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Arquivo para a categoria 'Livros'

A Busca de John Battelle. Tudo sobre o Google, o oráculo da mídia moderna

Mauro Amaral

Editor Chefe

Acabei de receber um e-mail do Julio, do Digestivo Cultural (ver citação no Subsolo ao lado – isso se você estiver na home, ai ai, microconteúdos me mordam!) sobre a série de artigos sobre o Google que seu interessante site promoveu nas últimas semanas. Lá você vai poder ler quase tudo sobre o grande senhor da mídia off e on. Vale a leitura. Saca só os capítulos

Publicado em 24/03/2006 às 9:43 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Você me auto-ajuda a ganhar um milhão em 5 anos?

Mauro Amaral

Editor Chefe

Os jornais têm publicado notinhas e matérias que denotam certo espanto na quantidade de títulos de auto-ajuda na Bienal do Livro que está acontecendo em São Paulo até o dia 19/03. Tudo bem que tem aí o ranço entre acadêmicos e o resto do mundo que não usa blaser de veludo em pleno verão. Tudo bem que existe alguma razão por trás de tudo, afinal os livros têm textinhos leves e sem grandes mensagens. Tudo bem que vendem que nem água e o cara que te ensina a ganhar um milhão em dez anos fica rico em apenas cinco. Tudo bem, tudo bem.

Mas repare nos temas: deus, amor, família e com um abraço de brinde, um tapinha nas costas e aquele gosto no final de “calma, tudo vai dar certo meu amigo, minha amiga.” É infalível.

Quem está pronto para encarar SOMENTE, por exemplo, Gregor Sampsa virando barata? Raskolnikov enlouquecendo? Ursula vivendo cem anos de solidão em Macondo? Capitu pulando a cerca? (ou não, ou sim, ou não…)

Queremos abraço e não mais braço para lutar contra. Bom, tem gente que prefere encarar de frente, tem sim senhor. Mas aí é papo para outro post.

E confesso, consumo literatura não tão bem classificada em meios intelectualóides. Por exemplo, a Operação Cavalo de Tróia está na minha estante tem anos, e já reli várias vezes os 6 livros. Aliás, o sétimo acabou de chegar e estou levando para casa no final de semana para começar a ler.

Fica a pergunta: e vocês? Compram livros de auto-ajuda? Preparei uma listinha para ajudar a vocês. Dêem uma olhada.

Publicado em 16/03/2006 às 10:43 na categoria Inspiração, Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Mestre Leonardo da Vinci, Travessa e por que não freqüento Megastores.

Mauro Amaral

Editor Chefe

Hora de almoço no centro do Rio: as pessoas correm. Umas porque não querem perder tempo, outras porque já o perderam. Outras porque o sinal da Av. Rio Branco já está piscando…e se eu ficar parado aqui me roubam o celular.

E no meio de toda a gente, vou eu, devagar. O ponto básico são duas livrarias em especial, que procuro alternar meio que semanalmente: a Leonardo Da Vinci e a Livraria da Travessa.

Ao mestre Leonardo com carinho

leodavinci.jpg A primeira dispensa apresentações, mas em todo caso se você ainda não conhece, a livraria Leonardo Da Vinci fica no Subsolo do Ed. Marquês do Herval, ali na Av. Rio Branco, nº 185 (Telefone: 21 2533 2237)

Há 50 anos na ativa, hoje é quase um complexo cultural que, além de quatro salas repletas de lançamentos e raridades até o teto, tem a sua frente um restaurante bacaninha, ao seu lado o Baú do Leonardo (livros usados mais em conta) e mais ao lado o já tradicional sebo Berinjela.

Já foi tema de poema de Drumond[bb], já editou livros só sobre os escritores que por lá passaram e, para você ver como é antiga, o domínio www.leonardodavinci.com.br é deles. Hoje, além do singelo slogan “Livros do mundo desde 1952″, oferece rodas de leitura e encontros mensais. Vale a pena dar uma conferida e se inscrever no site.

Travessa da Travessa.

travessaouvidor.jpg Essa é mais novinha e conheci na época em que trabalhava em Ipanema, onde gostava de seção de quadrinhos da loja da Visconde de Pirajá. Como estou radicado há quase três anos no Centro da Cidade, freqüento a da loja da Livraria da Travessa do Ouvidor, que ainda oferece um restaurante bacana DENTRO da livraria. É pegar seus exemplares preferidos, sentar, pedir uma salada e devorar as páginas e as folhas. Fica ali na Travessa do Ouvidor, 17 – Centro – Rio de Janeiro (Telefone: 21 3231 8015)

Tem um gênero mais modernoso, loja da Papel Craft ao lado e estátua do pixinguinha logo à frente. Poderia dar uma melhorada no site…mas já, já vamos ver isso, pois não?

E o por quê?
Não vou a Megastores por que lá é difícil encontrar o vendedor e quando o encontro ele não sabe dizer qual a melhor obra para começar a ler Borges[bb] ou onde está a antologia do Mário Quintana[bb], se Clarice Linspector[bb] trocou ou não cartas com Fernando Sabino[bb] e se, na seção de religião, eu consigo encontrar aquele exemplar que traz preces de monges heréticos do século I.

Mas é uma questão de opção né…tem gente que prefere roubar o queijo, reunir um monge e um executivo para consertar motocicletas.

Eu prefiro contar para vocês que não há (duas)opção(ões) melhor(es).

Nota de pintor rodapé de página sem papel de parede.
Por indicação do gerente da Livraria da Travessa estou lendo o Aleph. O livro de cartas entre os dois autores citados é esse aqui. Quintana tem sua poesia completa aqui e o livro dos monges…só indo lá na Leonardo Da Vinci: logo ali na segunda salinha, na mesa sobre religião! O que vem para fechar o post e nos contar que, se o mundo de cima é igual ao de baixo, o ditame não pode ser aplicado na batalha (atual? eterna?) entre o real e o virtual.


Publicado em 17/02/2006 às 9:00 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Saramago e Yalom num janeiro off-line.

Mauro Amaral

Editor Chefe

Não é segredo que em janeiro costumo tirar o pé do acelerador. Faço-o por uma boa causa, a saber, família, praia, sonecas à tarde, DVD´s e, claro, muita leitura. E neste capítulo, na verdade vários deles, gostaria de destacar os dois livros que me levaram embalados nestes vinte poucos dias.

acura.jpg[bb]A Cura de Schopenhauer
Comecei com a continuação de “Quando Nietzsche chorou…”, do Yalom. A história se passa dentro de um grupo de terapia onde acompanhamos as idas e vindas do moderador, um famoso psiquiatra que, ao deparar-se com a verdade fundamental que a todos nos leva um dia ou outro, a saber, a derradeira chamada, resolve rever sua carreira e procurar seu maior fracasso profissional, Philip, consumido por um vício dos mais curiosos. Para ler a tarde, sem grandes pretenções. Li em três dias.

saramago_morte.jpg[bb]As intermitências da morte.
E aí passei para o novo do Saramago. Que começa morno e vai num sempre crescendo até um final de irônico e interessante como é de seu feitio. Sou um leitor em dívida com o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1998, li apenas quatro outros livros dele (Evangelho Segundo Jesus Cristo, A Caverna, Conto da Ilha Fantasma, Ensaio sobre o Cerco de Lisboa). Enfim, é para ler em voz alta, saboreando a fluidez de uma pequena obra sem parágrafos ou pontuações, sem travessões e que tão pouco fica atravessado na garganta.

E tem muitos outros, na pilha, esperando. E vocês, o que leram por aí?


Publicado em 25/01/2006 às 11:42 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.