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	<title>Carreirasolo.org &#187; Editorial</title>
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	<itunes:author>Mauro Amaral e Carolina Vigna-Maru</itunes:author>
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		<title>Como distribuir meu livro?</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 12:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><br />
Um leitor aqui do <strong>Carreirasolo.org</strong> pediu um artigo sobre <strong>distribuição no mercado editorial</strong> e esta é a minha tentativa de expor o pouco que conheço. Sempre contratei profissionais ou empresas para isso e portanto é importante deixar claro que&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br/><br />
Um leitor aqui do <strong>Carreirasolo.org</strong> pediu um artigo sobre <strong>distribuição no mercado editorial</strong> e esta é a minha tentativa de expor o pouco que conheço. Sempre contratei profissionais ou empresas para isso e portanto é importante deixar claro que este artigo não se propõe, de forma alguma, a ser completo ou muito menos a resposta para tudo.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/20741443@N00/4633626680/" title="Books REDUX" target="_blank"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4014/4633626680_5a703a1d34.jpg" alt="Books REDUX" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/" title="Attribution-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/20741443@N00/4633626680/" title="Ian Muttoo" target="_blank">Ian Muttoo</a></small></p>
<h3>Primeiro contato com livrarias</h3>
<p>Se você estiver pensando em fazer a distribuição você mesmo – o que eu não aconselho –, o contato com as livrarias é na base do uma por uma. Claro que existem grandes redes, com muitas lojas, onde o acordo é centralizado mas elas costumam ser mais difíceis de entrar com poucos títulos. </p>
<p>É bastante comum as grandes livrarias só aceitarem acordos a partir de um determinado número mínimo de títulos a serem comercializados. Quanto mais títulos, melhor o acordo normalmente. E aqui temos o primeiro grande dilema do micro-editor: para conseguir um distribuidor, ou seja, alguém que faça isso para você, muitas vezes também é necessário uma quantidade mínima de títulos.</p>
<p>Não desista. É difícil mas é possível. Existem distribuidores de menor porte que fazem este trabalho para você e também nada te impede de começar a distribuição em livrarias selecionadas e, aos poucos, conseguir colocação em todas (ou quase todas).</p>
<h3>Colocação de publicações à venda</h3>
<p>Uma vez que o acordo com aquela livraria já foi estabelecido, você precisa entrar em contato para oferecer o título. Isso vale tanto para títulos novos quanto para reposições de títulos já vendidos. Fazer uma pequena apresentação do produto não é nada mal mas nem sempre o livreiro tem tempo para ouvir, mas deixa preparada. Neste contato você pergunta quantos exemplares o livreiro quer.</p>
<p>O livreiro normalmente não compra o seu livro ou revista, ele coloca em consignação para venda. Quando o livreiro perguntar “qual o meu desconto?” o que ele quer saber é quanto você vai dar pra ele em cima do preço de capa. O normal para editores iniciantes é 50%. Com o tempo, com mais títulos e mais força de mercado, você vai conseguir negociar valores melhores do que esse mas no começo a facada costuma ser de metade mesmo.</p>
<p>Por isso é importante calcular o seu preço de forma que 40% (100% &#8211; 50% livraria &#8211; 10% autor) cubram todos os seus custos, inclusive gráfica, papel, ilustrador/fotógrafo, diagramador, infra-estrutura, revisores, salários e demais serviços.</p>
<p>Os dados necessários para o faturamento, que você precisa perguntar no primeiro contato com o ponto de venda são:</p>
<ul>
<li>Razão social</li>
<li>CNPJ</li>
<li>Endereço completo (rua, nº, complemento, bairro, cidade, estado e cep)</li>
<li>Telefone</li>
<li>Inscrição Estadual</li>
</ul>
<h3>Acertos</h3>
<p>O “acerto” é quando você descobre o que vendeu e portanto o que você vai receber. Ou seja, a verificação de quantos exemplares foram vendidos para que então a nota fiscal de venda seja emitida. As livrarias podem levar até 90 dias para pagar. Neste momento você também pergunta se a livraria quer reposição, ou seja, se quer mais exemplares daquele título que vendeu. Nem sempre a livraria repõe tudo que foi vendido. </p>
<p>Então, por exemplo, supondo que você colocou 10 exemplares na livraria para vender; vendeu 8; a livraria pode pedir só 2 ou 3 de reposição, não necessariamente, ao querer uma reposição, o livreiro vai querer voltar ao número inicial da primeira colocação.</p>
<p>Este acerto raramente é mensal. Pergunte ao livreiro a data de sua preferência para o próximo acerto. Evite fazer acertos em dezembro. Os pontos de venda estão atolados com Natal e normalmente não fazem acertos e nem reposições nesta época.</p>
<p>Depois de feito o acerto, você precisa emitir a nota fiscal de venda daqueles exemplares vendidos e em seguida um boleto bancário de cobrança. A maioria dos bancos tem este serviço para as contas empresariais.</p>
<h3>Nota Fiscal</h3>
<p>Os pontos de venda só podem ter exemplares expostos se tiverem uma nota fiscal. Ou seja, qualquer produto que você coloque à venda em uma livraria ou outro ponto de venda precisa ser acompanhado de uma nota fiscal, que por sua vez pode ser de consignação ou de venda.</p>
<h3>Consignação</h3>
<p>Quando as revistas são entregues a uma livraria para posterior venda, é considerada nota fiscal de consignação. Toda nota tem um código específico, o CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações), que muda quando você emite nota para outro estado. Existe ainda um terceiro número, que é para quem emite para o exterior mas este eu nunca usei e não sei direito como funciona.</p>
<p>Quando é para o mesmo estado, o código CFOP para consignação é 5917 e quando for para outros é 6917. Isto é levando em consideração o endereço da sua empresa e o da empresa do ponto de venda, informação que você perguntou para poder emitir a nota; não no endereço de entrega dos exemplares, que muitas vezes é só uma central de distribuição/recebimento. A tabela completa encontra-se online <a href="http://www.sefaz.pe.gov.br/flexpub/versao1/filesdirectory/sessions398.htm#In%C3%ADcio_Entrada_Estado">neste endereço</a>. </p>
<h3>Venda</h3>
<p>Depois do acerto, quando a venda já foi realizada, é necessário emitir uma nota fiscal da venda daqueles exemplares. O CFOP para isso no mesmo estado é 5113 e para outras unidades da federação é o 6113.</p>
<p>Depois de tudo isso, ainda tem a emissão do boleto bancário. No felizmente curto período em que eu precisei fazer isso, usei o serviço do Unibanco para as contas empresariais e nunca tive problemas. Consulte o gerente do seu banco a respeito, ele com certeza terá soluções para isso. E, se tudo mais falhar, use um dos vários serviços de emissão de boleto online que existem por aí.</p>
<p>As datas dos acertos e dos pagamentos são determinadas pelo ponto de venda.</p>
<p>Normalmente quem paga o transporte é o editor. E é o editor, inclusive, que precisa retirar o encalhe do ponto de venda.</p>
<p>Promoções, brindes e afins precisam ser negociados caso a caso com cada ponto de venda.</p>
<p>É comum o editor não ter muito tempo entre o recebimento do acerto do ponto de venda e a sua prestação de contas com o autor, então é importantíssimo que você seja extremamente organizado.</p>
<h3>Incompleto, é verdade</h3>
<p>Como disse no início, não sei muito a respeito de distribuição porque sempre contei com profissionais para isso, mas espero que este artigo já dê alguma luz sobre a questão. Quero também agradecer à <a href="http://www.claudiabelhassof.com.br/">Cláudia Mello Belhassof</a>, tradutora e administradora de empresas, que foi quem me ensinou o pouquinho que eu sei e quem fez todo o posicionamento da revista <strong>Next Brasil</strong>, dirigida pelo sociólogo <a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/RG9tZW5pY28rRGUrTWFzaV8jI19jbG91ZF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfMjM5Mw==-72" class="bbli">Domenico De Masi<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a> tanto aqui como na Itália e editada por mim aqui no Brasil até 2006.</p>
<p><strong>Contribuições são bem-vindas nos comentários!</strong></p>
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		<item>
		<title>Como formatar o original de um livro?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/como-formatar-o-original-de-um-livro</link>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 18:36:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><br />
Mais um leitor, o <a href="http://www.danieldeavila.com">Daniel de Ávila</a>, leu os posts da seção Editorial e cavucou uma dúvida bem pertinente. Ele nos pergunta como formatar o livro que ele acabou de criar para que tenha mais chances de ser&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br/><br />
Mais um leitor, o <a href="http://www.danieldeavila.com">Daniel de Ávila</a>, leu os posts da seção Editorial e cavucou uma dúvida bem pertinente. Ele nos pergunta como formatar o livro que ele acabou de criar para que tenha mais chances de ser lido pela turma da editora. Um texto só? Capítulos em arquivos separados? E a carta de apresentação, vai junto? </p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/39070006@N06/4607440677/" title="Typing instruction" target="_blank"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1438/4607440677_4f230f478d.jpg" alt="Typing instruction" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/" title="Attribution-NoDerivs License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/39070006@N06/4607440677/" title="Reading In Public" target="_blank">Reading In Public</a></small></p>
<p>Calma, Daniel. Não é nehuma cova cheia de leões. Para diagramação em softwares profissionais (como o InDesign, por exemplo), a separação por capítulo ajuda bastante pque normalmente é feito assim, em arquivos separados que são unidos depois no &#8220;book&#8221;, inclusive para gerar índice/sumário automaticamente. </p>
<p>Entretanto, é muito raro você apresentar em editoras um original com este tipo de diagramação profissional. O mais comum é um único documento do Word mesmo. E de toda forma, separar os capítulos depois para ir para diagramação não é o fim do mundo.</p>
<p>Quanto à formatação, esta também varia muito de acordo com o que você está escrevendo, mas um bom parâmetro geral é:</p>
<ul>
<li>folha A4</li>
<li>times/arial/verdana (alguma fonte simples e de fácil leitura)</li>
<li>corpo 12</li>
<li>entrelinha 1.5</li>
<li>espaço de +/- 8mm entre parágrafos OU indentação da primeira linha do parágrafo</li>
<li>margens decentes, de pelo menos 2cm</li>
<li>seus contatos no rodapé</li>
<li>título da obra no cabeçalho</li>
<li>páginas numeradas</li>
<li>encadernado</li>
</ul>
<p>Ah: não coloque a sua carta de apresentação dentro da encadernação. Muitas vezes o original vai ser lido por leitores-beta e/ou vários profissionais dentro da editora  e a cartinha normalmente se destina apenas ao conselho editorial ou ao editor (leitores-beta, por exemplo, raramente lêem a carta de apresentação).</p>
<p><strong>E, claro, boa sorte!</strong></p>
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		<item>
		<title>Como publicar livros estrangeiros no Brasil?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/como-publicar-livros-estrangeiros-no-brasil</link>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 13:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><br />
Mais um &#8220;post-resposta&#8221;, escrito a partir de um e-mail interessante vindo de nossos leitores. Vale o recado sempre: tanto aqui como no <a href="http://www.falafreela.com.br">FalaFreela</a>, nosso podcast, participações são mais do que bem-vindas.</p>
<p>A dúvida do leitor em questão se&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br/><br />
Mais um &#8220;post-resposta&#8221;, escrito a partir de um e-mail interessante vindo de nossos leitores. Vale o recado sempre: tanto aqui como no <a href="http://www.falafreela.com.br">FalaFreela</a>, nosso podcast, participações são mais do que bem-vindas.</p>
<p>A dúvida do leitor em questão se iniciava com a temática dos livros. Em retorno de viagem, na companhia de amigos pastores, surgiu a ideia de &#8220;regionalizar&#8221; o livro aqui no Brasil. Seria o fato do tema religioso um impeditivo para a tradução e publicação por aqui? Claro que não!</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/21551948@N00/4576319985/" title="Battlefield Manassas May 2010" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3373/4576319985_f0205009b0.jpg" alt="Battlefield Manassas May 2010" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/" title="Attribution-ShareAlike License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/21551948@N00/4576319985/" title="ED?WW day_dae (esteemedhelga)" target="_blank">ED?WW day_dae (esteemedhelga)</a></small></p>
<p>No que diz respeito à produção em si do livro, ou seja, da parte revisão-tradução, diagramação, design, gráfica, papel, etc, o fato do livro ter conteúdo religioso não faz nenhuma diferença. <strong>Cada publicação, naturalmente, tem sua lógica.</strong> Não tratamos um livro infantil da mesma maneira que um romance adulto, por exemplo. </p>
<p>O fato do conteúdo ser religioso é apenas mais um segmento, que terá as suas necessidades respeitadas pelos profissionais envolvidos assim como qualquer segmento. A comercialização do livro religioso, entretanto, é completamente diferente. Existem boas e grandes editoras especializadas neste tipo de publicação. De cabeça agora lembrei da <a href="http://www.paulinas.org.br/">Paulinas</a>, mas existe um monte.</p>
<h3>O caminho das pedras</h3>
<p>Como se trata de um projeto em parceria com pessoas de fora do país, a parte burocrática toma uma importância maior, que normalmente não tem no mercado nacional. Então, faz primeiro um contrato com os autores te permitindo traduzir e comercializar a obra em português. Em seguida, a tradução e pelo menos uma primeira revisão. Daí registra na <a href="http://www.bn.br/portal/">Biblioteca Nacional</a> para ter o <a href="http://www.bn.br/portal/?nu_pagina=26">ISBN</a>. É rápido e barato. E aí, só aí, é que vale a pena começar a procurar editoras para o projeto. </p>
<p>Primeiro tenha em mãos um contrato, o texto traduzido, com pelo menos uma revisão e registrado na BN. Depois você pensa e decide como ou o que fazer e com quem. Você pode partir para uma comercialização direta também, que pode ser beeeeeem mais lucrativo para vocês. Aí é só contratar um bom designer/produtor gráfico para fazer a diagramação e o acompanhamento em gráfica, ir pra gráfica e vender diretamente o livro na sua Congregação. </p>
<p>Se você quiser colocar em livraria, vai precisar de uma editora. Se quiser vender diretamente, não precisa. Recentemente tivemos contato com uma editora <em>on demand</em>, via <a href="http://carreirasolo.org/respostas/editorial/editora-grande-ou-pequena-qual-escolher">Editora grande ou pequena. Qual escolher?</a>, que tem uma proposta que achei muito sólida e interessante, é a<a href="http://www.leiasempre.com/"> Leia Sempre</a>, que tenho certeza de que vai te atender bem se você optar por este caminho.</p>
<p>Da parte do contrato, principalmente por envolver legislação de pelo menos 2 países diferentes, eu honestamente te aconselho a contratar ou pedir a ajuda de um advogado de sua confiança. Certo?</p>
<p><strong>Espero que tenham gostado. Qualquer dúvida, é só mandar <a href="mailto:carreirasolo.org@gmail.com">um e-mail, ou recado de voz</a>.</strong></p>
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		<title>Editora grande ou pequena. Qual escolher?</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 12:23:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma simpática leitora nos enviou um email perguntando sobre o momento de escolher a editora. Grande ou pequena? Achei que a pergunta talvez fosse de interesse para mais pessoas. Digo a pergunta porque a resposta eu não tenho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma simpática leitora nos enviou um email perguntando sobre o momento de escolher a editora. Grande ou pequena? Achei que a pergunta talvez fosse de interesse para mais pessoas. <strong>Digo a pergunta porque a resposta eu não tenho.</strong></p>
<p>Vou supor aqui neste artigo que estamos falando de autores ainda não consagrados. Até porque o autor que tem um “nome cartão-de-visita” certamente não precisa de orientação na escolha de editora, certo?</p>
<p><a title="Print Room Beamish" href="http://www.flickr.com/photos/25652278@N03/2516902376/" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2033/2516902376_9ebb3e7ac6.jpg" alt="Print Room Beamish" border="0" /></a><br />
<small><a title="Attribution License" href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" border="0" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="David Masters" href="http://www.flickr.com/photos/25652278@N03/2516902376/" target="_blank">David Masters</a></small></p>
<h3>Grandes</h3>
<p>A vantagem das grandes é, principalmente, a distribuição. <strong>Marketing mesmo elas só fazem para autores mais consagrados</strong>, o tal do “investimento certo”, um paradoxo que eu nunca consegui entender direito (não são estes, justamente, os autores que não precisam de marketing?). Voltando, a distribuição das grandes é uma enorme vantagem.</p>
<p><strong>Distribuição é o calcanhar de Aquiles do mercado editorial</strong> e nisso as editoras grandes e/ou antigas e/ou famosas saem na frente. Ser publicado por uma grande tem inúmeros benefícios, como por exemplo status, boa distribuição, melhores vendas, melhor penetração na mídia, melhores tiragens.</p>
<h3>Pequenas</h3>
<p>Antes de mais nada, é importante fazer uma diferença entre a <strong>pequena-jovem</strong> e a <strong>pequena-nicho</strong>. Existe a pequena que tem experiência mas que optou por um nicho de mercado e portanto é e será sempre pequena e existe a pequena que na verdade quer ser uma multinacional quando crescer mas ainda usa calças curtas.</p>
<h3>Pequenas jovens</h3>
<p>Nestas você vai encontrar garra, adrenalina, boa vontade, gente de cabeça jovem e idéias frescas. E isso é ótimo. Prepare-se, entretanto, para prazos mais longos e alguns tropeços no meio do caminho. Vão certamente tentar compensar a dificuldade em distribuição com uma presença online e isso é bom.</p>
<p>O mundo é digital. Só pense bem no tipo de publicação que você escreveu antes de decidir. Se o seu trabalho é uma monografia, por exemplo, talvez não seja um bom caminho porque o seu público-alvo não está acostumado a redes sociais. Por outro lado, se você escreveu uma graphic novel, certamente uma editora jovem será uma boa parceira. Ou seja, é preciso escolher com cuidado.</p>
<h3>Pequenas nicho</h3>
<p>Sei que pode parecer um pouco óbvio mas&#8230; Certifique-se que o nicho da editora é o que você escreveu. Não adianta você enviar um original de poesia para uma editora especializada em ficção científica. Não adianta você enviar um livro homo-erótico para uma editora infanto-juvenil. Por melhor que seja o original, eu te garanto que a editora não vai publicar. As editoras de nicho não optaram por uma especialização à toa.</p>
<p>O lado bom é que você provavelmente não vai encontrar ninguém que trabalhe melhor o seu livro do que eles. E aí vale sacrificar uma grande distribuição porque vão ser estas editoras que vão saber colocar melhor o livro nos eventos especializados da área, que vão colocar o livro nos fóruns de discussão, que vão trabalhar tanto a estória quanto o autor em todo acontecimento da área. E mais, são profissionais respeitados por este mesmo nicho. Esta é a cereja do sundae, é o melhor dos dois mundos. Infelizmente não são muito comuns.</p>
<h3>Resumo da ópera</h3>
<p>A escolha da editora é muito mais relacionada ao conteúdo do seu livro do que ao porte da editora. Claro que não é o único método de seleção, mas um dos melhores que eu conheço, é ir a uma grande e boa livraria e selecionar uns 20 ou 30 livros que se pareçam em conteúdo com o que você escreveu. Anote o nome das editoras.</p>
<p>No site da CBL ou da SNEL tem os endereços das editoras. Imprima o seu original e envie aos cuidados do Conselho Editorial (encadernado, espaço duplo, corpo 12, fonte boa de ler tipo Arial ou Times, em preto e branco, com seu nome, email e telefone no rodapé). E, claro, boa sorte!</p>
<p>Links fundamentais:</p>
<ul>
<li>SNEL &gt; <a href="http://www.snel.org.br/ui/associado/listaAssociado.aspx">http://www.snel.org.br/ui/associado/listaAssociado.aspx</a></li>
<li>CBL &gt; <a href="http://www.cbl.org.br/telas/cbl/associados.aspx">http://www.cbl.org.br/telas/cbl/associados.aspx</a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Contrato editorial é uma armadilha?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/contrato-editorial-e-uma-armadilha</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 19:35:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/11812348@N08/3183830305/" title="He can stand up an ly down at the same time" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3481/3183830305_2bf8ea8f8e.jpg" alt="He can stand up an ly down at the same time" border="0" /></a><br /><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://cs.holiveira.com/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/11812348@N08/3183830305/" title="The Akermarks" target="_blank">The Akermarks</a></p>
<h3>O lado negro do mercado editorial</h3>
<p>Não que eu seja autoridade no assunto, longe disso. Não sou advogada ou jurista e sempre estive do outro lado do balcão, mas&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/11812348@N08/3183830305/" title="He can stand up an ly down at the same time" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3481/3183830305_2bf8ea8f8e.jpg" alt="He can stand up an ly down at the same time" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://cs.holiveira.com/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/11812348@N08/3183830305/" title="The Akermarks" target="_blank">The Akermarks</a></small></p>
<h3>O lado negro do mercado editorial</h3>
<p>Não que eu seja autoridade no assunto, longe disso. Não sou advogada ou jurista e sempre estive do outro lado do balcão, mas ainda assim achei que seria legal colocar aqui as armadilhas mais comuns, que os autores precisam ficar atentos.</p>
<ul>
<li><strong>O encalhe: </strong>Às vezes a editora tenta empurrar para cima do autor a resposabilidade de lidar com o encalhe. As formas mais comuns de fazer isso é colocar uma cláusula em que aquele título é da editora até que a edição se esgote ou que o autor pague por ela. Cartão vermelho aqui! É claro que a editora precisa de um tempo para trabalhar o livro e como esse é um mercado lento, esse tempo costuma ser grande (7, às vezes 10 anos), mas se depois desse prazo a editora ainda tiver exemplares lá no estoque, problema dela.</li>
<li><strong>Sem garantia: </strong>O contrato deve conter algum tipo de cláusula dizendo que a editora se compromete a publicar o trabalho em X tempo (freqüentemente algo em torno de 6 meses a 1 ano).</li>
<li><strong>Sem tiragem: </strong>A tiragem (quantos exemplares serão impressos) é algo que consta de contrato. É muito comum, entretanto, a possibilidade de adendos ao contrato, modificando este número (em função de um edital que abriu, por exemplo).</li>
</ul>
<h3>Coisas que são assim mesmo</h3>
<p>Portanto relaxe e vá pensar em seu novo livro.</p>
<ul>
<li><strong>Novas edições</strong>: Durante o período em que o livro está com a editora, ela pode sim fazer quantas edições precisar para atender o mercado.</li>
<li><strong>Autenticidade</strong>: Quem responde por plágio e afins é o autor.</li>
<li><strong>Impedimento de outras mídias</strong>: O autor compromete-se a não fazer nada que possa prejudicar a venda da obra.</li>
</ul>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Agora, pessoal, <em>pelamordedeus</em>, consultem um advogado antes de assinar qualquer documento. Estas são apenas alguns pontos a prestar atenção, ok?</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A editora pode mudar o conteúdo do meu livro?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/a-editora-pode-mudar-o-conteudo-do-meu-livro</link>
		<comments>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/a-editora-pode-mudar-o-conteudo-do-meu-livro#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 19:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cs.holiveira.com/?p=2952</guid>
		<description><![CDATA[<p><em><strong>Nota do editor:</strong> mais um post nascido comentário. As coisas são assim, às vezes a gente tem que dar uma alteradinha para dar vida nova. Opa, esse é o tema do post. Vamos ler?</em></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/60364452@N00/2586314787/" title="Reading a book on the floor" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3120/2586314787_941c36db31.jpg" alt="Reading a book on the floor" border="0" /></a><br /><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Nota do editor:</strong> mais um post nascido comentário. As coisas são assim, às vezes a gente tem que dar uma alteradinha para dar vida nova. Opa, esse é o tema do post. Vamos ler?</em></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/60364452@N00/2586314787/" title="Reading a book on the floor" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3120/2586314787_941c36db31.jpg" alt="Reading a book on the floor" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/60364452@N00/2586314787/" title="net_efekt" target="_blank">net_efekt</a></small></p>
<p>Quando fui editora da <a href="http://www.vignamaru.com.br/2006/09/05/next-brasil/">Next</a>, mudava muito textos, que eram artigos que precisavam estar completamente em sintonia com a revista e com os demais artigos. Por outro lado, não mudava quase nada de livros ou textos de ficção. </p>
<p>Eu entendo que um artigo técnico precisa estar de acordo com a publicação e com os objetivos a que se destina mas que uma obra ficcional é uma criação que se sustenta sozinha e portanto deve ser respeitada como uma unidade. </p>
<p>Claro que já recusei textos que poderiam até ser trabalhados e publicados mas, justamente por considerar que o autor apresenta aquilo que considera pronto, achei que não devia nem propor alterações. </p>
<p>Agora, alguns bons editores tem o hábito de mudar sim. Na minha experiência e no que vi acontecer com autores amigos, a maior área de conflito é na diagramação do livro, não no conteúdo. Coisas como ilustrações feitas para fundo branco e o diagramador &#8220;decide&#8221; que &#8220;precisa de uma corzinha&#8221; e taca um tenebroso tom pastel por trás, coisas assim. </p>
<p>E aí a gente não tem muito o que fazer além de engolir em seco e esperar por uma segunda edição melhor.  </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Eu fiz as ilustrações de meu livro infantil. A editora vai aceitar?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/eu-fiz-as-ilustracoes-de-meu-livro-infantil-a-editora-vai-aceitar</link>
		<comments>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/eu-fiz-as-ilustracoes-de-meu-livro-infantil-a-editora-vai-aceitar#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 19:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cs.holiveira.com/?p=2949</guid>
		<description><![CDATA[<p><em><strong>Nota do editor:</strong> Este é mais um post que nasceu de uma resposta a um comentário neste outro <a href="http://carreirasolo.org/respostas/como-enviar-um-livro-infantil-a-editora">post aqui.</a> Fiz uma ligeira adaptação para iniciarmos aqui uma nova conversa sobre este tema.</em></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/24162528@N06/2293056437/" title="baby-girl" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3178/2293056437_fca11fdc5e.jpg" alt="baby-girl" border="0" /></a><br /><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Nota do editor:</strong> Este é mais um post que nasceu de uma resposta a um comentário neste outro <a href="http://carreirasolo.org/respostas/como-enviar-um-livro-infantil-a-editora">post aqui.</a> Fiz uma ligeira adaptação para iniciarmos aqui uma nova conversa sobre este tema.</em></p>
<p><center><a href="http://www.flickr.com/photos/24162528@N06/2293056437/" title="baby-girl" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3178/2293056437_fca11fdc5e.jpg" alt="baby-girl" border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/24162528@N06/2293056437/" title="rahel sarid" target="_blank">rahel sarid</a></small></center></p>
<p>Cá entre nós, a verdade nua e crua é que a maioria dos autores infantis, <strong>por melhor que desenhe, não conhece bem gráfica</strong>. O que a gente recebe de ilustração com especificações inadequadas, nem te conto. Isso sem nem falar em formato. Às vezes (ok, na maioria das vezes, ok, quase sempre) as editoras trabalham com determinados formatos e sair deles é uma dor de cabeça sem tamanho. </p>
<p>Sair de um formato habitual, para a editora, muitas vezes significa r<strong>eposicionamento no PDV, perda de papel e às vezes até troca de gráfica.</strong> Olha, dá tanto, mas tanto trabalho, que por isso eu sempre recomendo os autores de mandar os textos sem nada, para não ter mais um &#8220;quesito atrapalhador&#8221; na aprovação do texto.</p>
<h3>Mandando as ilustrações separadas</h3>
<p>Ao optar por esse caminho, você tem a vantagem de deixar o editor mais livre para adequar o seu original dentro da linha dele mas tem a desvantagem de que o resultado pode não sair exatamente o que você considera mais adequado para aquele texto/imagem. </p>
<h3>Entregando a boneca pronta</h3>
<p>Optar pelo caminho 2 tem a vantagem de que você sabe o que vai sair dali mas a desvantagem de que você &#8220;engessa&#8221; o editor. Aí, se você for neurótico com TOC como eu, monta uma boneca para cada editor, de forma a não atrapalhar a vida do cara e ao mesmo tempo manter o que você quer. </p>
<h3>Ilustrando para outros escritores</h3>
<p>Pode ocorrer de você querer também ilustrar para outros escritores, uma vez que tenha seu trabalho aceito pela editora. Isso é, ao mesmo tempo, muito legal e difícil. Mas é isso mesmo: só mandando o seu trabalho é que o editor vai saber. </p>
<p>Se você tiver isso em mente, é melhor enviar o texto e ilustrações separadas, com o argumento de <em>&#8220;é esta ilustração que eu gostaria de apresentar para o texto e este estilo que eu gostaria de oferecer para outros títulos, como freelancer.&#8221; </em></p>
<p>Acho mais simpático do que &#8220;ó, taí o livro como deve ser&#8221;, que, cá entre nós, é meio arrogante. <img src='http://carreirasolo.org/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quanto ganha um escritor?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/quanto-ganha-um-escritor</link>
		<comments>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/quanto-ganha-um-escritor#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 19:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Você tem talento, disciplina e até mesmo uma editora querendo publicar seu original. Mas aí, pinta a dúvida: afinal, quanto eu vou ganhar com isso? [Saiba sempre mais seguindo o @falafreela]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Você tem talento, disciplina e até mesmo uma editora querendo publicar seu original</strong>. Mas aí, pinta a dúvida: <strong>afinal, quanto eu vou ganhar com isso? </strong>As respostas que se seguem são os casos mais comuns, a partir da minha experiência, mas na verdade as editoras estão livres para outras negociações. Então vamos lá entender <strong>quanto ganha um escritor</strong>:</p>
<p><a title="Magazine stack" href="http://www.flickr.com/photos/7105595@N05/2278115499/" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2372/2278115499_a29bc03aa6.jpg" alt="Magazine stack" border="0" /></a><br />
<small><a title="Attribution License" href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" border="0" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="bravenewtraveler" href="http://www.flickr.com/photos/7105595@N05/2278115499/" target="_blank">bravenewtraveler</a></small></p>
<ul>
<li><strong>Critério:</strong> na maioria dos casos é percentual de direito autoral, que costuma ser entre 8 e 10% do preço de capa do exemplar vendido.</li>
<li><strong>Vendagem:</strong> cada livraria fecha de um jeito e em uma data. As editoras normalmente disponibilizam as planilhas de contabilidade para os autores só uma vez no semestre ou no máximo no trimestre, justamente porque tem livrarias que fecham trimestralmente, por exemplo, então para não ficar incompreensível, muitas editoras optam por mostrar o balancete para o autor também com uma periodicidade baixa.</li>
<li><strong>Tempo de repasse:</strong> novamente, na maioria das vezes, ok? Normalmente as editoras adiantam uma quantia a combinar para o autor, antes das vendas e vão descontando desta quantia os livros vendidos. O autor só torna a receber quando e se ultrapassar aquela quantia já recebida em direitos autorais (ítem 1). Algumas editoras muito pequenas e sem fluxo de caixa para isso, pagam o autor nas suas datas de fechamento, normalmente de 3 em 3 meses.</li>
<li><strong>Exemplares de autor:</strong> isso varia muito, principalmente do tipo de livro que vc escreveu. Livros didáticos normalmente recebem 10 exemplares, ficção costuma receber um pouco mais, em torno de 30, mas isso você pode conversar com o seu editor. Se a quantia que você precisa for maior do que a editora pode lhe dar, vc pode sempre comprar os seus livros com o preço de autor (com um desconto em torno de 60% do preço de capa).</li>
<li><strong>Tiragem:</strong> sim, as edições sempre tem uma quantidade de exemplares determinada e isto é sempre colocado muito claramente e muitas vezes consta até mesmo do seu contrato. Você fica sabendo exatamente quantos exemplares rodaram em gráfica, quantos foram para imprensa, quantos foram para livraria, etc. Isto tudo é feito de forma muito transparente e às vezes o editor pede para você assinar junto com ele os exemplares de cortesia do editor (jornalistas, etc).</li>
</ul>
<h3>Vale lembrar que&#8230;</h3>
<p>Esses são detalhes técnicos que em nada devem impedir sua vontade de publicar ou doutrinar seu talento e disposição para compartilhar suas idéias, certo? E por falar em idéias, depois dá uma lida nos posts que temos <a href="http://carreirasolo.org/category/respostas/editorial">sobre o Mercado Editorial</a>!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quero montar uma editora. Como fazer?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/quero-montar-uma-editora-como-fazer</link>
		<comments>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/quero-montar-uma-editora-como-fazer#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 18:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://carreirasolo.org/?p=2828</guid>
		<description><![CDATA[Algumas linhas gerais. Mas é extremamente importante que você siga a sua intuição e não leve isso aqui a ferro e fogo, ok? [Saiba sempre mais seguindo o @falafreela]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>Nota rápida do Editor:</strong> <em>a Carol responde seus e-mails com posts. É um hábito que, para o leitor que mandou o email é uma surpresa e tanto e para o editor aqui um presente sempre bem-vindo: um post prontinho! Então aí vai mais uma resposta fundamental para uma dúvida bastante especial da comunidade dos freelancers brasileiros. Capítulo de hoje: montar a própria editora!</em></p></blockquote>
<p><a title="Choices?" href="http://www.flickr.com/photos/28526185@N04/2663558632/" target="_blank"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3207/2663558632_e587aa8fe5.jpg" alt="Choices?" border="0" /></a><br />
<small><a title="Attribution License" href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" border="0" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="Shraddha Rathi" href="http://www.flickr.com/photos/28526185@N04/2663558632/" target="_blank">Shraddha Rathi</a></small></p>
<p>O mercado editorial está em transformação e, muito sinceramente, ninguém sabe direito para onde vai. Não tem fórmula mágica, acredite. Vou tentar te passar aqui algumas linhas gerais mas é extremamente importante que você siga a sua intuição e não leve isso aqui a ferro e fogo, ok?</p>
<h3>0. Linha editorial</h3>
<p>Botei &#8220;zero&#8221; de propósito, por ser o ponto mais crucial de uma editora. Tenha uma linha editorial definida e seja fiel a ela. De nada adianta você receber, por exemplo, o novo original do <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:2393/lang:pt-BR/tags:Harry+Potter/format:box">Harry Potter <img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script type="text/javascript" src="http://stable.boo-box.com/"></script>se você não publica livros infanto-juvenis. Você não vai conseguir trabalhar o livro direito, até pela falta dos canais certos e vai acabar matando o original.</p>
<p>Com o crescimento natural da editora, nada te impede de, depois, abrir novas linhas, ou até mesmo novos selos editoriais, mas mantenha-se sempre fiel às suas escolhas, por mais tentador que seja algo diferente. É melhor recusar um livro ótimo do que matar um livro ótimo.</p>
<h3>1. Tiragens pequenas</h3>
<p>É muito comum que a gente, por entusiasmo, dimensione as vendas de um determinado projeto com um otimismo além da conta. É fácil cair nessa armadilha porque os projetos editoriais são feitos com tanto carinho que é muito difícil acreditar que o resultado final não vá revolucionar o mundo e vender feito água no deserto.</p>
<p>O mercado editorial é um mercado de paciência. Você pode mudar o mundo sim, mas não vai ser com uma única publicação. É tudo muito devagar e tudo muito aos poucos. Então, pelo menos no começo, limite suas tiragens a mil exemplares (o mínimo de gráficas).</p>
<p>Não tem nada de errado – muito pelo contrário – em rodar uma segunda edição se precisar depois. Tem uma piada velha no meio: <em>&#8220;Como o editor se suicida? Pula do alto do seu estoque.&#8221;</em> Então lembre-se: pense muito, crie muito, imprima pouco.</p>
<h3>2. Use tudo que puder</h3>
<p>Eu estou absolutamente convencida de que a solução para o mercado editorial vai vir dos novos. Use <em>twitter, plurk, orkut</em>, qualquer coisa. Desenvolva aplicativos (joguinho, coisas pro facebook, etc), crie sites colaborativos (e gerencie-os bem!), coloque vídeos no <em>youtube</em>. Enfim, use as ferramentas que as editoras grandes não estão usando ainda (juro que não sei se por ignorância ou arrogância).</p>
<p>Não ignore os pequenos. Tente conseguir que autores e/ou ilustradores seus visitem escolas ou universidades, dando palestras sobre o trabalho deles e monte uma banquinha na porta. Mesmo que a venda nestes lugares seja efetivamente pequena, vá onde está o seu público leitor, dê atenção a ele, valorize a sua opinião, escute o que tem a dizer. Se você conseguir ganhar o respeito do seu leitor, você está feito na vida. E para isso você precisa ir onde ele está.</p>
<p>Converse com o seu autor sobre destinar alguns exemplares gratuitamente, dependendo do caso é claro, a professores, blogueiros ou outros &#8220;disseminadores&#8221;.</p>
<h3>3. Cuidado com listas de discussão</h3>
<p>Especialmente na linha editorial que você pretende seguir, que aqui no Brasil ainda é bem restrita (e portanto uma oportunidade interessante editorial, boa escolha!), as listas de discussão tendem a ser panelinhas fechadas e qualquer iniciativa de divulgar o trabalho nelas será entendido como spam.</p>
<p>Entre, participe, debata outros temas e, claro, quando couber na conversa, divulgue o seu trabalho. As listas são essenciais mas precisam sempre ser entendidas como um centro de debate, nunca como um grande mailing.</p>
<h3>4. seleção de originais</h3>
<p>Quando você abrir para chamada de publicação, precisa deixar claro os seus termos. Deixe claro que é submeter original para análise e que você não responde por telefone, etc. O processo de ler e analisar um original é e deve ser lento para ser bem feito, mas é como em uma festa: quem está na festa se divertindo não sente o tempo passar mas, para quem está na porta esperando, cada minuto é uma tortura.</p>
<p>Ou seja, não importa o quão rápido você seja nesta análise, o autor sempre estará ansioso do outro lado. É natural e você precisa respeitar o seu autor, mas não permita que ele o leve à loucura tampouco.</p>
<h3>5. gráfica</h3>
<p>Gráfica boa, felizmente, é o que não falta no Brasil. Esta é a parte mais simples. Contrate um produtor gráfico e peça orçamento (*) em duas ou três gráficas diferentes. O produtor gráfico é o sujeito que vai ver o seu original e vai analisar que gráfica é melhor para o job, que papel é mais adequado, etc. Nem sempre a melhor gráfica é a mais indicada para aquele job.</p>
<p>Existem autores e ilustradores geniais (<a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:2393/lang:pt-BR/tags:Will+Eisner/format:box">Will Eisner<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a><script type="text/javascript" src="http://stable.boo-box.com/"></script>, só para citar logo o rei) que criam suas obras em preto e branco. Dependendo da quantidade de preto, pode ser necessário um papel mais grosso, para não &#8220;vazar&#8221; do outro lado, mas por outro lado existem gráficas menores que fazem bons trabalhos em preto e branco, por exemplo. E você pode rodar o miolo em um lugar, a capa em outro e juntar tudo em um terceiro, coisa que pouca gente sabe.</p>
<p>Enfim, é uma área com muitos detalhes e, a menos que você tenha gosto pela coisa, contrate um produtor gráfico. A boa notícia é que existem muitos e bons. O custo do profissional se paga com a economia que você faz em adequar o seu job certinho.</p>
<p><em>(*) Não estranhe se depois de um certo tempo, a gráfica X sempre vier com o melhor preço. As gráficas dão descontos para clientes fiéis e como o seu produtor gráfico sabe disso, vai tentar rodar o seu job sempre nos mesmos lugares (além do fato dele já conhecer a gráfica, com quem falar, onde ir, essas coisas). Depois de umas quatro ou cinco &#8220;concorrências&#8221; é natural que você escolha algumas gráficas de sua preferência e fique com elas. </em></p>
<h3>6. Distribuição</h3>
<p>A distribuição é o calcanhar de Aquiles de todo editor. É o ponto mais dfícil. E é enlouquecedor. A maneira mais simples de não ter vontade e matar um ser humano todo dia no café da manhã é contratar um distribuidor.</p>
<p>O problema é que eles não aceitam poucos títulos no primeiro contrato e cobram uma fortuna. Muita gente, por falta de opção, acaba erguendo as mangas e fazendo a distribuição in house. É nesse momento que você enlouquece.</p>
<p>Cada livraria fecha de um jeito, em uma data, em determinadas condições. Os livros e revistas são sempre deixados em consignação nos pontos de venda e, na data de fechamento, você vai lá e recebe o que foi vendido. Nesta hora tanto você quanto o ponto de venda podem decidir renovar o estoque, manter como está ou não continuar mais (e neste caso você retira, é sempre o editor que paga a retirada, o restante do estoque).</p>
<p>O percentual de venda, que as livrarias chamam de &#8220;o meu desconto&#8221;, gira em torno de 50% do preço de capa. Se você for muito bom negociador, pode conseguir 40%. Se você for muito bom negociador e tiver muitos títulos, pode conseguir até 35, 30%, nunca menos que isso. Quem está começando paga 50% normalmente.</p>
<p>Os seus maiores custos são distribuição e papel. Sobre a distribuição, temos muito pouco a fazer. Sobre o papel, entra a figura do produtor gráfica que falei lá em cima. Ele vai saber como economizar no papel. E isso significa até mesmo mudar o tamanho da publicação para ter um aproveitamento melhor no corte da folha de papel. Portanto, contrate o produtor gráfico antes de começar a produção do livro.</p>
<h3>7. Autores e ilustradores</h3>
<p>Este é um contato pessoal e que a gente desenvolve com o passar dos anos. Respeite sempre o seu autor e o seu ilustrador mas se faça respeitar também. Proponha contratos corretos para ambos os lados (sim, isso é possível). Lembre sempre de colocar uma cláusula no contrato que te permita usar uma parte do trabalho para divulgação.</p>
<p>Se for de ilustração, deixe claro que você não vai usar a imagem para outro trabalho mas que precisa usá-la para divulgar o livro. Se for o de autor, deixe claro que você não vai republicar o texto dele sem a sua autorização mas que precisa de trechos para divulgação.</p>
<p>Outra coisa muito importante é cultivar o seu autor. Seja transparente. Mostre a contabilidade a ele (apesar de que eu acho que isso pode ser entendido como uma forma de tortura). Tenha uma contabilidade certinha, aliás. Atenda-o quando possível, tirando suas dúvidas ou simplesmente batendo um papo.</p>
<p>A atividade autoral é uma atividade muito solitária, o autor escreve absolutamente sozinho e sem certeza alguma de retorno e/ou publicação. O editor precisa se colocar como um parceiro do autor e nunca como um negociante. Acredite, tanto você quanto o autor só tem a lucrar com isso.</p>
<h3>8. Organização</h3>
<p>Você precisa ser muito, muito, muito (eu já disse muito?) organizado. Crie arquivos fup (follow up) para cada pessoa com quem você falar, escrevendo data, horário e conteúdo de telefonema ou email (ou pombo correio, ou sinal de fumaça, ah você entendeu!). Crie cronogramas realistas. Tenha cronogramas, aliás. Planilhas são suas amigas.</p>
<p>Organize a sua agenda por segmento (fornecedores, autores, ilustradores, etc), vai chegar uma hora em que você não vai lembrar se o Fulano da Silva é designer ou ilustrador, por exemplo.</p>
<p>No começo pode parecer que o tempo que você vai gastar para criar estas ferramentas de organização é precioso demais para ser gasto com isso, mas isso vai ser tão útil para você em um futuro breve que vale a pena, juro.</p>
<h3>9. Revisores</h3>
<p>Português é um idioma que só não é mais difícil que aramaico arcaico. Passe seus textos por revisão, de preferência mais que uma. O meu método pessoal de trabalho é assim (ênfase em pessoal, ok?):</p>
<ul>
<li><strong>Rev1</strong> – sempre do editor</li>
<li><strong>Rev2</strong> – um redator, que muitas vezes pode sugerir alguma melhoria em estrutura</li>
<li><strong>Rev3</strong> – revisor, para resolver todos os buracos que deixamos na língua pátria.</li>
</ul>
<p>E, claro, no final volta ao autor. Com o tempo você vai perceber que existem autores que aceitam este trabalho bem e até te agradecem eventualmente e existem aqueles que não aceitam mudança alguma.</p>
<p>É óbvio que você precisa ouvir o autor e muitas vezes existe uma intenção por trás de um erro ou de uma determinada estrutura lingüística, mas você precisa ter muito cuidado (e fugir destes!) com autores intransigentes. O respeito precisa ser bilateral.</p>
<p>Lembre sempre que um original que não se adéqua à sua linha editorial não significa, em absoluto, que o autor não se adéqüe à sua linha editorial e é importante tratá-lo com respeito, respondê-lo quando possível, etc, até porque amanhã ele pode te apresentar um texto fantástico que você vai querer publicar.</p>
<p>Esta relação é sempre muito delicada porque trata-se da criação do autor, mas valorize os autores que entendem que publicação é um processo e que cada etapa é importante para o produto final.</p>
<p>De nada adianta um original bem trabalhado e um serviço porco em gráfica, por exemplo, ou ainda uma ilustração magnífica impressa em um papel tão vagabundo que se vê a frente e o verso juntos. Editar algo, não importa o quê (livro, revista, vídeo, cinema, áudio, etc) é necessariamente um processo onde cada etapa tem a sua importância e o seu valor.</p>
<p><strong>E se o seu autor não entender isso, passe-o adiante, na boa.</strong></p>
<p>Agora, isso também não significa que você é o dono do texto. Você não é. O dono do texto é o autor. E se ele te justificar algo, escute e respeite.</p>
<h3>10. Lucro</h3>
<p>Pois é&#8230; Aqui é o grande X da questão. Editores experientes debatem a questão todo dia. Editores de todos os lugares do mundo não pensam em outra coisa. O mercado está mudando, e muito. A fórmula preço de capa – distribuição, direito autoral, custos de produção, gráfica, etc = lucro ainda funciona mas eu tenho certeza de que por pouco tempo.</p>
<p>Precisamos nos reinventar e, sem saber para onde o mercado vai, é bem difícil acertar. Comece devagar, sem medo mas sem pressa. Edite três, quatro títulos e trabalhe-os bem. Tiragens pequenas. Pense em formas de divulgar os livros que saia do ordinário. Sei lá, é caso a caso, uma história em quadrinho adulta de repente pode ter uma aceitação incrível no circuito da noite, de barzinhos e etc.</p>
<p>Vai dar trabalho mas vale muito a pena. Quem começa agora precisa não apenas ser bom no que faz mas precisa ser melhor do que os que já estão estabelecidos. Se você pensar <em>&#8220;ah, a editora grande XPTO faz assim, então isso é bom pra mim também&#8221;</em> vai fracassar. Você precisa pensar &#8220;ah, a editora grande XPTO faz assim, então eu vou fazer isso e mais aquilo&#8221;. Faça sempre mais, pense muito, reflita muito e gaste pouco.</p>
<h3>Uma dica final?</h3>
<p>Existem editais de governo que você precisa ficar atento, porque são uma venda enorme e valem muito a pena. Acompanhe sempre o site da CBL &#8211; <a href="http://www.cbl.org.br/">http://www.cbl.org.br/</a> &#8211; para ficar informado.</p>
<p><strong>E, claro, boa sorte!</strong></p>
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		<title>Como evitar que meu email seja ignorado pelos editores?</title>
		<link>http://carreirasolo.org/respostas/editorial/10-maneiras-rapidas-de-ter-seu-email-ignorado-por-um-editor</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 14:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carolina Vigna-Marú</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/62518311@N00/1469730565/" title="Urna electoral de D.C." target="_blank"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1309/1469730565_3ac436cf26.jpg" alt="Urna electoral de D.C." border="0" /></a><br /><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/62518311@N00/1469730565/" title="Daquella manera" target="_blank">Daquella manera</a></p>
<p>Muita gente envia toneladas de e-mails e não sabe porque motivo eles não são respondidos. Na vida corrida de hoje, quando sua&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br/><br />
<center><a href="http://www.flickr.com/photos/62518311@N00/1469730565/" title="Urna electoral de D.C." target="_blank"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1309/1469730565_3ac436cf26.jpg" alt="Urna electoral de D.C." border="0" /></a><br /><small><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" title="Attribution License" target="_blank"><img src="http://carreirasolo.org/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" alt="Creative Commons License" border="0" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/62518311@N00/1469730565/" title="Daquella manera" target="_blank">Daquella manera</a></small></center></p>
<p>Muita gente envia toneladas de e-mails e não sabe porque motivo eles não são respondidos. Na vida corrida de hoje, quando sua concorrência é composta POR TODO O PLANETA, a grande lance é ser simples, direto e útil a quem recebe uma mensagem sua. Quer saber O QUE NÂO FAZER? Acompanhe essa lista dos 10 erros mais comuns:</p>
<h3>1. Emails pesados, em HTML</h3>
<p>Você tem idéia de quantos emails um editor recebe por dia? E do tamanho do fluxo de informação com que ele precisa lidar por hora? E da quantidade de coisas que um editor lê? É sério. Tudo que a gente <strong>não</strong> precisa é receber aquele fantástico PowerPoint que você levou dias fazendo.</p>
<p><strong>O texto, para um editor, é a essência da vida. Você precisa ganhá-lo no conteúdo.</strong> Escreva o que quer, simplesmente. Palavras deveriam ser suficientes e o editor não precisa que o texto seja colorido, em extra bold, corpo 32, para enxergar. Acredite, ele provavelmente não é cego. Você pode apenas escrever o que quer dizer.</p>
<h3>2. Imagens anexadas</h3>
<p><a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/SW1hZ2Vuc18jI19jbG91ZF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfMjM5Mw==-60" class="bbli">Imagens anexadas<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a> pesam o email e muito provavelmente o editor não pediu para que você a enviasse. Primeiro faça contato e se – somente se  &#8211; o editor pedir, você envia imagem. E mesmo assim, envie sempre em baixa resolução, leve, pequena (a menos que o editor peça diferente, é claro).</p>
<h3>3. Faça-o trabalhar!</h3>
<p>Quer mostrar o seu portfólio online? Não faça o editor ser obrigado a pesquisar no Google para te achar.</p>
<p><strong>Envie o link de maneira clara.</strong> Algo como “veja o meu portfólio no link www.blablabla.com” . Simples, direto, fácil de achar. Se no seu site não tiver, envie uma mini (mini!) biografia no final do email. É sempre bom saber com quem estamos falando.</p>
<h3>4. Erros crassos de português</h3>
<p>Português é um idioma complexo e difícil. Todo mundo erra. É natural que um profissional da área erre menos. Espera-se que um médico saiba onde fica o fígado, por exemplo, mas não que ele tenha todas as respostas de todas as especialidades. Vai doer no olho de um editor cachorro com x. Não precisa enviar para um revisor profissional cada email que você troque, mas <strong>releia com atenção antes de enviar</strong>.</p>
<h3>5. Muita informação!</h3>
<p>Juro, o editor não precisa saber que o seu livro é baseado na triste história da sua Tia Conchita, que veio de Costa Rica para tentar a sorte vendendo mariola na porta do Banco Xurumbambos Inc., mas que ela então casou com Rodoaldo, um engenheiro mecânico especializado em tratores e por causa disso se mudou para Pirapora do Bom Jesus e&#8230; Não, ele não precisa saber de tudo isso! Diga “baseado em uma história real”, é suficiente. Mesmo que a sua Tia Conchita tenha sido a pessoa mais importante na sua vida, não foi na vida do editor.</p>
<p>O editor também não precisa saber que você mora em um aprazível sobrado do lado da editora e que pode ir lá sempre que ele precisar de uma fotografia. Envie apenas o seu endereço. <a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/RWRpdG9yZXNfIyNfY2xvdWRfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzIzOTM=-60" class="bbli">Editores<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a>pensam, juro para vocês! Se esta informação for de alguma forma importante, ele vai notar, acredite.</p>
<h3>6. Pouca informação</h3>
<p>Pelo amor de deus também não envie um email apenas com “portfólio link tal”. Apresente-se, diga ao menos o seu nome e o que deseja! Editores costumam ser pessoas inteligentes mas não são videntes!</p>
<h3>7. Use hotmail e afins</h3>
<p>Nada contra o hotmail especificamente, mas infelizmente este é um daqueles endereços que acabou caindo nas mãos dos spammers. E não tem nada nesse mundo que um editor tenha mais nojo que spam. Uma barata morta dentro de um envelope faz mais sucesso que um spam. Se o editor achar, por um segundo que seja, que o seu email é spam, você já era.</p>
<h3>8. Formal demais! Informal demais!</h3>
<p>Você não é amigo íntimo do editor, não o trate como tal. Agora, o editor tampouco é juiz do Supremo. Tratamento informal como “você” não tem problema algum, mas “aí cara, tá ligado?” é um pouco demais. Um bom parâmetro é falar com o editor como você normalmente fala com o gerente do seu banco. Não precisa ter medo do sujeito mas não é de bom tom botar o pé na mesa dele.</p>
<h3>9. Arrogância</h3>
<p>Não, você não é o melhor e muito menos o único fotógrafo / ilustrador / autor do mundo. Sinto muito. E a oportunidade não é imperdível. O seu livro não vai mudar o mundo. A sua ilustração não é a única solução possível para aquele texto. Lamento muitíssimo mas o seu texto não é revolucionário e não trará, sozinho, a paz ao mundo.</p>
<p>O editor muito provavelmente tem muito – mas muito! – mais experiência do que você. Escute o que ele tem a dizer.</p>
<h3>10. Envie algo completamente fora da linha editorial</h3>
<p>Por melhor que seja, de nada adianta você enviar um texto infantil para uma editora que não tem um selo<a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW5mYW50by1qdXZlbmlsXyMjX2Nsb3VkXyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI18yMzkz-68" class="bbli">infanto-juvenil<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a>. Ela vai recusar. Antes de enviar qualquer coisa a um editor, pesquise. Entre no site, veja o catálogo, leia o “quem somos”. Você mesmo vai perceber se vale a pena entrar em contato com aquela editora ou não.</p>
<h3>Dúvidas e sugestões?</h3>
<p>Campo de comentários (se você está no RSS, <a href="http://www.carreirasolo.org">faça-nos uma visita!</a>) ou e-mail!</p>
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