empresas com 1.000, 10.000 ou até 100.000 funcionários. Empresas extremamente verticalizadas, onde um fabricante de automóveis era dono de toda a cadeia de produção do seu produto, desde a mina de ferro até a concessionária.

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Publicado em 10/10/2011 às 11:30 na categoria Finanças, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Três cursos que um fotógrafo freelancer precisa fazer

Maria Claudia Ferrini

Fotógrafa

Antes de um fotógrafo pensar em fazer algum curso, ele precisa saber dominar totalmente seu equipamento, seja ele freelancer ou não. É obrigação de qualquer fotógrafo profissional conhecer a fundo seu equipamento.

Photographer Kiyo
Creative Commons License photo credit: ignat.gorazd

Acreditem, existe muita gente que acha que a câmera profissional faz “milagre”, mas ela não faz. Uma câmera DSLR no modo automático, funciona exatamente igual a uma Cybershot porém com mais qualidade pelo tamanho de resolução dos pixels. Mas, sendo mais clara, quais seriam os cursos básicos para poder se considerar um fotógrafo em experiência? São três: o básico, o de iluminação e, claro, dos softwares mais utilizados. Seguem detalhes

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Publicado em 07/10/2011 às 1:30 na categoria Fotografia, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Quando custa criar um contrato personalizado para prestação de serviços?

Henrique Arake

Advogado

Hoje, inaugurando essa nova fase do Carreira Solo, vamos falar sobre o que sempre causa muita dúvida para os freelas: quanto custa criar um contrato personalizado para a prestação de serviços?

Antes de mais nada, vamos pensar juntos: será mesmo que eu preciso de um contrato? Surpreendentemente a resposta pode ser: não. E olha que esse é um dos meus “ganha-pão”! Ora, a última vez que foi comprar um pãozinho, se lembra de ter assinado um contrato? Ou quando levou seu carro ao mecânico? No máximo, pegou um orçamento. Contrato no papel? Duvido.

State Rep. Scott Dieckhaus, R-Washington, (left) and Jonathon Ketz, KOMU
Creative Commons License photo credit: KOMUnews

Por outro lado, como já disse em outra oportunidade, existem casos em que, pela natureza do serviço, não é possível se cobrar um preço alto, o que coloca o profissional numa posição muito desconfortável.

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Publicado em 06/10/2011 às 3:00 na categoria Legalize. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Assistente de fotografia tem portfólio?

Maria Claudia Ferrini

Fotógrafa

A maioria das pessoas que estão começando no ramo fotográfico são assistentes de fotógrafos mais renomados e com mais experiência. Sendo assim, os trabalhos produzidos também levam o nome do assistente nos créditos como colaborador. Essa é uma boa maneira para começar a montar seu portfólio.

ProFocus
Creative Commons License photo credit: ignat.gorazd

Sim você pode divulgar as fotos nas quais fez assistência, contanto que o fotógrafo esteja ciente de que vc estará usando as imagens como portfólio e não irá vendê-las ou ceder à terceiros. Além de sempre comunicar ao cliente e/ou se for postar em sites, deixar claro que as fotografias foram produzidas pelo fotógrafo “X” e que a assistência foi feita por você (descrita sempre nos créditos).

Boa sorte a todos iniciantes e lembrem-se sempre que um bom portfólio faz toda a diferença!



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Publicado em 06/10/2011 às 2:30 na categoria Fotografia, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.