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	<title>Carreirasolo.org &#187; Respostas</title>
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	<description>Respostas para o Profissional Freelancer</description>
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		<title>Pode o cliente utilizar um trabalho criativo sem que o mesmo tenha sido concluído?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/legalize/pode-o-cliente-utilizar-um-trabalho-criativo-sem-que-o-mesmo-tenha-sido-concluido</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 17:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Arake</dc:creator>
				<category><![CDATA[Legalize]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><br />
<strong>Nota do Editor:</strong> Em mais uma resposta à e-mails de nossos leitores, o advogado dos Freelancers, Henrique Arake, cria mais um diálogo memorável. <strong>Platão perde.</strong></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/58143970@N00/4796111892/" title="brenneman" target="_blank"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4134/4796111892_0896a5927c.jpg" alt="brenneman" border="0" /></a><br /><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/" title="Attribution-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/58143970@N00/4796111892/" title="aaron brenneman" target="_blank">aaron brenneman</a></p>
<p><strong>Dúvida de um leitor:</strong></p>
<blockquote><p>Sou Desiger Gráfico e necessito de um contrato para que meus clientes&#8230;</p></blockquote>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br/><br />
<strong>Nota do Editor:</strong> Em mais uma resposta à e-mails de nossos leitores, o advogado dos Freelancers, Henrique Arake, cria mais um diálogo memorável. <strong>Platão perde.</strong></p>
<p><center><a href="http://www.flickr.com/photos/58143970@N00/4796111892/" title="brenneman" target="_blank"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4134/4796111892_0896a5927c.jpg" alt="brenneman" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/" title="Attribution-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/58143970@N00/4796111892/" title="aaron brenneman" target="_blank">aaron brenneman</a></small></center></p>
<p><strong>Dúvida de um leitor:</strong></p>
<blockquote><p>Sou Desiger Gráfico e necessito de um contrato para que meus clientes assinem. Tanto pela contratação do serviço quando da proibição de usar ou plagiar ou até mesmo mostrar para outras pessoas a peça solicitada (logomarca principalmente) antes de quitar todas as parcelas de pagamentos. O que noto é que muitos &#8220;espertinhos&#8221; me &#8220;contratam&#8221; e solicitam para ver as criações antes do pagamento e depois dizem que estão sem dinheiro, que vai deixar para depois, etc&#8230; Termina que eles ficam com a arte que criei (mesmo que em baixa resolução e em JPG) mas ficam e aí pode ser que mandem digitaliza-la por um micreiro, pagando quase nada. Obrigado.</p></blockquote>
<p>Ou seja: <strong>&#8220;Pode o cliente utilizar um trabalho criativo sem que o mesmo tenha sido concluído?&#8221;</strong><br />
<strong>Resposta:</strong> <strong>não!</strong></p>
<p>Já abordei um tema parceido quando expliquei <a href="http://carreirasolo.org/respostas/legalize/como-sao-cobrados-os-direitos-autorais-nos-ebooks">a partir de quando sua arte está protegida pelo Direito Autoral</a>. O assunto continua agora em reposta a esta interessante dúvida.</p>
<p>Seu desenho, marca, logotipo, etc, enfim, o fruto de seu trabalho criativo está protegido pelo Direito Autoral a partir do momento que o lápis deixa o papel (se você usa desenhos vetoriais feitos no computador a coisa fica mais complicada. Brincadeira, fica não. É a mesma coisa).</p>
<p><strong>- Então eu não preciso colocar no meu contrato que alguém não pode usar minha criação sem autorização?</strong> Não, não precisa.</p>
<p><strong>- Mas e se mostrar?</strong> Então você contrata um bom advogado, eu conheço pelo menos um, e o processa por violação de direitos autorais!</p>
<p><strong>- Mas e se ele tiver pago metade do combinado? </strong>Vou te ensinar uma palavra mágica, muito utilizada nos tribunais,<em> EXCEPTIO NON ADIMPLENTI <strong>CONTRACTUS!!!!!</strong> </em>(efeitos especiais semelhantes ao do <em>Especto Patronum</em> do Harry Potter).</p>
<p>Significa que uma parte não pode exigir o cumprimento da obrigação da outra, sem que ela tenha adimplido com a sua. Significa que o contrato é comutativo e sinalagmático. E também que se ele não pagou o combinado, não pode usar o desenho.</p>
<p><strong>- Se ele pagou a metade, pode usar a metade do desenho?</strong> &#8230; não, não pode.</p>
<p><strong>- Mas, ele ficou com o desenho. E não me pagou? Mas também não vi o desenho sendo utilizado em canto nenhum, e agora?</strong> Você <a href="http://www.arake.com.br/2009/10/15/jovem-advogado-cobre-o-estudo-do-caso/">cobrou o estudo do caso?</a> Tem um <a href="http://www.arake.com.br/2009/05/01/como-redigir-um-contrato-parte-3/">contrato com cláusula de inadimplência ou que regule a sua extinção anormal</a>?</p>
<p>Se respondeu sim para os dois, fique tranqüilo, contrate um bom advogado para te ajudar a negociar uma resilição amigável ou ajuizar uma ação de cobrança, eu conheço pelo menos um. Se respondeu não&#8230; bem aí você, meu amigo, está &#8230; em maus lençóis. Terá que provar tudo do zero.</p>
<p><strong>É isso. Para complementar, sugiro as segintes leituras:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.arake.com.br/2009/09/07/pois-nao-o-que-o-sr-deseja/">O cliente nem sempre tem razão</a></li>
<li><a href="http://carreirasolo.org/respostas/legalize/como-explicar-que-nao-existe-almoco-gratis">Não dê &#8220;consultinhas&#8221; gratuitas</a></li>
<li><a href="http://www.arake.com.br/2009/09/13/clientes-malandros/">Sim, existem clientes malandros</a></li>
<li><a href="http://www.arake.com.br/2009/10/23/clientes-advogados-para-advogados/">Clientes da sua mesma linha de expertise</a></li>
<li><a href="http://www.arake.com.br/2009/10/15/jovem-advogado-cobre-o-estudo-do-caso/">E o principal para o seu caso: COBRE O ESTUDO DO CASO!</li>
<p></a></p>
<li>Ah sim, quase me esqueci&#8230; leia também o <a href="http://carreirasolo.org/respostas/legalize/eu-preciso-assinar-ndas-em-meus-projetos-freela">NDA para freelas</a> e <a href="http://www.arake.com.br/2009/06/24/o-que-so-ndas/">O que são NDA&#8217;s?</a></li>
</ul>
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		<title>Como são cobrados os direitos autorais nos eBooks?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 12:51:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Arake</dc:creator>
				<category><![CDATA[Legalize]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><br />
Olá, autores do Carreira Solo! Como têm passado? Espero que bem! Vamos conversar hoje sobre um assunto bem legal: <strong>os e-books!</strong> Talvez vocês não saibam, mas é meu dever explicar para todos (para isso que ganho minhas milhares de rúpias aqui&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br/><br />
Olá, autores do Carreira Solo! Como têm passado? Espero que bem! Vamos conversar hoje sobre um assunto bem legal: <strong>os e-books!</strong> Talvez vocês não saibam, mas é meu dever explicar para todos (para isso que ganho minhas milhares de rúpias aqui no blog): e-books NÃO SÃO livros escritos automaticamente por computadores! <strong>É SÉRIO, CARA!</strong></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/37996646802@N01/4681671986/" title="Look for Lots of These" target="_blank"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4035/4681671986_d1a512689b.jpg" alt="Look for Lots of These" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/37996646802@N01/4681671986/" title="cogdogblog" target="_blank">cogdogblog</a></small></p>
<p>Seres humanos, gente que nem a gente, escrevem livros que DEPOIS viram e-books para serem publicados! Ah, vocês sabiam disso? E sabiam também que tudo que um ser humano cria é protegido pelo <strong>Direito Autoral?</strong> TAMBÉM SABIAM? E que uma empresa só pode editar ou comercializar uma obra com a autorização do autor?</p>
<p>Acontece que as Editoras, aparentemente (vamos dar o benefício da dúvida aqui, certo?), não sabem!</p>
<p><a href="http://www.lagartixa.org">Carolina Vigna-Marú</a>, que assina os posts da seção <a href="http://www.carreirasolo.org/editorial">Editorial</a>, me indicou uma matéria escrita pelo <a href="http://macmagazine.uol.com.br/2010/06/06/editoras-brasileiras-unem-se-na-criacao-de-uma-nova-distribuidora-de-ebooks/">Rafael Fischmann</a> sobre uma iniciativa FANTÁSTICA, na minha modesta opinião, de algumas das maiores editoras nacionais: <strong>irão se unir para publicar todos os livros de seus autores em formato e-book!</strong></p>
<p>O empresariado brasileiro, antenado com as novas tendências mundiais, vai aproveitar as plataformas <a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/S2luZGxlJTJDK2lQYWRzJTJDK2lQaG9uZXNfIyNfY2xvdWRfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzIzOTM=-84" class="bbli">Kindle, iPads, iPhones<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a> e &#8220;ai&#8221;-um-monte-de-outras-coisas e difundir, nessas novas mídias, trabalhos consagrados de nossos autores, não é uma beleza?</p>
<p>Claro que sim, de novo! Isso é &#8220;felomenal&#8221;! É Fantástico! É Globo Repórter! É Ratinho e Sílvio Santos valsando xaxado com as dançarinas do Faustão! Só esqueceram de um pequeno detalhe: </p>
<h3>Os autores</h3>
<p>Pois, é&#8230; acontece que a maioria esmagadora desses livros NÃO SÃO de domínio público e, portanto, ainda tem dono&#8230; é, maus aí&#8230; tinha que ter um olho puxado pra jogar areia no seu pirão, né?</p>
<p><em>- Mas, Henrique&#8230; tipo assim&#8230; não é a mesma coisa? Tipo, os autores, pá, as editoras, pou&#8230; as obras já não foram vendidas pras editoras e não ganham milhões em royalties e tudo o mais?</em> Eles não meio que perderam o direito sobre as obras e a editora pode fazer o que quiser? Não é verdade que todo autor brasileiro tem um castelo igual o Paulo Coelho?</p>
<p>Primeiro que essa história de que o Paulo Coelho comprou um castelo é <em><a href="http://www.istoe.com.br/reportagens/25306_COELHO+MANIA?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPage">hoax</a> (or is it?)</em>. Segundo, que os autores podem ATÉ ter negociado a publicação e edição de seus livros, mas, legalmente falando, e sendo bastante literal aqui, a LDA (apelido carinhoso para Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, a Lei dos Direitos Autorais) é muito clara no seu artigo 49, inciso VI:</p>
<blockquote><p>não havendo especificações quanto à modalidade de utilização, o contrato será interpretado restritivamente, entendendo-se como limitada apenas a uma que seja aquela indispensável ao cumprimento da finalidade do contrato.</p></blockquote>
<p>Opa, então vamos lá: <strong>A RIGOR, se não estiver no contrato de cessão de direitos autorais que você autoriza a utilização de sua obra em e-books, não pode!</strong></p>
<p>Aliás, no julgamento do <a href="http://www.stj.jus.br/webstj/Processo/justica/detalhe.asp?numreg=200500809875">Recurso Especial nº 750.822</a>, ficou bem claro que, para a Justiça Brasileira, quando houver dúvida na interpretação dos limites da cessão dos direitos autorais (patrimoniais, sempre), deve-se favorecer o autor da obra.</p>
<p>- Ah, seu japonês pilantra! Comedor de peixe-cru do &#8220;zôi&#8221; puxado! Muso inspirador do &#8220;pintinho amarelinho&#8221; do Gugu! <strong>Esse julgamento é inespecífico</strong>! Ali estavam discutindo os direitos autorais de uma fotografia! Aqui estamos falando de e-books!</p>
<p>Querido leitor&#8230; inespecífica é sua capacidade de interpretação textual&#8230; &#8220;de quê?&#8221;&#8230; shhh, não me interrompa agora&#8230;</p>
<p>Quando foi que lançaram o Kindle? E o iPad? E essa notícia da MacWorld é de quando? Ah, tá&#8230; sabe quando aquela ação foi ajuizada? Em 2005, tá? Chegou AGORA no STJ. E só porque alguém se deu ao trabalho de tentar buscar seus direitos na Justiça.</p>
<p>Sabe quando essa polêmica sobre e-books e mídias autorizadas vai chegar no STJ? Leia este <a href="http://www.arake.com.br/2009/10/01/o-tempo-no-judiciario/">post </a>e depois compartilhe conosco suas impressões nos comentários, ok?</p>
<p>Já falei várias vezes sobre os problemas que o estudo do Direito Autoral no Brasil enfrenta. As leis são mal-feitas, mal aplicadas, os juristas também não entendem o que está acontecendo, em suma&#8230; uma zona. Porém, bem ou mal, mal-feita ou não, há uma lei e ela é clara: o contrato deve ser o mais claro e específico possível!</p>
<p><strong>- Ok, então isso significa o quê? Que as editoras estão de sacanagem com os autores? Que elas não podem fazer isso?<br />
</strong></p>
<p>Agora vem o banho de água fria&#8230; não sei. Fosse esse um País sério&#8230; com um Judiciário, pelo menos, constante em suas decisões, eu poderia ser mais preciso. Não é o caso.</p>
<p>Sinto te dizer que, no Brasil atual, graças a todo esse &#8220;auê&#8221; com a criatividade dos juízes e tudo o mais, cada um decide do jeito que quer. Literalmente. E digo isso para questões já, em tese, batidíssimas.</p>
<p>Ora, se não consigo explicar para meu cliente porque, por exemplo, na Justiça do Trabalho, um &#8220;pula-pirata&#8221; gerou uma indenização de quase meio milhão de reais, mas na Justiça Comum a vida de um pai de família vale menos que R$ 20 mil&#8230; difícil, né?</p>
<p>Sendo muito sincero contigo: é possível defender, com qualidade, AMBAS as posições. Optei por falar do ponto de vista dos autores, porque, aparentemente, o das editoras já está muito bem explicado.</p>
<p>Ademais, minhas fontes me indicam que a grande maioria dos contratos de cessão de direitos autorais não são específicos, portanto minhas dicas podem ser úteis um dia para alguém.</p>
<p>Agora, se você autor/artista, malandrão, dragão tatuado no braço e óculos de acetato no rosto <strong>NÃO CONSULTOU UM ADVOGADO ANTES DE ASSINAR O SEU CONTRATO COM A EDITORA</strong> e, agora, não sabe dizer nem que sim nem que não sobre a especificidade de seu contrato&#8230; bom, vai pagar mais caro agora pra resolver seu problema, não é mesmo?</p>
<p><strong>Boa sorte, e fiquem com Deus.</strong></p>
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		<title>Como cobrar de meu cliente?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/legalize/como-cobrar-de-meu-cliente</link>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 19:50:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Arake</dc:creator>
				<category><![CDATA[Legalize]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><br />
Acredito ser uma dúvida bastante pertinente e que pode ser entendida de duas maneiras. A primeira seria a melhor maneira de abordar o meu cliente e a segunda as técnicas e ferramentas de cobrança em si. Vou responder primeiro a&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br/><br />
Acredito ser uma dúvida bastante pertinente e que pode ser entendida de duas maneiras. A primeira seria a melhor maneira de abordar o meu cliente e a segunda as técnicas e ferramentas de cobrança em si. Vou responder primeiro a SEGUNDA maneira e, se o tema render, faço um post do &#8220;meu jeitinho&#8221; de abordar clientes &#8220;esquecidos&#8221;. Vamos lá: <strong>juridicamente falando, qual é melhor maneira de cobrar meu cliente pelos meus serviços?</strong></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/28009451@N03/4277521769/" title="Renovation, Stage Two" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2736/4277521769_b72385e916.jpg" alt="Renovation, Stage Two" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/28009451@N03/4277521769/" title="dmjarvey" target="_blank">dmjarvey</a></small></p>
<p>Cheque ou nota promissória? À vista ou a prazo? Estabelecer critérios de cobrança , no mínimo, tão complicado quanto precificar seus serviços.</p>
<p>Muitas vezes, a forma de cobrança pode ser a diferença entre a sua contratação e a do profissional do lado. Mormente quando seu nome ainda não é tão conhecido no mercado, ou quando é o CLIENTE QUE NÃO TEM TANTA EXPERIÊNCIA para discernir a qualidade de um profissional pelo seu valor, não pelo preço. Existem alguns clientes mais privilegiados que outros que topam pagar o serviço à vista, mas a maioria deles vai querer prazo ou, no mínimo, parcelamento.</p>
<h3>E agora?</h3>
<p>Bom, é claro que existem um monte de maneiras de se fazer isso, mas vamos abordar as mais comuns: contrato + cheques. Primeiro de tudo, PELO AMOR DE DEUS, tenha um bom contrato. É o contrato quem vai dizer, por exemplo, o escopo de suas obrigações que, por seu turno, legitimará a cobrança (chamamos isso de sinalagma, pode ser o nome da sua décima-sétima filha!).</p>
<p>Segundo de tudo, PELO AMOR DE DEUS, coloque duas testemunhas ISENTAS nesse contrato. Assim, você poderá executá-lo sem precisar entrar com uma ação monitória. Explicando: em uma ação de execução, a parte executada tem muito menos &#8220;armas&#8221; para se defender, caso seja necessário cobrar a dívida judicialmente. É mais rápido e os bens do executado pode ser constrangidos mais facilmente para garantir a dívida.</p>
<h3>O que é bem constrangido?</h3>
<p>É como eu fico quando leio &#8220;substabeleçimento&#8221; escrito em algumas petições. Brincadeira, basicamente é o bem que será, caso não haja o pagamento espontâneo, leiloado pra satisfazer a dívida.</p>
<p>Chega, façamos assim. Coloca as duas testemunhas (que não sejam seu pai e mãe, por favor) e, se der problema, me contrata. Vamos prosseguir o raciocínio.</p>
<h3>Importante: pegue garantias!</h3>
<p>Não. Não quero ouvir. Nada de acreditar que o cliente vai depositar na data certinha. Vai dividir em dez vezes &#8220;sem juros&#8221;? Pegue dez cheques pós-datados. Vai dividir em 25 vezes &#8220;sem juros&#8221;? Pegue VINTE E CINCO CHEQUES pós-datados. Eu disse PÓS-DATADOS, ok? Não me mata de vergonha e grampeia um &#8220;Por enquanto tá danado&#8221; ou um &#8220;Chorãozinho&#8221; ou&#8230; NÃO. Vendeu parcelado? CHEQUE PÓS-DATADO. Também não me venha escrever no cantinho, frente ou verso, o famoso &#8220;Bom para:&#8221;, ok? Sabe pra que o &#8220;Bom para&#8221; é bom? Acertou, pra NADA! Brincadeira, na verdade ele serve sim, não concordo com a posição adotada no STJ, mas vale.</p>
<p>Quando você pós-data (ou&#8230; urgh &#8220;pré&#8221;-data) o cheque, você fica &#8220;moralmente&#8221; impedido de o apresentar antes da data.</p>
<p>Em bom português? Se você apresentá-lo antes da data e, por conta disso, o seu cliente deixar de pagar uma conta e sofrer algum dano moral ou material, você deverá indenizá-lo.</p>
<p>A rigor, o que deveria valer é a data que está logo ao lado da sua assinatura, mas o STJ vem aceitando o &#8220;bom para:&#8221; anotado no cantinho do cheque, mas não confie muito nele&#8230;</p>
<p><em>&#8220;Mas, Henrique&#8230; não sou eu muito mais esperto que você se eu datar os cheques tudim com data de hoje? Daí se eu quiser, malandramente, apresentar tudo junto de uma vez só o meu cliente não vai poder fazer nada, certo?&#8221;</em></p>
<p>Certíssimo (na verdade, meio-certo&#8230; se o cliente provar a sua malandragem, você estará enrolado, amigão&#8230;), mas estou partindo do pressuposto que você vai ao menos TENTAR apresentar os cheques na data combinada, certo?</p>
<p>Acontece que se você bancar o certinho, mas o seu cliente for malandrão + retirar todo o dinheiro da conta + você economizar com advogado e ajuizar a ação errada&#8230; PE-RÊS-CRI-ÇÃO DO CHEQUE! Simplificando, todo credor tem o direito de executar o cheque até seis meses contados da data da apresentação que, por seu turno, é de um mês após a data que está no cheque&#8230;</p>
<p>Espero que tenham gostado. Se tiverem alguma dúvida, é só escrever nos comentários.</p>
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		</item>
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		<title>Como distribuir meu livro?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/como-e-feita-a-distribuicao-dos-livros</link>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 12:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><br />
Um leitor aqui do <strong>Carreirasolo.org</strong> pediu um artigo sobre <strong>distribuição no mercado editorial</strong> e esta é a minha tentativa de expor o pouco que conheço. Sempre contratei profissionais ou empresas para isso e portanto é importante deixar claro que este artigo não&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br/><br />
Um leitor aqui do <strong>Carreirasolo.org</strong> pediu um artigo sobre <strong>distribuição no mercado editorial</strong> e esta é a minha tentativa de expor o pouco que conheço. Sempre contratei profissionais ou empresas para isso e portanto é importante deixar claro que este artigo não se propõe, de forma alguma, a ser completo ou muito menos a resposta para tudo.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/20741443@N00/4633626680/" title="Books REDUX" target="_blank"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4014/4633626680_5a703a1d34.jpg" alt="Books REDUX" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/" title="Attribution-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/20741443@N00/4633626680/" title="Ian Muttoo" target="_blank">Ian Muttoo</a></small></p>
<h3>Primeiro contato com livrarias</h3>
<p>Se você estiver pensando em fazer a distribuição você mesmo – o que eu não aconselho –, o contato com as livrarias é na base do uma por uma. Claro que existem grandes redes, com muitas lojas, onde o acordo é centralizado mas elas costumam ser mais difíceis de entrar com poucos títulos. </p>
<p>É bastante comum as grandes livrarias só aceitarem acordos a partir de um determinado número mínimo de títulos a serem comercializados. Quanto mais títulos, melhor o acordo normalmente. E aqui temos o primeiro grande dilema do micro-editor: para conseguir um distribuidor, ou seja, alguém que faça isso para você, muitas vezes também é necessário uma quantidade mínima de títulos.</p>
<p>Não desista. É difícil mas é possível. Existem distribuidores de menor porte que fazem este trabalho para você e também nada te impede de começar a distribuição em livrarias selecionadas e, aos poucos, conseguir colocação em todas (ou quase todas).</p>
<h3>Colocação de publicações à venda</h3>
<p>Uma vez que o acordo com aquela livraria já foi estabelecido, você precisa entrar em contato para oferecer o título. Isso vale tanto para títulos novos quanto para reposições de títulos já vendidos. Fazer uma pequena apresentação do produto não é nada mal mas nem sempre o livreiro tem tempo para ouvir, mas deixa preparada. Neste contato você pergunta quantos exemplares o livreiro quer.</p>
<p>O livreiro normalmente não compra o seu livro ou revista, ele coloca em consignação para venda. Quando o livreiro perguntar “qual o meu desconto?” o que ele quer saber é quanto você vai dar pra ele em cima do preço de capa. O normal para editores iniciantes é 50%. Com o tempo, com mais títulos e mais força de mercado, você vai conseguir negociar valores melhores do que esse mas no começo a facada costuma ser de metade mesmo.</p>
<p>Por isso é importante calcular o seu preço de forma que 40% (100% &#8211; 50% livraria &#8211; 10% autor) cubram todos os seus custos, inclusive gráfica, papel, ilustrador/fotógrafo, diagramador, infra-estrutura, revisores, salários e demais serviços.</p>
<p>Os dados necessários para o faturamento, que você precisa perguntar no primeiro contato com o ponto de venda são:</p>
<ul>
<li>Razão social</li>
<li>CNPJ</li>
<li>Endereço completo (rua, nº, complemento, bairro, cidade, estado e cep)</li>
<li>Telefone</li>
<li>Inscrição Estadual</li>
</ul>
<h3>Acertos</h3>
<p>O “acerto” é quando você descobre o que vendeu e portanto o que você vai receber. Ou seja, a verificação de quantos exemplares foram vendidos para que então a nota fiscal de venda seja emitida. As livrarias podem levar até 90 dias para pagar. Neste momento você também pergunta se a livraria quer reposição, ou seja, se quer mais exemplares daquele título que vendeu. Nem sempre a livraria repõe tudo que foi vendido. </p>
<p>Então, por exemplo, supondo que você colocou 10 exemplares na livraria para vender; vendeu 8; a livraria pode pedir só 2 ou 3 de reposição, não necessariamente, ao querer uma reposição, o livreiro vai querer voltar ao número inicial da primeira colocação.</p>
<p>Este acerto raramente é mensal. Pergunte ao livreiro a data de sua preferência para o próximo acerto. Evite fazer acertos em dezembro. Os pontos de venda estão atolados com Natal e normalmente não fazem acertos e nem reposições nesta época.</p>
<p>Depois de feito o acerto, você precisa emitir a nota fiscal de venda daqueles exemplares vendidos e em seguida um boleto bancário de cobrança. A maioria dos bancos tem este serviço para as contas empresariais.</p>
<h3>Nota Fiscal</h3>
<p>Os pontos de venda só podem ter exemplares expostos se tiverem uma nota fiscal. Ou seja, qualquer produto que você coloque à venda em uma livraria ou outro ponto de venda precisa ser acompanhado de uma nota fiscal, que por sua vez pode ser de consignação ou de venda.</p>
<h3>Consignação</h3>
<p>Quando as revistas são entregues a uma livraria para posterior venda, é considerada nota fiscal de consignação. Toda nota tem um código específico, o CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações), que muda quando você emite nota para outro estado. Existe ainda um terceiro número, que é para quem emite para o exterior mas este eu nunca usei e não sei direito como funciona.</p>
<p>Quando é para o mesmo estado, o código CFOP para consignação é 5917 e quando for para outros é 6917. Isto é levando em consideração o endereço da sua empresa e o da empresa do ponto de venda, informação que você perguntou para poder emitir a nota; não no endereço de entrega dos exemplares, que muitas vezes é só uma central de distribuição/recebimento. A tabela completa encontra-se online <a href="http://www.sefaz.pe.gov.br/flexpub/versao1/filesdirectory/sessions398.htm#In%C3%ADcio_Entrada_Estado">neste endereço</a>. </p>
<h3>Venda</h3>
<p>Depois do acerto, quando a venda já foi realizada, é necessário emitir uma nota fiscal da venda daqueles exemplares. O CFOP para isso no mesmo estado é 5113 e para outras unidades da federação é o 6113.</p>
<p>Depois de tudo isso, ainda tem a emissão do boleto bancário. No felizmente curto período em que eu precisei fazer isso, usei o serviço do Unibanco para as contas empresariais e nunca tive problemas. Consulte o gerente do seu banco a respeito, ele com certeza terá soluções para isso. E, se tudo mais falhar, use um dos vários serviços de emissão de boleto online que existem por aí.</p>
<p>As datas dos acertos e dos pagamentos são determinadas pelo ponto de venda.</p>
<p>Normalmente quem paga o transporte é o editor. E é o editor, inclusive, que precisa retirar o encalhe do ponto de venda.</p>
<p>Promoções, brindes e afins precisam ser negociados caso a caso com cada ponto de venda.</p>
<p>É comum o editor não ter muito tempo entre o recebimento do acerto do ponto de venda e a sua prestação de contas com o autor, então é importantíssimo que você seja extremamente organizado.</p>
<h3>Incompleto, é verdade</h3>
<p>Como disse no início, não sei muito a respeito de distribuição porque sempre contei com profissionais para isso, mas espero que este artigo já dê alguma luz sobre a questão. Quero também agradecer à <a href="http://www.claudiabelhassof.com.br/">Cláudia Mello Belhassof</a>, tradutora e administradora de empresas, que foi quem me ensinou o pouquinho que eu sei e quem fez todo o posicionamento da revista <strong>Next Brasil</strong>, dirigida pelo sociólogo <a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/RG9tZW5pY28rRGUrTWFzaV8jI19jbG91ZF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfMjM5Mw==-72" class="bbli">Domenico De Masi<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a> tanto aqui como na Itália e editada por mim aqui no Brasil até 2006.</p>
<p><strong>Contribuições são bem-vindas nos comentários!</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como formatar o original de um livro?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/como-formatar-o-original-de-um-livro</link>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 18:36:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><br />
Mais um leitor, o <a href="http://www.danieldeavila.com">Daniel de Ávila</a>, leu os posts da seção Editorial e cavucou uma dúvida bem pertinente. Ele nos pergunta como formatar o livro que ele acabou de criar para que tenha mais chances de ser lido pela&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br/><br />
Mais um leitor, o <a href="http://www.danieldeavila.com">Daniel de Ávila</a>, leu os posts da seção Editorial e cavucou uma dúvida bem pertinente. Ele nos pergunta como formatar o livro que ele acabou de criar para que tenha mais chances de ser lido pela turma da editora. Um texto só? Capítulos em arquivos separados? E a carta de apresentação, vai junto? </p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/39070006@N06/4607440677/" title="Typing instruction" target="_blank"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1438/4607440677_4f230f478d.jpg" alt="Typing instruction" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/" title="Attribution-NoDerivs License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/39070006@N06/4607440677/" title="Reading In Public" target="_blank">Reading In Public</a></small></p>
<p>Calma, Daniel. Não é nehuma cova cheia de leões. Para diagramação em softwares profissionais (como o InDesign, por exemplo), a separação por capítulo ajuda bastante pque normalmente é feito assim, em arquivos separados que são unidos depois no &#8220;book&#8221;, inclusive para gerar índice/sumário automaticamente. </p>
<p>Entretanto, é muito raro você apresentar em editoras um original com este tipo de diagramação profissional. O mais comum é um único documento do Word mesmo. E de toda forma, separar os capítulos depois para ir para diagramação não é o fim do mundo.</p>
<p>Quanto à formatação, esta também varia muito de acordo com o que você está escrevendo, mas um bom parâmetro geral é:</p>
<ul>
<li>folha A4</li>
<li>times/arial/verdana (alguma fonte simples e de fácil leitura)</li>
<li>corpo 12</li>
<li>entrelinha 1.5</li>
<li>espaço de +/- 8mm entre parágrafos OU indentação da primeira linha do parágrafo</li>
<li>margens decentes, de pelo menos 2cm</li>
<li>seus contatos no rodapé</li>
<li>título da obra no cabeçalho</li>
<li>páginas numeradas</li>
<li>encadernado</li>
</ul>
<p>Ah: não coloque a sua carta de apresentação dentro da encadernação. Muitas vezes o original vai ser lido por leitores-beta e/ou vários profissionais dentro da editora  e a cartinha normalmente se destina apenas ao conselho editorial ou ao editor (leitores-beta, por exemplo, raramente lêem a carta de apresentação).</p>
<p><strong>E, claro, boa sorte!</strong></p>
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		<item>
		<title>Como publicar livros estrangeiros no Brasil?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/como-publicar-livros-estrangeiros-no-brasil</link>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 13:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><br />
Mais um &#8220;post-resposta&#8221;, escrito a partir de um e-mail interessante vindo de nossos leitores. Vale o recado sempre: tanto aqui como no <a href="http://www.falafreela.com.br">FalaFreela</a>, nosso podcast, participações são mais do que bem-vindas.</p>
<p>A dúvida do leitor em questão se iniciava com a&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br/><br />
Mais um &#8220;post-resposta&#8221;, escrito a partir de um e-mail interessante vindo de nossos leitores. Vale o recado sempre: tanto aqui como no <a href="http://www.falafreela.com.br">FalaFreela</a>, nosso podcast, participações são mais do que bem-vindas.</p>
<p>A dúvida do leitor em questão se iniciava com a temática dos livros. Em retorno de viagem, na companhia de amigos pastores, surgiu a ideia de &#8220;regionalizar&#8221; o livro aqui no Brasil. Seria o fato do tema religioso um impeditivo para a tradução e publicação por aqui? Claro que não!</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/21551948@N00/4576319985/" title="Battlefield Manassas May 2010" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3373/4576319985_f0205009b0.jpg" alt="Battlefield Manassas May 2010" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/" title="Attribution-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/21551948@N00/4576319985/" title="ED?WW day_dae (esteemedhelga)" target="_blank">ED?WW day_dae (esteemedhelga)</a></small></p>
<p>No que diz respeito à produção em si do livro, ou seja, da parte revisão-tradução, diagramação, design, gráfica, papel, etc, o fato do livro ter conteúdo religioso não faz nenhuma diferença. <strong>Cada publicação, naturalmente, tem sua lógica.</strong> Não tratamos um livro infantil da mesma maneira que um romance adulto, por exemplo. </p>
<p>O fato do conteúdo ser religioso é apenas mais um segmento, que terá as suas necessidades respeitadas pelos profissionais envolvidos assim como qualquer segmento. A comercialização do livro religioso, entretanto, é completamente diferente. Existem boas e grandes editoras especializadas neste tipo de publicação. De cabeça agora lembrei da <a href="http://www.paulinas.org.br/">Paulinas</a>, mas existe um monte.</p>
<h3>O caminho das pedras</h3>
<p>Como se trata de um projeto em parceria com pessoas de fora do país, a parte burocrática toma uma importância maior, que normalmente não tem no mercado nacional. Então, faz primeiro um contrato com os autores te permitindo traduzir e comercializar a obra em português. Em seguida, a tradução e pelo menos uma primeira revisão. Daí registra na <a href="http://www.bn.br/portal/">Biblioteca Nacional</a> para ter o <a href="http://www.bn.br/portal/?nu_pagina=26">ISBN</a>. É rápido e barato. E aí, só aí, é que vale a pena começar a procurar editoras para o projeto. </p>
<p>Primeiro tenha em mãos um contrato, o texto traduzido, com pelo menos uma revisão e registrado na BN. Depois você pensa e decide como ou o que fazer e com quem. Você pode partir para uma comercialização direta também, que pode ser beeeeeem mais lucrativo para vocês. Aí é só contratar um bom designer/produtor gráfico para fazer a diagramação e o acompanhamento em gráfica, ir pra gráfica e vender diretamente o livro na sua Congregação. </p>
<p>Se você quiser colocar em livraria, vai precisar de uma editora. Se quiser vender diretamente, não precisa. Recentemente tivemos contato com uma editora <em>on demand</em>, via <a href="http://carreirasolo.org/respostas/editorial/editora-grande-ou-pequena-qual-escolher">Editora grande ou pequena. Qual escolher?</a>, que tem uma proposta que achei muito sólida e interessante, é a<a href="http://www.leiasempre.com/"> Leia Sempre</a>, que tenho certeza de que vai te atender bem se você optar por este caminho.</p>
<p>Da parte do contrato, principalmente por envolver legislação de pelo menos 2 países diferentes, eu honestamente te aconselho a contratar ou pedir a ajuda de um advogado de sua confiança. Certo?</p>
<p><strong>Espero que tenham gostado. Qualquer dúvida, é só mandar <a href="mailto:carreirasolo.org@gmail.com">um e-mail, ou recado de voz</a>.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Editora grande ou pequena. Qual escolher?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/editora-grande-ou-pequena-qual-escolher</link>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 12:23:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><br />
Uma simpática leitora nos enviou um email perguntando sobre o momento de escolher a editora. Grande ou pequena? Achei que a pergunta talvez fosse de interesse para mais pessoas. <strong>Digo a pergunta porque a resposta eu não tenho.</strong></p>
<p>Vou supor aqui&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br/><br />
Uma simpática leitora nos enviou um email perguntando sobre o momento de escolher a editora. Grande ou pequena? Achei que a pergunta talvez fosse de interesse para mais pessoas. <strong>Digo a pergunta porque a resposta eu não tenho.</strong></p>
<p>Vou supor aqui neste artigo que estamos falando de autores ainda não consagrados. Até porque o autor que tem um “nome cartão-de-visita” certamente não precisa de orientação na escolha de editora, certo?</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/25652278@N03/2516902376/" title="Print Room Beamish" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2033/2516902376_9ebb3e7ac6.jpg" alt="Print Room Beamish" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/25652278@N03/2516902376/" title="David Masters" target="_blank">David Masters</a></small></p>
<h3>Grandes</h3>
<p>A vantagem das grandes é, principalmente, a distribuição. <strong>Marketing mesmo elas só fazem para autores mais consagrados</strong>, o tal do “investimento certo”, um paradoxo que eu nunca consegui entender direito (não são estes, justamente, os autores que não precisam de marketing?). Voltando, a distribuição das grandes é uma enorme vantagem. </p>
<p><strong>Distribuição é o calcanhar de Aquiles do mercado editorial</strong> e nisso as editoras grandes e/ou antigas e/ou famosas saem na frente. Ser publicado por uma grande tem inúmeros benefícios, como por exemplo status, boa distribuição, melhores vendas, melhor penetração na mídia, melhores tiragens.</p>
<h3>Pequenas</h3>
<p>Antes de mais nada, é importante fazer uma diferença entre a <strong>pequena-jovem</strong> e a <strong>pequena-nicho</strong>. Existe a pequena que tem experiência mas que optou por um nicho de mercado e portanto é e será sempre pequena e existe a pequena que na verdade quer ser uma multinacional quando crescer mas ainda usa calças curtas.</p>
<h3>Pequenas jovens</h3>
<p>Nestas você vai encontrar garra, adrenalina, boa vontade, gente de cabeça jovem e idéias frescas. E isso é ótimo. Prepare-se, entretanto, para prazos mais longos e alguns tropeços no meio do caminho. Vão certamente tentar compensar a dificuldade em distribuição com uma presença online e isso é bom. </p>
<p>O mundo é digital. Só pense bem no tipo de publicação que você escreveu antes de decidir. Se o seu trabalho é uma monografia, por exemplo, talvez não seja um bom caminho porque o seu público-alvo não está acostumado a redes sociais. Por outro lado, se você escreveu uma graphic novel, certamente uma editora jovem será uma boa parceira. Ou seja, é preciso escolher com cuidado.</p>
<h3>Pequenas nicho</h3>
<p>Sei que pode parecer um pouco óbvio mas&#8230; Certifique-se que o nicho da editora é o que você escreveu. Não adianta você enviar um original de poesia para uma editora especializada em ficção científica. Não adianta você enviar um livro homo-erótico para uma editora infanto-juvenil. Por melhor que seja o original, eu te garanto que a editora não vai publicar. As editoras de nicho não optaram por uma especialização à toa. </p>
<p>O lado bom é que você provavelmente não vai encontrar ninguém que trabalhe melhor o seu livro do que eles. E aí vale sacrificar uma grande distribuição porque vão ser estas editoras que vão saber colocar melhor o livro nos eventos especializados da área, que vão colocar o livro nos fóruns de discussão, que vão trabalhar tanto a estória quanto o autor em todo acontecimento da área. E mais, são profissionais respeitados por este mesmo nicho. Esta é a cereja do sundae, é o melhor dos dois mundos. Infelizmente não são muito comuns.</p>
<h3>Resumo da ópera</h3>
<p>A escolha da editora é muito mais relacionada ao conteúdo do seu livro do que ao porte da editora. Claro que não é o único método de seleção, mas um dos melhores que eu conheço, é ir a uma grande e boa livraria e selecionar uns 20 ou 30 livros que se pareçam em conteúdo com o que você escreveu. Anote o nome das editoras. </p>
<p>No site da CBL ou da SNEL tem os endereços das editoras. Imprima o seu original e envie aos cuidados do Conselho Editorial (encadernado, espaço duplo, corpo 12, fonte boa de ler tipo Arial ou Times, em preto e branco, com seu nome, email e telefone no rodapé). E, claro, boa sorte!</p>
<p>Links fundamentais:</p>
<ul>
<li>SNEL > <a href="http://www.snel.org.br/ui/associado/listaAssociado.aspx">http://www.snel.org.br/ui/associado/listaAssociado.aspx</a></li>
<li>CBL > <a href="http://www.cbl.org.br/telas/cbl/associados.aspx">http://www.cbl.org.br/telas/cbl/associados.aspx</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Cláusula de não emissão de nota fiscal, pode?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/legalize/clausula-de-nao-emissao-de-nota-fiscal-pode</link>
		<comments>http://carreirasolo.org/respostas/legalize/clausula-de-nao-emissao-de-nota-fiscal-pode#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 14:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Arake</dc:creator>
				<category><![CDATA[Legalize]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><br />
Nosso amado mestre e editor-de-nós-todos, <a href="http://www.mauroamaral.com">Mauro Amaral</a>, reencaminhou-me uma dúvida de um ouvinte do <a href="http://www.falafreela.com.br">FalaFreela</a> sobre a possibilidade de se colocar no contrato uma cláusula de &#8220;não-emissão de nota fiscal&#8221;. Será que isso é possível? Um profissional pode se comprometer com&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br/><br />
Nosso amado mestre e editor-de-nós-todos, <a href="http://www.mauroamaral.com">Mauro Amaral</a>, reencaminhou-me uma dúvida de um ouvinte do <a href="http://www.falafreela.com.br">FalaFreela</a> sobre a possibilidade de se colocar no contrato uma cláusula de &#8220;não-emissão de nota fiscal&#8221;. Será que isso é possível? Um profissional pode se comprometer com seu cliente que executará o serviço sem a emissão de nota?</p>
<p>Resposta surpreendente? É CLARO que pode! <img src='http://carreirasolo.org/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  Vamos aprender como?</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/21719144@N05/2107847921/" title="Imposto" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2164/2107847921_e1aeb2a7e5.jpg" alt="Imposto" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/" title="Attribution-NoDerivs License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/21719144@N05/2107847921/" title="Henry H." target="_blank">Henry H.</a></small></p>
<p>Antes de responder à pergunta, e pra deixarmos todos esses <em>freelancers</em> DOIDOS de curiosidade, vamos nos perguntar: &#8220;Por que alguém faria isso?&#8221;, ou seja, &#8220;Qual a vantagem de não se emitir nota fiscal?&#8221; Ora, TODAS as vantagens possíveis!</p>
<h3>Primeiro, porque emitir nota fiscal é, em bom português, um saco.</h3>
<p>Poxa, o empreendedor, além de ter que manter os dados cadastrais e a contabilidade em dia, procurar clientes e fazer seu negócio vingar, ainda tem que ficar emitindo notinha? Ah, pára! Nem as automáticas salvam, porque as bichinhas não são as coisas mais baratas do mundo.</p>
<h3>Segundo, porque emitir nota fiscal encarece o serviço.</h3>
<p>Acha que não? Olha, tirando de exemplos bem próximos, garanto a vocês que a emissão de nota fiscal impacta em, no mínimo, 10% do valor final do seu serviço, o que é ruim pra você, que fica com seu preço um pouco menos competitivo que o DAQUELE profissional, colega seu que todo mundo conhece, que não emite nota, certo?</p>
<p>Em outras palavras, combinar com seu cliente que NÃO se emitirá nota fiscal é bom pra você E pra ele!</p>
<p><em>- Mas, Arake, e por que ninguém faz isso?</em></p>
<p>Ah, bem&#8230; porque ser esperto tem seus ônus&#8230; vejamos o que diz a Lei nº 8.846/94 sobre o assunto:</p>
<blockquote><p>Art. 1º A emissão de nota fiscal, recibo ou documento equivalente, relativo à venda de mercadorias, prestação de serviços ou operações de alienação de bens móveis, <strong>deverá ser efetuada</strong>, para efeito da legislação do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, <strong>no momento da efetivação da operação</strong>.</p>
<p>1º O disposto neste artigo também alcança:</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>b) quaisquer outras transações realizadas com bens e serviços, praticadas por pessoas físicas ou jurídicas.</p></blockquote>
<p>Opa, parece que a emissão é obrigatória.</p>
<p><em>- Mas, Arake&#8230;</em></p>
<p>Calma, vamos ver o que acontece se não houver a emissão:</p>
<blockquote><p>Art. 2º Caracteriza omissão de receita ou de rendimentos, inclusive ganhos de capital para efeito do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza e das contribuições sociais, incidentes sobre o lucro e o faturamento, a falta de emissão da nota fiscal, recibo ou documento equivalente, no momento da efetivação das operações a que se refere o artigo anterior, bem como a sua emissão com valor inferior ao da operação.</p></blockquote>
<p>Ah, caracteriza omissão de receita.</p>
<p><em>- Mas, Arake.</em></p>
<p>Calma, vamos continuar a leitura.</p>
<blockquote><p>Art. 3º Ao contribuinte, pessoa física ou jurídica, que não houver emitido a nota fiscal, recibo ou documento equivalente, na situação de que trata o art. 2º, ou não houver comprovado a sua emissão, será aplicada a multa pecuniária de trezentos por cento sobre o valor do bem objeto da operação ou do serviço prestado, não passível de redução, sem prejuízo da incidência do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza e das contribuições sociais. (Revogado pela Lei nº 9.532, de 10.12.1997)</p></blockquote>
<p>Urgh! Multa de 300% sobre o valor do serviço ou produto ALÉM dos tributos normais?</p>
<p><em>- Meu DEUS, Arake, mas&#8230;</em></p>
<p>Psshhh, rapaz, ainda tem mais. Vamos ver o que diz a Lei nº 8.137/90 (oi, Collor!)</p>
<blockquote><p>Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: (Vide Lei nº 9.964, de 10.4.2000)</p>
<p>I &#8211; omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias;</p>
<p>II &#8211; fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal;</p>
<p>III &#8211; falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento relativo à operação tributável;</p>
<p>IV &#8211; elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato;</p>
<p>V &#8211; negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa a venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação.</p>
<p><strong>Pena &#8211; reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.</strong></p></blockquote>
<p><em>- DOIS A CINCO ANOS DE RECLUSÃO???? P@#%@, Arake! Mas você disse que&#8230;</em></p>
<p>Espera, rapaz! Confia em mim! Vamos ler se tem mais algum problema:</p>
<blockquote><p><strong><span style="font-weight: normal">Art. 2° Constitui crime da mesma natureza: (Vide Lei nº 9.964, de 10.4.2000)</span></strong></p>
<p><strong>I &#8211; fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude, para eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo;</strong></p>
<p>II &#8211; deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos;</p>
<p>III &#8211; exigir, pagar ou receber, para si ou para o contribuinte beneficiário, qualquer percentagem sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal;</p>
<p>IV &#8211; deixar de aplicar, ou aplicar em desacordo com o estatuído, incentivo fiscal ou parcelas de imposto liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento;</p>
<p>V &#8211; utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à Fazenda Pública.</p>
<p><strong>Pena &#8211; detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.</strong></p></blockquote>
<p><em>- BICHO, PÁRA TUDO AGORA, NÃO QUERO LER MAIS NADA!!!!</em></p>
<p>Fala, criatura, o que é que você tinha pra me dizer?</p>
<p><em>- %%@%#$%! Você não tinha dito que eu poderia colocar no meu contrato uma cláusula que me isentaria perante o meu cliente de emitir a nota fiscal para ele?</em></p>
<p>Ué, disse sim.</p>
<p><em>- MAS VOCÊ ACABOU DE ME DIZER DE MULTA DE 300% E PRISÃO! COMO É QUE ISSO???</em></p>
<p><strong>Querido leitor, você me perguntou se poderia, não me perguntou se não haveria nenhuma conseqüência.</strong></p>
<p><a href="http://www.arake.com.br">Henrique Arake</a>, para o Carreira Solo!</p>
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		<item>
		<title>Clientes: Como aumentar as chances de seu e-mail ser lido por um profissional freelancer?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/clientes-como-aumentar-as-chances-de-seu-e-mail-ser-lido-por-um-profissional-freelancer</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 01:18:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Respostas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://carreirasolo.org/?p=4579</guid>
		<description><![CDATA[<p>Vocês não acreditariam se eu enumerasse a quantidade de emails de estranhos que recebo com ordens. É um tal de <strong>“primeiro quero estimativa”</strong>, <strong>“aguardo resposta imediata”, “analise isto” e “preciso da resposta até amanhã”</strong> que deixaria os piores ditadores rubros.</p>
<p>Pensando que&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês não acreditariam se eu enumerasse a quantidade de emails de estranhos que recebo com ordens. É um tal de <strong>“primeiro quero estimativa”</strong>, <strong>“aguardo resposta imediata”, “analise isto” e “preciso da resposta até amanhã”</strong> que deixaria os piores ditadores rubros.</p>
<p>Pensando que estamos aqui para solucionar uma necessidade sua, enquanto cliente, e que ela exista, sigo enumerando algumas dicas que aumentarão a chance de um profissional sério e competente ler seu e-mail com toda atenção que ele merece.</p>
<p>Se for cliente, leia com atenção. Se for freela, leia com o dobro de atenção.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/82763263@N00/3681001732/" title="269/365 - why even have that deal?" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3590/3681001732_8ccd165965.jpg" alt="269/365 - why even have that deal?" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/" title="Attribution-NoDerivs License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/82763263@N00/3681001732/" title="B Rosen" target="_blank">B Rosen</a></small></p>
<h3>A escravidão foi abolida.</h3>
<p>Mesmo que eu fosse sua funcionária (e eu não sou), isso não é forma de falar com os outros. Como você espera que uma pessoa que sequer te conhece responda com um mínimo de boa vontade se você já começa dando ordens?</p>
<p>O curioso é que eu só recebo este tipo de email de pessoas que sequer conheço e que me pedem favores. Sim, favores. Avaliar algo, orientar, dar dicas, falar onde consegue endereços, são fa-vo-res. </p>
<p>Analisar originais, inclusive, é um trabalho pago. Você fala assim com o seu cachorro? Quem te deu o direito de falar assim comigo? Que coisa.</p>
<h3>Tenha um mínimo de educação, pelamordedeus</h3>
<p>Obrigado e por favor foram abolidos do idioma, por acaso? Você quer minha ajuda? Peça. Simples assim. Não me dê ordens. Comece se apresentando, por exemplo. </p>
<p>“Olá, eu sou o Fulano, especialista em ração de gato. Escrevi um artigo sobre o assunto. Você pode me dar alguma dica do que fazer com o texto agora? Obrigado, Fulano” é mais que suficiente. </p>
<p>Não quero saber que o seu primeiro cachorro se chamava Totó em Pirapora do Bom Jesus e que quando você tinha 5 anos quebrou a perna, mas preciso saber com quem estou falando, ora bolas. Diga claramente o que quer. </p>
<p>Eu não sou adivinha. E, no dia em que conseguir dons divinatórios você pode ter certeza de que vou usá-los para ganhar sozinha a mega sena da virada e não para adivinhar o que você precisa. Eu não te conheço? Tudo bem, eu não mordo, mas também não tenho bola de cristal.</p>
<h3>Não implore</h3>
<p>Não mande um email do tipo <strong>“ah coitado de mim ninguém me ama ninguém me quer”</strong> ou <strong>“por obséquio a senhora pode&#8230;”</strong>. Eu não sou o Papa, não me trate como tal. </p>
<p>Quer ir a um confessionário? Tenho certeza de que você vai encontrar um na esquina da sua casa, em um lugar seco, protegido da chuva e com um pouco de sorte com luz colorida criada por uns lindos vitrais.</p>
<p>Sério, educação é uma coisa. Humilhação é outra e torra o saco.</p>
<h3>Só sua mamãe, meu bem</h3>
<p>Não chegue dizendo como o seu texto é maravilhoso, como o seu livro é fantástico, como o seu desenho vai mudar o mundo ou que o seu trabalho vai trazer a paz mundial. Muito provavelmente não é, não vai. </p>
<p>Os bons produtos finais (livros, sites, desenhos, o que for) são fruto de muito trabalho e de trabalho em equipe. Um bom livro com um projeto gráfico lixo não vai vender (e portanto não vai ser lido e portanto não vai livrar o mundo das cáries).</p>
<p>Então, apresente o que tem para apresentar. Um texto, uma imagem, um portfólio, uma ração de gato, o que for. Provavelmente não é o melhor e certamente não é o único. E isso não é problema algum. </p>
<p>Para cada necessidade existe um profissional. Então, o seu portfólio não ser o melhor do mundo é bom, porque o melhor portfólio do mundo precisa do melhor cliente do mundo e, como todos nós sabemos, esta é uma figura mítica.</p>
<h3>Pediu opinião, escute</h3>
<p>Se você pediu a opinião de um profissional da área, escute. Não importa se é um médico, um editor, um advogado ou um designer. Nada nesse mundo te obriga a concordar com o que quer que seja mas escute,<br />
pense, reflita e tire suas próprias conclusões que podem ou não concordar com o especialista. Ou então poupe o tempo do pobre infeliz e nem pergunte.</p>
<p>E respeite. Analisar dá trabalho. Analisar algo exige um somatório de experiência e conhecimento que o especialista normalmente levou décadas para adquirir. Ser grosseiro por ouvir uma crítica construtiva é necessariamente uma recusa ao crescimento, é coisa de criança pequena fazendo manha. </p>
<p>E, acredite, nada faz com que alguém perca o respeito por você mais rápido do que uma grosseria gratuita. Como já dizia padre Antonio Vieira, “a restituição do respeito é muito mais difícil do que a do dinheiro”.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Como avaliar o portfólio de um webdesigner?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/como-avaliar-o-portfolio-de-um-webdesigner</link>
		<comments>http://carreirasolo.org/respostas/como-avaliar-o-portfolio-de-um-webdesigner#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 13:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Amaral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Respostas]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[portfolio]]></category>
		<category><![CDATA[reunião]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><br />
O título da dúvida não deixa espaço para interpretações: sim, foi enviada por um cliente que já anunciou em nossa <a href="http://www.carreirasolo.org/categoy/vagas">seção de Vagas</a>. Que grande oportunidade, não? </p>
<p><strong>Primeiro</strong> podemos enxergar além da fronteira do blog e imaginar como um cliente nosso&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br/><br />
O título da dúvida não deixa espaço para interpretações: sim, foi enviada por um cliente que já anunciou em nossa <a href="http://www.carreirasolo.org/categoy/vagas">seção de Vagas</a>. Que grande oportunidade, não? </p>
<p><strong>Primeiro</strong> podemos enxergar além da fronteira do blog e imaginar como um cliente nosso vai avaliar os trabalhos que levamos a uma reunião ou, até mesmo, um e-mail nosso enviado a partir de uma oportunidade postada por aqui. </p>
<p><strong>Segundo</strong> é um momento interessante para darmos dicas de como profissionais de outras áreas podem avaliar um trabalho criativo. Sim, porque a leitora em questão é do departamento de Recursos Humanos da empresa que anunciou. <strong>Ou você acha que só diretor de criação vai olhar seu portfólio?</strong></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/62425546@N00/3738310679/" title="Speak no evil.  See no evil.  Hear no evil." target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2642/3738310679_4220abf0f0.jpg" alt="Speak no evil.  See no evil.  Hear no evil." border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/62425546@N00/3738310679/" title="KaiChanVong" target="_blank">KaiChanVong</a>|Seu cérebro já levou um susto hoje?</small></p>
<h3>Dicas básicas para avaliar o trabalho criativo, quando você não é da área criativa.</h3>
<p><strong>A primeira coisa</strong> que você ser estranho ao mundo das cores e fontes deve saber é que todo trabalho criativo deve ter um propósito, ser a resposta a uma necessidade de marca. Esta necessidade por ser vender mais produtos, fazer com que mais e mais pessoas assinem seu serviço ou até mesmo divulgar sua candidatura ao Senado de alguma república perdida no mapa. </p>
<p>Ao avaliar um conjunto de links procure saber (se isso já não estiver discriminado na ficha técnica de cada projeto) <strong>qual foi a missão daquela empreitada</strong>. E pense, com os olhos de consumidor final, se você seria impactado por aquela solução.</p>
<p><strong>Outra dica é avaliar</strong> o quão variado é o conjunto de ideias e soluções do candidato. Digo isso porque é comum no mercado encontrarmos “profissionais de template”, ou seja, a turminha que só repete a mesma fórmula, projeto após projeto, num troca-troca de cores que mesmeriza os mais desatentos. Não seja um deles, caso note uma repetição de estruturas e soluções, pergunte sobre o por quê disso.</p>
<p><strong>Não substitua a sua sensibilidade por perfumarias</strong> como jeito estiloso de se vestir e gadgets de última geração. O talento genuíno transparece em qualquer ambiente. Treine o faro para esta originalidade. Não se iluda, qualquer ser humano é capaz de identificar (em diferentes graus, é claro) criatividade genuína. <strong>É aquela de dá “um susto no cérebro”. </strong></p>
<p>Você sente isso quando uma Escola de Samba entra na Avenida e apresenta um carnaval que faz história, quando uma banda de Rock cria aquela canção que vai acompanhar você por toda a vida, quando lê um livro que faz você viajar. Sim, o trabalho do webdesigner, mesmo tendo um quê de técnico e sendo resposta a uma necessidade comercial, pode (e deve) provocar isso em você.</p>
<p><strong>Vale lembrar que o “você” citado no parágrafo anterior pode ser</strong>, como no caso da leitora que nos enviou a dúvida, uma pessoa jurídica. Neste caso, o foco de sua avaliação deve estar consoante aos objetivos de marca e de marketing daquela instituição. Quando for avaliar este tipo de profissional sob os olhos de uma cultura empresarial, portanto, é importante que o crivo seja esse. Você pode até gostar, mas se sentir que a “empresa” não vai gostar daquela maneira de resolver um problema de comunicação, não insista.</p>
<h3>Para iniciar</h3>
<p>Este é um tipo de post que gostaria de ver iniciar uma discussão trazendo pontos distintos e opiniões variadas. A pluralidade vence. E você, como avaliaria o portfólio de um webdesigner?</p>
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