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	<title>Carreirasolo.org &#187; Editorial</title>
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	<description>Respostas para o Profissional Freelancer</description>
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		<title>Contrato editorial é uma armadilha?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/contrato-editorial-e-uma-armadilha</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 19:35:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/11812348@N08/3183830305/" title="He can stand up an ly down at the same time" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3481/3183830305_2bf8ea8f8e.jpg" alt="He can stand up an ly down at the same time" border="0" /></a><br /><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://cs.holiveira.com/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/11812348@N08/3183830305/" title="The Akermarks" target="_blank">The Akermarks</a></p>
<h3>O lado negro do mercado editorial</h3>
<p>Não que eu seja autoridade no assunto, longe disso. Não sou advogada ou jurista e sempre estive do outro lado do balcão, mas ainda assim achei que seria legal colocar aqui as armadilhas&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/11812348@N08/3183830305/" title="He can stand up an ly down at the same time" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3481/3183830305_2bf8ea8f8e.jpg" alt="He can stand up an ly down at the same time" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://cs.holiveira.com/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/11812348@N08/3183830305/" title="The Akermarks" target="_blank">The Akermarks</a></small></p>
<h3>O lado negro do mercado editorial</h3>
<p>Não que eu seja autoridade no assunto, longe disso. Não sou advogada ou jurista e sempre estive do outro lado do balcão, mas ainda assim achei que seria legal colocar aqui as armadilhas mais comuns, que os autores precisam ficar atentos.</p>
<ul>
<li><strong>O encalhe: </strong>Às vezes a editora tenta empurrar para cima do autor a resposabilidade de lidar com o encalhe. As formas mais comuns de fazer isso é colocar uma cláusula em que aquele título é da editora até que a edição se esgote ou que o autor pague por ela. Cartão vermelho aqui! É claro que a editora precisa de um tempo para trabalhar o livro e como esse é um mercado lento, esse tempo costuma ser grande (7, às vezes 10 anos), mas se depois desse prazo a editora ainda tiver exemplares lá no estoque, problema dela.</li>
<li><strong>Sem garantia: </strong>O contrato deve conter algum tipo de cláusula dizendo que a editora se compromete a publicar o trabalho em X tempo (freqüentemente algo em torno de 6 meses a 1 ano).</li>
<li><strong>Sem tiragem: </strong>A tiragem (quantos exemplares serão impressos) é algo que consta de contrato. É muito comum, entretanto, a possibilidade de adendos ao contrato, modificando este número (em função de um edital que abriu, por exemplo).</li>
</ul>
<h3>Coisas que são assim mesmo</h3>
<p>Portanto relaxe e vá pensar em seu novo livro.</p>
<ul>
<li><strong>Novas edições</strong>: Durante o período em que o livro está com a editora, ela pode sim fazer quantas edições precisar para atender o mercado.</li>
<li><strong>Autenticidade</strong>: Quem responde por plágio e afins é o autor.</li>
<li><strong>Impedimento de outras mídias</strong>: O autor compromete-se a não fazer nada que possa prejudicar a venda da obra.</li>
</ul>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Agora, pessoal, <em>pelamordedeus</em>, consultem um advogado antes de assinar qualquer documento. Estas são apenas alguns pontos a prestar atenção, ok?</p>
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		<item>
		<title>A editora pode mudar o conteúdo do meu livro?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/a-editora-pode-mudar-o-conteudo-do-meu-livro</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 19:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><em><strong>Nota do editor:</strong> mais um post nascido comentário. As coisas são assim, às vezes a gente tem que dar uma alteradinha para dar vida nova. Opa, esse é o tema do post. Vamos ler?</em></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/60364452@N00/2586314787/" title="Reading a book on the floor" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3120/2586314787_941c36db31.jpg" alt="Reading a book on the floor" border="0" /></a><br /><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/60364452@N00/2586314787/" title="net_efekt" target="_blank">net_efekt</a></p>
<p>Quando fui editora da <a href="http://www.vignamaru.com.br/2006/09/05/next-brasil/">Next</a>, mudava muito&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Nota do editor:</strong> mais um post nascido comentário. As coisas são assim, às vezes a gente tem que dar uma alteradinha para dar vida nova. Opa, esse é o tema do post. Vamos ler?</em></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/60364452@N00/2586314787/" title="Reading a book on the floor" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3120/2586314787_941c36db31.jpg" alt="Reading a book on the floor" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/60364452@N00/2586314787/" title="net_efekt" target="_blank">net_efekt</a></small></p>
<p>Quando fui editora da <a href="http://www.vignamaru.com.br/2006/09/05/next-brasil/">Next</a>, mudava muito textos, que eram artigos que precisavam estar completamente em sintonia com a revista e com os demais artigos. Por outro lado, não mudava quase nada de livros ou textos de ficção. </p>
<p>Eu entendo que um artigo técnico precisa estar de acordo com a publicação e com os objetivos a que se destina mas que uma obra ficcional é uma criação que se sustenta sozinha e portanto deve ser respeitada como uma unidade. </p>
<p>Claro que já recusei textos que poderiam até ser trabalhados e publicados mas, justamente por considerar que o autor apresenta aquilo que considera pronto, achei que não devia nem propor alterações. </p>
<p>Agora, alguns bons editores tem o hábito de mudar sim. Na minha experiência e no que vi acontecer com autores amigos, a maior área de conflito é na diagramação do livro, não no conteúdo. Coisas como ilustrações feitas para fundo branco e o diagramador &#8220;decide&#8221; que &#8220;precisa de uma corzinha&#8221; e taca um tenebroso tom pastel por trás, coisas assim. </p>
<p>E aí a gente não tem muito o que fazer além de engolir em seco e esperar por uma segunda edição melhor.  </p>
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		</item>
		<item>
		<title>Eu fiz as ilustrações de meu livro infantil. A editora vai aceitar?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/eu-fiz-as-ilustracoes-de-meu-livro-infantil-a-editora-vai-aceitar</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 19:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><em><strong>Nota do editor:</strong> Este é mais um post que nasceu de uma resposta a um comentário neste outro <a href="http://carreirasolo.org/respostas/como-enviar-um-livro-infantil-a-editora">post aqui.</a> Fiz uma ligeira adaptação para iniciarmos aqui uma nova conversa sobre este tema.</em></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/24162528@N06/2293056437/" title="baby-girl" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3178/2293056437_fca11fdc5e.jpg" alt="baby-girl" border="0" /></a><br /><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/24162528@N06/2293056437/" title="rahel sarid" target="_blank">rahel sarid</a></p>
<p>Cá entre nós, a verdade nua e crua&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Nota do editor:</strong> Este é mais um post que nasceu de uma resposta a um comentário neste outro <a href="http://carreirasolo.org/respostas/como-enviar-um-livro-infantil-a-editora">post aqui.</a> Fiz uma ligeira adaptação para iniciarmos aqui uma nova conversa sobre este tema.</em></p>
<p><center><a href="http://www.flickr.com/photos/24162528@N06/2293056437/" title="baby-girl" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3178/2293056437_fca11fdc5e.jpg" alt="baby-girl" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/24162528@N06/2293056437/" title="rahel sarid" target="_blank">rahel sarid</a></small></center></p>
<p>Cá entre nós, a verdade nua e crua é que a maioria dos autores infantis, <strong>por melhor que desenhe, não conhece bem gráfica</strong>. O que a gente recebe de ilustração com especificações inadequadas, nem te conto. Isso sem nem falar em formato. Às vezes (ok, na maioria das vezes, ok, quase sempre) as editoras trabalham com determinados formatos e sair deles é uma dor de cabeça sem tamanho. </p>
<p>Sair de um formato habitual, para a editora, muitas vezes significa r<strong>eposicionamento no PDV, perda de papel e às vezes até troca de gráfica.</strong> Olha, dá tanto, mas tanto trabalho, que por isso eu sempre recomendo os autores de mandar os textos sem nada, para não ter mais um &#8220;quesito atrapalhador&#8221; na aprovação do texto.</p>
<h3>Mandando as ilustrações separadas</h3>
<p>Ao optar por esse caminho, você tem a vantagem de deixar o editor mais livre para adequar o seu original dentro da linha dele mas tem a desvantagem de que o resultado pode não sair exatamente o que você considera mais adequado para aquele texto/imagem. </p>
<h3>Entregando a boneca pronta</h3>
<p>Optar pelo caminho 2 tem a vantagem de que você sabe o que vai sair dali mas a desvantagem de que você &#8220;engessa&#8221; o editor. Aí, se você for neurótico com TOC como eu, monta uma boneca para cada editor, de forma a não atrapalhar a vida do cara e ao mesmo tempo manter o que você quer. </p>
<h3>Ilustrando para outros escritores</h3>
<p>Pode ocorrer de você querer também ilustrar para outros escritores, uma vez que tenha seu trabalho aceito pela editora. Isso é, ao mesmo tempo, muito legal e difícil. Mas é isso mesmo: só mandando o seu trabalho é que o editor vai saber. </p>
<p>Se você tiver isso em mente, é melhor enviar o texto e ilustrações separadas, com o argumento de <em>&#8220;é esta ilustração que eu gostaria de apresentar para o texto e este estilo que eu gostaria de oferecer para outros títulos, como freelancer.&#8221; </em></p>
<p>Acho mais simpático do que &#8220;ó, taí o livro como deve ser&#8221;, que, cá entre nós, é meio arrogante. <img src='http://carreirasolo.org/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quanto ganha um escritor?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/quanto-ganha-um-escritor</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 19:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p> <a href="http://www.flickr.com/photos/7105595@N05/2278115499/" title="Magazine stack" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2372/2278115499_a29bc03aa6.jpg" alt="Magazine stack" border="0" /></a><br /><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/7105595@N05/2278115499/" title="bravenewtraveler" target="_blank">bravenewtraveler</a></p>
<p><strong>Você tem talento, disciplina e até mesmo uma editora querendo publicar seu original</strong>. Mas aí, pinta a dúvida: <strong>afinal, quanto eu vou ganhar com isso? </strong>As respostas que se seguem são os casos mais comuns, a partir da minha&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://www.flickr.com/photos/7105595@N05/2278115499/" title="Magazine stack" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2372/2278115499_a29bc03aa6.jpg" alt="Magazine stack" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/7105595@N05/2278115499/" title="bravenewtraveler" target="_blank">bravenewtraveler</a></small></p>
<p><strong>Você tem talento, disciplina e até mesmo uma editora querendo publicar seu original</strong>. Mas aí, pinta a dúvida: <strong>afinal, quanto eu vou ganhar com isso? </strong>As respostas que se seguem são os casos mais comuns, a partir da minha experiência, mas na verdade as editoras estão livres para outras negociações. Então vamos lá entender <strong>quanto ganha um escritor</strong>: </p>
<ul>
<li><strong>Critério:</strong> na maioria dos casos é percentual de direito autoral, que costuma ser entre 8 e 10% do preço de capa do exemplar vendido.</li>
<li><strong>Vendagem:</strong> cada livraria fecha de um jeito e em uma data. As editoras normalmente disponibilizam as planilhas de contabilidade para os autores só uma vez no semestre ou no máximo no trimestre, justamente porque tem livrarias que fecham trimestralmente, por exemplo, então para não ficar incompreensível, muitas editoras optam por mostrar o balancete para o autor também com uma periodicidade baixa.</li>
<li><strong>Tempo de repasse:</strong> novamente, na maioria das vezes, ok? Normalmente as editoras adiantam uma quantia a combinar para o autor, antes das vendas e vão descontando desta quantia os livros vendidos. O autor só torna a receber quando e se ultrapassar aquela quantia já recebida em direitos autorais (ítem 1). Algumas editoras muito pequenas e sem fluxo de caixa para isso, pagam o autor nas suas datas de fechamento, normalmente de 3 em 3 meses.</li>
<li><strong>Exemplares de autor:</strong> isso varia muito, principalmente do tipo de livro que vc escreveu. Livros didáticos normalmente recebem 10 exemplares, ficção costuma receber um pouco mais, em torno de 30, mas isso você pode conversar com o seu editor. Se a quantia que você precisa for maior do que a editora pode lhe dar, vc pode sempre comprar os seus livros com o preço de autor (com um desconto em torno de 60% do preço de capa).</li>
<li><strong>Tiragem:</strong> sim, as edições sempre tem uma quantidade de exemplares determinada e isto é sempre colocado muito claramente e muitas vezes consta até mesmo do seu contrato. Você fica sabendo exatamente quantos exemplares rodaram em gráfica, quantos foram para imprensa, quantos foram para livraria, etc. Isto tudo é feito de forma muito transparente e às vezes o editor pede para você assinar junto com ele os exemplares de cortesia do editor (jornalistas, etc).</li>
</ul>
<h3>Vale lembrar que&#8230;</h3>
<p>Esses são detalhes técnicos que em nada devem impedir sua vontade de publicar ou doutrinar seu talento e disposição para compartilhar suas idéias, certo? E por falar em idéias, depois dá uma lida nos posts que temos <a href="http://carreirasolo.org/category/respostas/editorial">sobre o Mercado Editorial</a>!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quero montar uma editora. Como fazer?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/quero-montar-uma-editora-como-fazer</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 18:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<blockquote><p><strong>Nota rápida do Editor:</strong> <em>a Carol responde seus e-mails com posts. É um hábito que, para o leitor que mandou o email é uma surpresa e tanto e para o editor aqui um presente sempre bem-vindo: um post prontinho! Então aí&#8230;</em></p></blockquote>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>Nota rápida do Editor:</strong> <em>a Carol responde seus e-mails com posts. É um hábito que, para o leitor que mandou o email é uma surpresa e tanto e para o editor aqui um presente sempre bem-vindo: um post prontinho! Então aí vai mais uma resposta fundamental para uma dúvida bastante especial da comunidade dos freelancers brasileiros. Capítulo de hoje: montar a própria editora!</em></p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/28526185@N04/2663558632/" title="Choices?" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3207/2663558632_e587aa8fe5.jpg" alt="Choices?" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/28526185@N04/2663558632/" title="Shraddha Rathi" target="_blank">Shraddha Rathi</a></small></p>
<p>O mercado editorial está em transformação e, muito sinceramente, ninguém sabe direito para onde vai. Não tem fórmula mágica, acredite. Vou tentar te passar aqui algumas linhas gerais mas é extremamente importante que você siga a sua intuição e não leve isso aqui a ferro e fogo, ok?</p>
<h3> 0. Linha editorial</h3>
<p>Botei &#8220;zero&#8221; de propósito, por ser o ponto mais crucial de uma editora. Tenha uma linha editorial definida e seja fiel a ela. De nada adianta você receber, por exemplo, o novo original do <a href="http://boo-box.com/link/bid:2393/lang:pt-BR/tags:Harry+Potter/format:box" class="bbli">Harry Potter <img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/" type="text/javascript"></script>se você não publica livros infanto-juvenis. Você não vai  conseguir trabalhar o livro direito, até pela falta dos canais certos e vai acabar matando o original.</p>
<p>Com o crescimento natural da editora, nada te impede de, depois, abrir novas linhas, ou até mesmo novos selos editoriais, mas mantenha-se sempre fiel às suas escolhas, por  mais tentador que seja algo diferente. É melhor recusar um livro ótimo do que matar um livro ótimo.</p>
<h3>1. Tiragens pequenas</h3>
<p>É muito comum que a gente, por entusiasmo, dimensione as vendas de um determinado projeto com um otimismo além da conta. É fácil cair nessa armadilha porque os projetos editoriais são feitos com tanto carinho que é muito difícil acreditar que o resultado final não vá revolucionar o mundo e vender feito água no deserto.</p>
<p>O mercado editorial é um mercado de paciência. Você pode mudar o mundo sim, mas não vai ser com uma única publicação. É tudo muito devagar e tudo muito aos poucos. Então, pelo menos no começo, limite suas tiragens a mil exemplares (o mínimo de gráficas). </p>
<p>Não tem nada de errado – muito pelo contrário – em rodar uma segunda edição se precisar depois. Tem uma piada velha no meio: <em>&#8220;Como o editor se suicida? Pula do alto do seu estoque.&#8221;</em> Então lembre-se: pense muito, crie muito, imprima pouco.</p>
<h3>2. Use tudo que puder</h3>
<p>Eu estou absolutamente convencida de que a solução para o mercado editorial vai vir dos novos. Use <em>twitter, plurk, orkut</em>, qualquer coisa. Desenvolva aplicativos (joguinho, coisas pro facebook, etc), crie sites colaborativos (e gerencie-os bem!), coloque vídeos no <em>youtube</em>. Enfim, use as ferramentas que as editoras grandes não estão usando ainda (juro que não sei se por ignorância ou arrogância).</p>
<p>Não ignore os pequenos. Tente conseguir que autores e/ou ilustradores seus visitem escolas ou universidades, dando palestras sobre o trabalho deles e monte uma banquinha na porta. Mesmo que a venda nestes lugares seja efetivamente pequena, vá onde está o seu público leitor, dê atenção a ele, valorize a sua opinião, escute o que tem a dizer. Se você conseguir ganhar o respeito do seu leitor, você está feito na vida. E para isso você precisa ir onde ele está. </p>
<p>Converse com o seu autor sobre destinar alguns exemplares gratuitamente, dependendo do caso é claro, a professores, blogueiros ou outros &#8220;disseminadores&#8221;.</p>
<h3>3. Cuidado com listas de discussão</h3>
<p>Especialmente na linha editorial que você pretende seguir, que aqui no Brasil ainda é bem restrita (e portanto uma oportunidade interessante editorial, boa escolha!), as listas de discussão tendem a ser panelinhas fechadas e qualquer iniciativa de divulgar o trabalho nelas será entendido como spam. </p>
<p>Entre, participe, debata outros temas e, claro, quando couber na conversa, divulgue o seu trabalho. As listas são essenciais mas precisam sempre ser entendidas como um centro de debate, nunca como um grande mailing.</p>
<h3>4. seleção de originais</h3>
<p>Quando você abrir para chamada de publicação, precisa deixar claro os seus termos. Deixe claro que é submeter original para análise e que você não responde por telefone, etc. O processo de ler e analisar um original é e deve ser lento para ser bem feito, mas é como em uma festa: quem está na festa se divertindo não sente o tempo passar mas, para quem está na porta esperando, cada minuto é uma tortura. </p>
<p>Ou seja, não importa o quão rápido você seja nesta análise, o autor sempre estará ansioso do outro lado. É natural e você precisa respeitar o seu autor, mas não permita que ele o leve à loucura tampouco.</p>
<h3>5. gráfica</h3>
<p>Gráfica boa, felizmente, é o que não falta no Brasil. Esta é a parte mais simples. Contrate um produtor gráfico e peça orçamento (*) em duas ou três gráficas diferentes. O produtor gráfico é o sujeito que vai ver o seu original e vai analisar que gráfica é melhor para o job, que papel é mais adequado, etc. Nem sempre a melhor gráfica é a mais indicada para aquele job. </p>
<p>Existem autores e ilustradores geniais (<a href="http://boo-box.com/link/bid:2393/lang:pt-BR/tags:Will+Eisner/format:box" class="bbli">Will Eisner<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/" type="text/javascript"></script>, só para citar logo o rei) que criam suas obras em preto e branco. Dependendo da quantidade de preto, pode ser necessário um papel mais grosso, para não &#8220;vazar&#8221; do outro lado, mas por outro lado existem gráficas menores que fazem bons trabalhos em preto e branco, por exemplo. E você pode rodar o miolo em um lugar, a capa em outro e juntar tudo em um terceiro, coisa que pouca gente sabe. </p>
<p>Enfim, é uma área com muitos detalhes e, a menos que você tenha gosto pela coisa, contrate um produtor gráfico. A boa notícia é que existem muitos e bons. O custo do profissional se paga com a economia que você faz em adequar o seu job certinho.</p>
<p><em>(*) Não estranhe se depois de um certo tempo, a gráfica X sempre vier com o melhor preço. As gráficas dão descontos para clientes fiéis e como o seu produtor gráfico sabe disso, vai tentar rodar o seu job sempre nos mesmos lugares (além do fato dele já conhecer a gráfica, com quem falar, onde ir, essas coisas). Depois de umas quatro ou cinco &#8220;concorrências&#8221; é natural que você escolha algumas gráficas de sua preferência e fique com elas. </em></p>
<h3>6. Distribuição</h3>
<p>A distribuição é o calcanhar de Aquiles de todo editor. É o ponto mais dfícil. E é enlouquecedor. A maneira mais simples de não ter vontade e matar um ser humano todo dia no café da manhã é contratar um distribuidor. </p>
<p>O problema é que eles não aceitam poucos títulos no primeiro contrato e cobram uma fortuna. Muita gente, por falta de opção, acaba erguendo as mangas e fazendo a distribuição in house. É nesse momento que você enlouquece. </p>
<p>Cada livraria fecha de um jeito, em uma data, em determinadas condições. Os livros e revistas são sempre deixados em consignação nos pontos de venda e, na data de fechamento, você vai lá e recebe o que foi vendido. Nesta hora tanto você quanto o ponto de venda podem decidir renovar o estoque, manter como está ou não continuar mais (e neste caso você retira, é sempre o editor que paga a retirada, o restante do estoque). </p>
<p>O percentual de venda, que as livrarias chamam de &#8220;o meu desconto&#8221;, gira em torno de 50% do preço de capa. Se você for muito bom negociador, pode conseguir 40%. Se você for muito bom negociador e tiver muitos títulos, pode conseguir até 35, 30%, nunca menos que isso. Quem está começando paga 50% normalmente.</p>
<p>Os seus maiores custos são distribuição e papel. Sobre a distribuição, temos muito pouco a fazer. Sobre o papel, entra a figura do produtor gráfica que falei lá em cima. Ele vai saber como economizar no papel. E isso significa até mesmo mudar o tamanho da publicação para ter um aproveitamento melhor no corte da folha de papel. Portanto, contrate o produtor gráfico antes de começar a produção do livro.</p>
<h3>7. Autores e ilustradores</h3>
<p>Este é um contato pessoal e que a gente desenvolve com o passar dos anos. Respeite sempre o seu autor e o seu ilustrador mas se faça respeitar também. Proponha contratos corretos para ambos os lados (sim, isso é possível). Lembre sempre de colocar uma cláusula no contrato que te permita usar uma parte do trabalho para divulgação. </p>
<p>Se for de ilustração, deixe claro que você não vai usar a imagem para outro trabalho mas que precisa usá-la para divulgar o livro. Se for o de autor, deixe claro que você não vai republicar o texto dele sem a sua autorização mas que precisa de trechos para divulgação.</p>
<p>Outra coisa muito importante é cultivar o seu autor. Seja transparente. Mostre a contabilidade a ele (apesar de que eu acho que isso pode ser entendido como uma forma de tortura). Tenha uma contabilidade certinha, aliás. Atenda-o quando possível, tirando suas dúvidas ou simplesmente batendo um papo. </p>
<p>A atividade autoral é uma atividade muito solitária, o autor escreve absolutamente sozinho e sem certeza alguma de retorno e/ou publicação. O editor precisa se colocar como um parceiro do autor e nunca como um negociante. Acredite, tanto você quanto o autor só tem a lucrar com isso.</p>
<h3>8. Organização</h3>
<p>Você precisa ser muito, muito, muito (eu já disse muito?) organizado. Crie arquivos fup (follow up) para cada pessoa com quem você falar, escrevendo data, horário e conteúdo de telefonema ou email (ou pombo correio, ou sinal de fumaça, ah você entendeu!). Crie cronogramas realistas. Tenha cronogramas, aliás. Planilhas são suas amigas. </p>
<p>Organize a sua agenda por segmento (fornecedores, autores, ilustradores, etc), vai chegar uma hora em que você não vai lembrar se o Fulano da Silva é designer ou ilustrador, por exemplo. </p>
<p>No começo pode parecer que o tempo que você vai gastar para criar estas ferramentas de organização é precioso demais para ser gasto com isso, mas isso vai ser tão útil para você em um futuro breve que vale a pena, juro.</p>
<h3>9. Revisores</h3>
<p>Português é um idioma que só não é mais difícil que aramaico arcaico. Passe seus textos por revisão, de preferência mais que uma. O meu método pessoal de trabalho é assim (ênfase em pessoal, ok?):</p>
<ul>
<li><strong>Rev1</strong> – sempre do editor</li>
<li><strong>Rev2</strong> – um redator, que muitas vezes pode sugerir alguma melhoria em estrutura</li>
<li><strong>Rev3</strong> – revisor, para resolver todos os buracos que deixamos na língua pátria.</li>
</ul>
<p>E, claro, no final volta ao autor. Com o tempo você vai perceber que existem autores que aceitam este trabalho bem e até te agradecem eventualmente e existem aqueles que não aceitam mudança alguma. </p>
<p>É óbvio que você precisa ouvir o autor e muitas vezes existe uma intenção por trás de um erro ou de uma determinada estrutura lingüística, mas você precisa ter muito cuidado (e fugir destes!) com autores intransigentes. O respeito precisa ser bilateral.</p>
<p>Lembre sempre que um original que não se adéqua à sua linha editorial não significa, em absoluto, que o autor não se adéqüe à sua linha editorial e é importante tratá-lo com respeito, respondê-lo quando possível, etc, até porque amanhã ele pode te apresentar um texto fantástico que você vai querer publicar.</p>
<p>Esta relação é sempre muito delicada porque trata-se da criação do autor, mas valorize os autores que entendem que publicação é um processo e que cada etapa é importante para o produto final. </p>
<p>De nada adianta um original bem trabalhado e um serviço porco em gráfica, por exemplo, ou ainda uma ilustração magnífica impressa em um papel tão vagabundo que se vê a frente e o verso juntos. Editar algo, não importa o quê (livro, revista, vídeo, cinema, áudio, etc) é necessariamente um processo onde cada etapa tem a sua importância e o seu valor. </p>
<p><strong>E se o seu autor não entender isso, passe-o adiante, na boa.</strong></p>
<p>Agora, isso também não significa que você é o dono do texto. Você não é. O dono do texto é o autor. E se ele te justificar algo, escute e respeite.</p>
<h3>10. Lucro</h3>
<p>Pois é&#8230; Aqui é o grande X da questão. Editores experientes debatem a questão todo dia. Editores de todos os lugares do mundo não pensam em outra coisa. O mercado está mudando, e muito. A fórmula preço de capa – distribuição, direito autoral, custos de produção, gráfica, etc = lucro ainda funciona mas eu tenho certeza de que por pouco tempo.</p>
<p>Precisamos nos reinventar e, sem saber para onde o mercado vai, é bem difícil acertar. Comece devagar, sem medo mas sem pressa. Edite três, quatro títulos e trabalhe-os bem. Tiragens pequenas. Pense em formas de divulgar os livros que saia do ordinário. Sei lá, é caso a caso, uma história em quadrinho adulta de repente pode ter uma aceitação incrível no circuito da noite, de barzinhos e etc. </p>
<p>Vai dar trabalho mas vale muito a pena. Quem começa agora precisa não apenas ser bom no que faz mas precisa ser melhor do que os que já estão estabelecidos. Se você pensar <em>&#8220;ah, a editora grande XPTO faz assim, então isso é bom pra mim também&#8221;</em> vai fracassar. Você precisa pensar &#8220;ah, a editora grande XPTO faz assim, então eu vou fazer isso e mais aquilo&#8221;. Faça sempre mais, pense muito, reflita muito e gaste pouco.</p>
<h3>Uma dica final?</h3>
<p>Existem editais de governo que você precisa ficar atento, porque são uma venda enorme e valem muito a pena. Acompanhe sempre o site da CBL &#8211; <a href="http://www.cbl.org.br/">http://www.cbl.org.br/</a> &#8211; para ficar informado.</p>
<p><strong>E, claro, boa sorte!</strong></p>
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		<title>Como evitar que meu email seja ignorado pelos editores?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 14:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/62518311@N00/1469730565/" title="Urna electoral de D.C." target="_blank"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1309/1469730565_3ac436cf26.jpg" alt="Urna electoral de D.C." border="0" /></a><br /><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/62518311@N00/1469730565/" title="Daquella manera" target="_blank">Daquella manera</a></p>
<p>Muita gente envia toneladas de e-mails e não sabe porque motivo eles não são respondidos. Na vida corrida de hoje, quando sua concorrência é composta POR TODO O PLANETA, a grande lance é ser simples, direto e útil&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><a href="http://www.flickr.com/photos/62518311@N00/1469730565/" title="Urna electoral de D.C." target="_blank"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1309/1469730565_3ac436cf26.jpg" alt="Urna electoral de D.C." border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/62518311@N00/1469730565/" title="Daquella manera" target="_blank">Daquella manera</a></small></center></p>
<p>Muita gente envia toneladas de e-mails e não sabe porque motivo eles não são respondidos. Na vida corrida de hoje, quando sua concorrência é composta POR TODO O PLANETA, a grande lance é ser simples, direto e útil a quem recebe uma mensagem sua. Quer saber O QUE NÂO FAZER? Acompanhe essa lista dos 10 erros mais comuns:</p>
<h3>1. Emails pesados, em HTML</h3>
<p>Você tem idéia de quantos emails um editor recebe por dia? E do tamanho do fluxo de informação com que ele precisa lidar por hora? E da quantidade de coisas que um editor lê? É sério. Tudo que a gente <strong>não</strong> precisa é receber aquele fantástico PowerPoint que você levou dias fazendo.</p>
<p><strong>O texto, para um editor, é a essência da vida. Você precisa ganhá-lo no conteúdo.</strong> Escreva o que quer, simplesmente. Palavras deveriam ser suficientes e o editor não precisa que o texto seja colorido, em extra bold, corpo 32, para enxergar. Acredite, ele provavelmente não é cego. Você pode apenas escrever o que quer dizer.</p>
<h3>2. Imagens anexadas</h3>
<p>Imagens anexadas pesam o email e muito provavelmente o editor não pediu para que você a enviasse. Primeiro faça contato e se – somente se  &#8211; o editor pedir, você envia imagem. E mesmo assim, envie sempre em baixa resolução, leve, pequena (a menos que o editor peça diferente, é claro).</p>
<h3>3. Faça-o trabalhar!</h3>
<p>Quer mostrar o seu portfólio online? Não faça o editor ser obrigado a pesquisar no Google para te achar.</p>
<p><strong>Envie o link de maneira clara.</strong> Algo como “veja o meu portfólio no link www.blablabla.com” . Simples, direto, fácil de achar. Se no seu site não tiver, envie uma mini (mini!) biografia no final do email. É sempre bom saber com quem estamos falando.</p>
<h3>4. Erros crassos de português</h3>
<p>Português é um idioma complexo e difícil. Todo mundo erra. É natural que um profissional da área erre menos. Espera-se que um médico saiba onde fica o fígado, por exemplo, mas não que ele tenha todas as respostas de todas as especialidades. Vai doer no olho de um editor cachorro com x. Não precisa enviar para um revisor profissional cada email que você troque, mas <strong>releia com atenção antes de enviar</strong>.</p>
<h3>5. Muita informação!</h3>
<p>Juro, o editor não precisa saber que o seu livro é baseado na triste história da sua Tia Conchita, que veio de Costa Rica para tentar a sorte vendendo mariola na porta do Banco Xurumbambos Inc., mas que ela então casou com Rodoaldo, um engenheiro mecânico especializado em tratores e por causa disso se mudou para Pirapora do Bom Jesus e&#8230; Não, ele não precisa saber de tudo isso! Diga “baseado em uma história real”, é suficiente. Mesmo que a sua Tia Conchita tenha sido a pessoa mais importante na sua vida, não foi na vida do editor.</p>
<p>O editor também não precisa saber que você mora em um aprazível sobrado do lado da editora e que pode ir lá sempre que ele precisar de uma fotografia. Envie apenas o seu endereço. Editores pensam, juro para vocês! Se esta informação for de alguma forma importante, ele vai notar, acredite.</p>
<h3>6. Pouca informação</h3>
<p>Pelo amor de deus também não envie um email apenas com “portfólio link tal”. Apresente-se, diga ao menos o seu nome e o que deseja! Editores costumam ser pessoas inteligentes mas não são videntes!</p>
<h3>7. Use hotmail e afins</h3>
<p>Nada contra o hotmail especificamente, mas infelizmente este é um daqueles endereços que acabou caindo nas mãos dos spammers. E não tem nada nesse mundo que um editor tenha mais nojo que spam. Uma barata morta dentro de um envelope faz mais sucesso que um spam. Se o editor achar, por um segundo que seja, que o seu email é spam, você já era.</p>
<h3>8. Formal demais! Informal demais!</h3>
<p>Você não é amigo íntimo do editor, não o trate como tal. Agora, o editor tampouco é juiz do Supremo. Tratamento informal como “você” não tem problema algum, mas “aí cara, tá ligado?” é um pouco demais. Um bom parâmetro é falar com o editor como você normalmente fala com o gerente do seu banco. Não precisa ter medo do sujeito mas não é de bom tom botar o pé na mesa dele.</p>
<h3>9. Arrogância</h3>
<p>Não, você não é o melhor e muito menos o único fotógrafo / ilustrador / autor do mundo. Sinto muito. E a oportunidade não é imperdível. O seu livro não vai mudar o mundo. A sua ilustração não é a única solução possível para aquele texto. Lamento muitíssimo mas o seu texto não é revolucionário e não trará, sozinho, a paz ao mundo.</p>
<p>O editor muito provavelmente tem muito – mas muito! – mais experiência do que você. Escute o que ele tem a dizer.</p>
<h3>10. Envie algo completamente fora da linha editorial</h3>
<p>Por melhor que seja, de nada adianta você enviar um texto infantil para uma editora que não tem um selo infanto-juvenil. Ela vai recusar. Antes de enviar qualquer coisa a um editor, pesquise. Entre no site, veja o catálogo, leia o “quem somos”. Você mesmo vai perceber se vale a pena entrar em contato com aquela editora ou não.</p>
<h3>Dúvidas e sugestões?</h3>
<p>Campo de comentários (se você está no RSS, <a href="http://www.carreirasolo.org">faça-nos uma visita!</a>) ou e-mail!</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Ainda tem espaço para novos editores?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/ainda-tem-espaco-para-novos-editores</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 15:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Entrevista com o Richard Diegues, autor e editor, dono da <a title="Tarja Livros" href="http://www.tarjalivros.com.br/" target="_blank">Tarja Livros</a>.</p>
<p>A Tarja é uma editora especializada em literatura de fantasia e ficção científica.</p>
<p>Quem o entrevista é o também autor <a title="Eric Novello" href="http://ericnovello.com.br/" target="_blank">Eric Novello</a>.</p>
<p><br /><a href="http://vimeo.com/1508524?pg=embed&#38;sec=1508524">Richard Diegues</a> from <a href="http://vimeo.com/aguarras?pg=embed&#38;sec=1508524">Aguarrás</a> on <a href="http://vimeo.com?pg=embed&#38;sec=1508524">Vimeo</a>.</p>
<p>Eu fiz questão de colocar este&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista com o Richard Diegues, autor e editor, dono da <a title="Tarja Livros" href="http://www.tarjalivros.com.br/" target="_blank">Tarja Livros</a>.</p>
<p>A Tarja é uma editora especializada em literatura de fantasia e ficção científica.</p>
<p>Quem o entrevista é o também autor <a title="Eric Novello" href="http://ericnovello.com.br/" target="_blank">Eric Novello</a>.</p>
<p><object width="500" height="333"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1508524&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1508524&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="500" height="333"></embed></object><br /><a href="http://vimeo.com/1508524?pg=embed&amp;sec=1508524">Richard Diegues</a> from <a href="http://vimeo.com/aguarras?pg=embed&amp;sec=1508524">Aguarrás</a> on <a href="http://vimeo.com?pg=embed&amp;sec=1508524">Vimeo</a>.</p>
<p>Eu fiz questão de colocar este vídeo aqui porque ele fala de algo que todos que pretendem entrar no mercado editorial se perguntam: <strong>ainda tem espaço?</strong></p>
<p>Sim, tem. Você só precisa encontrar o seu nicho, a sua especialidade, aquilo que você faz melhor que qualquer outro.</p>
<p>Não abra uma editora agora achando que vai ser a próxima Companhia das Letras. Não, você não vai. Agora, se você começar determinado a ser a melhor editora de XYZ, suas chances são bem melhores e o espaço existe.</p>
<p>Quer ser editor? <strong>Mantenha-se fiel ao que você sabe.</strong></p>
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		<title>Como enviar um livro infantil a editora?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/como-enviar-um-livro-infantil-a-editora</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 14:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Respostas]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><em><strong>Nota introdutória do <a href="http://www.contemconteudo.org">Editor</a>:</strong> Carolina Vigna-Marú responde a todos os e-mails que recebe de nossos leitores. E em cada um deles, vejo material para um post muito bom. E como aqui, no Carreirasolo.org vivemos de conteúdo muito, muito bom; não me&#8230;</em></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Nota introdutória do <a href="http://www.contemconteudo.org">Editor</a>:</strong> Carolina Vigna-Marú responde a todos os e-mails que recebe de nossos leitores. E em cada um deles, vejo material para um post muito bom. E como aqui, no Carreirasolo.org vivemos de conteúdo muito, muito bom; não me furto em publicar versões adaptadas destes e-mails. O post abaixo surgiu da dúvida de uma leitora aqui no <strong>Carreirasolo.org</strong> sobre como enviar seu livro infantil as Editoras. É uma continuação perfeita ao <a href="http://carreirasolo.org/respostas/como-enviar-meu-original-para-analise">Como enviar meus originais para análise</a></em></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/33797554@N00/2505288213/" title="My prince" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2158/2505288213_73a907463d.jpg" alt="My prince" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/" title="Attribution-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/33797554@N00/2505288213/" title="kokopinto" target="_blank">kokopinto</a></small></p>
<h3>Livro infanto-juvenil é aquilo&#8230;</h3>
<p>Todo autor quer enviar ilustração junto. A menos que a ilustração seja premiada ou seja imprenscindível para a compreensão do texto, não envie. Deixa o editor escolher o ilustrador. Apenas manda uma cartinha junto, dizendo que você gostaria de apresentar imagens para este texto. Normalmente, uma vez aprovado o texto, os editores acatam as sugestões dos autores, mas são processos separados e você precisa deixar o editor livre para escolher. </p>
<p>O mesmo vale para capas de livros adultos (adultos como em &#8220;não-infantis&#8221;). O único tipo de livro que não tem problema você enviar as imagens junto é livro técnico e mesmo assim às vezes o editor contrata algum ilustrador ou fotógrafo para melhorar/aumentar a quantidade de imagens.</p>
<p><strong>O tamanho do livro varia muito</strong>, mas muito mesmo, até mesmo da escolha da gráfica da editora. Eu já vi, para você ter uma idéia, um mesmo livro (mesmo texto, mesmo autor) ter um ilutrador e um formato em cada edição.</p>
<p>Às vezes a gente faz um projeto em que a imagem faz parte, é uma parte meio que grudada no texto. Se for muito, mas muito mesmo, importante para você que a imagem seja aquela, envie uma xerox colorida de UM ÚNICO exemplo de ilustração com um bilhetinho dizendo que é esta ilustração que você gostaria de PROPOR para aquele texto. </p>
<h3>All we need is Type</h3>
<p>Agora, seu texto será melhor recebido, honestamente, se for só o texto, sem mais nenhuma informação editorial. Envie apenas o texto, em páginas A4 numeradas, fonte Times New Roman, espaço duplo, corpo (tamanho da fonte) 12. No cabeçalho você coloca o título e no rodapé o seu nome com um telefone e um email de contato. Encaderne de forma simples, em espiral mesmo. Coloque junto uma carta de apresentação (atenção: é junto, não é encadernada no texto!!!!) assim:</p>
<blockquote><p>Prezado Conselho Editorial,<br />
Encaminho para sua análise o texto em anexo.<br />
Resumo do livro ou comentários que julgar pertinentes (como a apresentação de imagens, por exemplo) &#8211; 1 parágrafo de no máximo 5 linhas<br />
Resumo biográfico seu &#8211; 1 parágrafo de no máximo 5 linhas<br />
Atenciosamente,<br />
Assinatura<br />
telefone/email</p></blockquote>
<p><strong>Prontinho. E boa sorte!</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Como começar a carreira de Editor?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/como-comecar-a-carreira-de-editor</link>
		<comments>http://carreirasolo.org/respostas/como-comecar-a-carreira-de-editor#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 15:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Respostas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://carreirasolo.org/?p=1962</guid>
		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/97859317@N00/24041156/" title="Bookshelf" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/18/24041156_14f3a7b8e9.jpg" alt="Bookshelf" border="0" /></a><br /><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/" title="Attribution-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/97859317@N00/24041156/" title="heipei" target="_blank">heipei</a></p>
<p>Olha, honestamente, ser editor não é algo que a gente decide se tornar. <strong>É uma coisa meio que os profissionais se tornam com o tempo</strong>. É uma profissão que leva muito tempo para formar um bom profissional.</p>
<p>Agora, nada, absolutamente&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/97859317@N00/24041156/" title="Bookshelf" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/18/24041156_14f3a7b8e9.jpg" alt="Bookshelf" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/" title="Attribution-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/97859317@N00/24041156/" title="heipei" target="_blank">heipei</a></small></p>
<p>Olha, honestamente, ser editor não é algo que a gente decide se tornar. <strong>É uma coisa meio que os profissionais se tornam com o tempo</strong>. É uma profissão que leva muito tempo para formar um bom profissional.</p>
<p>Agora, nada, absolutamente nada, impede você de <strong>começar abrindo uma editora, publicando um ou outro livro na sua área de especialidade</strong> e, com o tempo, ir aprendendo e se expandindo. O que não existe é o <em>&#8220;vou abrir uma editora e ser a próxima líder de mercado&#8221;</em>.</p>
<p>E, claro, precisa ter <strong>dinheiro para investir</strong>. Livros são caros (revistas mais ainda!) e a quantidade de erro é muito grande (erro = livro que não vende). Tem uma piadinha velha no setor: <em>&#8220;Como um editor comete suicídio? Se joga do alto do seu estoque.&#8221;</em> ;D</p>
<p>A gente está passando por um <strong>período de transição muito grande e ninguém tem muitas respostas ainda</strong>. É óbvio que o mercado está mudando mas a verdade nua e crua é que nenhum profissional do meio sabe em que direção. </p>
<p>A gente sabe que existem caminhos que fracassaram, como o ebook por exemplo, mas qual a resposta certa ninguém sabe. Por este motivo, acho que a melhor dica que eu tenho pra te dar é: <strong>comece pequeno, devagar e faça uma coisa de cada vez.</strong></p>
<h3>Habilidades, conhecimento e dicas</h3>
<p>Alguma coisa a gente sempre pode indicar. <strong>O editor é meio que uma soma de várias especialidades. </strong>Aqui vou relacionar algumas delas sem nenhuma ordem específica, só a da minha lembrança, ok? Antes de tudo, recomendo o MBA da <strong>Indústria do Livro na ESPM</strong>, um ótimo ponto de partida para quem quer entrar no mercado. </p>
<p>Vamos lá as habilidades e conhecimento que você precisa ter na cartola, ou estante&#8230;</p>
<ul>
<li><strong>Produção gráfica:</strong> Os livros do <a href="http://boo-box.com/link/bid:154/lang:pt-BR/tags:Amaury+Fernandes/format:box" class="bbli">Amaury Fernandes<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/" type="text/javascript"></script> são um <a href="http://www.amaury.pro.br/publicacoes_b.htm">bom começo</a>.  É importante vc visitar uma gráfica também, de preferência duas: uma bem pequena e uma grande, pra você ver como funciona a coisa toda.</li>
<li><strong>Direito autoral:</strong> Essa é paradoxalmente a área mais difícil de entender e a mais fácil de <a href="http://www2.uol.com.br/direitoautoral/">achar referências</a>. </li>
<li><strong>Relação com o autor:</strong> Isso vai muito mais de experiência. Não é uma coisa que eu consiga passar rapidamente e muito menos num post. E posso garantir que você vai começar bem devagar ( ou seja, pessimamente <img src='http://carreirasolo.org/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  ) mas vai ficar ótima com o tempo. De cara, a dica que eu tenho pra te dar é sempre respeitar o autor como o &#8220;pai&#8221; da criança mas nunca abrir mão do que você pensa e se isso significa abrir mão daquele título, paciência, outros virão. O que não falta no mercado é bom texto e se o autor &#8220;empaca&#8221; você gentilmente &#8211; sempre na delicadeza! &#8211; recusa o livro.<br />
E isso não significa que o livro seja bom ou ruim (é verdade) mas que apenas não está adequado à sua necessidade editorial. Agora, autores, como qualquer artista, são muito sensíveis e precisam ser tratados com o máximo de delicadeza.</li>
<li><strong>Mercado:</strong> Olha, isso é tão, mas tão confuso, que honestamente eu te recomendo contratar um gerente comercial especializado em editoras. As livrarias enlouquecem um ser humano: fecham ao seu  bel prazer, em datas específicas. <strong>Só pra citar um exemplo concreto:</strong> se você não consegue ser atendido (não é nem se você não consegue ir lá, repare!) numa livraria no Rio de Janeiro na terceira quarta-feira do mês na parte da tarde, você perde um mês inteiro de contabilidade. É sério. <strong>E cada livraria tem o seu fechamento e que nem sempre é mensal.</strong> Isso, fora a questão da distribuição que são a prova-mor de que editores são pessoas pacíficas. O distribuidor fica com 50 a 60% do preço de capa e muitas vezes simplesmente se recusa a atender novos editores. Quando eu comecei, eu  mesma fazia a distribuição mas isso é como se eu decidisse ter um restaurante e um açougue ao mesmo tempo &#8211; são duas profissões, foi uma loucura. A emissão de notas fiscais também é uma zona. Tem código separado para se é consignação, se é venda, se é recebimento da consignação, se é recebimento da venda, se é reposição, se é&#8230; <strong>Enfim, é quase uma sub-especialização dentro do mercado editorial. </strong></li>
<li><strong>Escrever bem:</strong> Escrever bem não é escrever sem erros. Para isso temos os revisores. Escrever bem é escrever com clareza e fluidez. E isso vai além da sua área de especialidade. Você ser geóloga não  significa que sabe escrever um livro de geologia, por exemplo. E isso é um erro que muitos cometem e cabe a você discernir entre uma coisa e outra. E, para ter esse discernimento, você precisa primeiro saber fazer.</li>
<li><strong>Ter um profundo conhecimento de livros:</strong> Isso não é algo que se adquira. Ou você tem a essa altura ou vai levar anos construindo. E é aqui que está a diferença entre o bom e medíocre editor. Esse conhecimento do que investir, do que e como publicar, de que jeito, de que formato, enfim&#8230; Isso a gente leva anos construindo. Agora, nada te impede de contratar um editor. De ser dona de editora e contratar um editor para trabalhar para você. </li>
</ul>
<h3>Para fechar</h3>
<p>Os tópicos acima são sugestões inciais. Não deixem de comentar e compartilhar experiências neste sentido, ok?</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Devo mandar o registro autoral junto com os originais?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/devo-mandar-o-registro-autoral-junto-com-os-originais</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 12:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[editoras]]></category>
		<category><![CDATA[obra]]></category>
		<category><![CDATA[original]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="alignleft"><a href="http://www.flickr.com/photos/82277001@N00/2334675708/" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3248/2334675708_1b6834229c_m.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<a title="creative commons" href="http://www.photodropper.com/creative-commons/" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo_dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="Derek Purdy" href="http://www.flickr.com/photos/82277001@N00/2334675708/" target="_blank">Derek Purdy</a></div>
<p><a href="http://palavradopablo.blogspot.com/">Pedro Cruz</a> trouxe a dúvida, <a href="http://carreirasolo.org/respostas/como-enviar-meu-original-para-analise#comment-4297">eu comentei lá no post</a>, mas como aquilo que serve a um, muito mais intensamente serve a muitos, transformei o comentário em post.</p>
<p>Ele nos pergunta se, <strong>ao enviar nossos originais para análise é aconselhável&#8230;</strong></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="alignleft"><a href="http://www.flickr.com/photos/82277001@N00/2334675708/" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3248/2334675708_1b6834229c_m.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<a title="creative commons" href="http://www.photodropper.com/creative-commons/" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo_dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="Derek Purdy" href="http://www.flickr.com/photos/82277001@N00/2334675708/" target="_blank">Derek Purdy</a></div>
<p><a href="http://palavradopablo.blogspot.com/">Pedro Cruz</a> trouxe a dúvida, <a href="http://carreirasolo.org/respostas/como-enviar-meu-original-para-analise#comment-4297">eu comentei lá no post</a>, mas como aquilo que serve a um, muito mais intensamente serve a muitos, transformei o comentário em post.</p>
<p>Ele nos pergunta se, <strong>ao enviar nossos originais para análise é aconselhável enviar o registro autoral da obra em questão.</strong></p>
<p>Olha, regra geral, fazer isso é bobagem e dá um recado ao editor que você não confia nele, além de parecer um início ruim de relacionamento. Para ajudar a clarear a idéia dos demais leitores aqui do Carreirasolo.org separei alguma dicas bem iniciais que, espero, sejam complementadas por vocês, leitores.</p>
<h3>Segurança, confiança e envelopes para todos</h3>
<ul>
<li>Para editoras grandes e conhecidas, como <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:143570/tags:Cia+das+Letras">Cia das Letras<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:143570/tags:Rocco">Rocco<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, etc, eu nem me daria ao trabalho de registrar a obra antes, a editora mesmo faz isso.</li>
<li>É muito comum que a versão a ser impressa fique muito diferente do que o autor considerou na hora de registrar a obra. E aí isso pode ser uma dificuldade para você e para a editora, na hora de registrar a obra como foi publicada (mesmo nome/autor com a mesma sinopse, a BN não vai aceitar).</li>
<li>O mais importante é que você se sinta seguro e confiante na hora de enviar o seu original e se registrar antes é importante, registre. Mas guarde com você o registro até o &#8220;ok&#8221; do editor, aí você apenas o informa. Eu não aconselho a fazer nem isso, entretanto. Existem outras soluções possíveis. Por este motivo, o das inúmeras revisões, edições, copy-desk, etc, normalmente a gente deixa para registrar o livro pouco antes de ir pra gráfica.</li>
<li>As editoras não tem nenhum interesse em roubar o seu original e muito menos estão dispostas a jogar a sua imagem no lixo por causa de um livro, mas eu entendo a insegurança de enviar o seu “filho” sem conhecer quem vai recebê-lo.</li>
<li>Então, para que você se sinta seguro em enviar <strong>o seu original para análise</strong> e, ao mesmo tempo, não caia nesse problema das revisões, te aconselho a fazer o que o <strong>Sid Field</strong> <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:143570/tags:Sid+Field">contou<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que faz em uma entrevista: <strong>envie para você mesmo, em um envelope lacrado, em carta registrada, o seu original. Não abra quando receber. Guarde este envelope. Se precisar, só o abra em frente a um juiz. A data dos Correios vale como prova jurídica.</strong> Desta forma, você se protege e ao mesmo tempo não entra em conflito com a editora e/ou com a Biblioteca Nacional.</li>
</ul>
<h3>Resumo da Ópera</h3>
<p>Você é um autor seguro, sabe o valor de sua obra e, em uma editora decente, não será roubado. Mas como o seguro morreu de velho, e com alguma poupança na Suíça, custa nada se auto presentear com uma carta semi-anônima, certo?</p>
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