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Google Marketing. Conrado Adolpho Vaz e as primeiras lições sobre como o Google reinventou nossa relação com a informação

Mauro Amaral

Editor Chefe

O Marketing mudou. Os consumidores também. A informação, mais ainda. A este advento, capitaneado pela criação e disseminação da Internet em formato comercial, a Web, Conrado Adolpho Vaz batizou de Google Marketing.

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E, com este pensamento da cabeça, Conrado escreveu o livro de mesmo nome. Google Marketing nos conta como a interrupção é mal vista por usuários que aboliram as fronteiras de espaço, tempo, preço, praça e produto. Conta como hoje o que vale é a permissão. O público é menos alvo e mais flecha, basicamente.

Nos conta também o que ter me mente na hora de otimizar sites e campanhas de links patrocinados. Ou ainda, como num mantra pós-moderno, que a internet é feita de pessoas e que entender o comportamento delas frente às novas tecnologias de interação com as marcas é o cerne do Google Marketing. Morrem os popups, nascem os links patrocinados. Palavras compradas na cabeça dos usuários, intenções de voto numa eleição que elege os mais clicados.

O que o livro não nos conta
Ao ler o livro reconheci várias referências com as quais trabalho por aqui no site e vejo em outros blogs dedicados a estudar comunicação e web: somos convidados a relembrar a constante mudança de Heráclito, as inteligências coletivas de Pierre Levy, e o mundo de átomos e bits de Negroponte. Contudo, senti falta de aprofundamentos, mesmo que rápidos, para algumas delas. Ficava pensando: “poxa Conrado, se o cara não leu pelo menos o Vida Digital ou o Mito da Caverna de Platão, vai boiar aqui.” Ou ainda: “Ta, você falou em mobilidade, mas nem indicou leituras ou abordou o que está sendo desenvolvido na área?”

De repente não era o propósito. De repente não era a hora. De repente as explicações vêm num segundo livro (prometido pelo autor). De repente só eu sou aficcionado por referências.

Mas acho que valeria a pena lembrar que a internet nos leva a qualquer lugar e qualquer pessoa, aliás, a rede é feita delas em toda sua multiculturalidade e variedade de experiências.

E se você é uma dessas pessoas, que quer entender melhor isso que chamamos de planeta terra, saber porque ele já foi inteiramente mapeado pelo Google Maps, o Google Marketing, de Conrado Adolpho Vaz é um bom primeiro passo.

Mas quem é o autor?

foto_conrado_adolpho.gifConrado se intitula um publicitário multimídia. Cursou ITA e Unicamp, por mais de 10 anos ministrou aulas e trabalhou em grandes agências de marketing. Estudou filosofia, matemática, comunicação, sociologia, engenharia, física, química, música e artes plásticas. Ministra palestras em diversos temas que envolvem a Internet. É diretor de Web da Ampro (Associação de Marketing Promocional), diretor da Publiweb Marketing Digital, diretor da WordWeb – empresa especializada em produção de conteúdo para a Internet –, diretor da Demande – empresa especializada em links patrocinados –, e um dos poucos profissionais no Brasil a ser certificado pelo Google com o “Google Advertising Professionals”. Além disso, é um estudioso permanente do ser humano contemporâneo e da sua interação com a tecnologia.


Publicado em 30/01/2007 às 2:25 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Kathleen Mcgowan. O segredo do Anel.

Mauro Amaral

Editor Chefe

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o-segredo-do-anelA literatura Madalenista está em alta, depois de Códigos Davincis (livro e filme), o Evangelho de Judas e programas de televisão que cansaram de abordar estas e outras questões sobre a palestina do século I. Este aí ao lado, O Segredo do Anel, surpreende pela visão mais feminina do tema e, claro, pelas pitadas de suspense sobrenatural.

A autora, Kathleen Mcgowan, nos conta que empregou 20 anos de pesquisa para produzir o livro, viajou quatro continentes em busca da verdade por trás da lenda do evangelho perdido de Maria Madalena. Dentre as inúmeras fontes utilizadas, estão as múltiplas versões dos evangelhos apócrifos, os textos dos fundadores da Igreja, diversos documentos gnósticos, os pergaminhos do Mar Morto, além de toda a tradição oral passada ao longo das gerações na mística região do Languedoc, sul da França.

A vontade de passar a “realidade jornalística” dos fatos, o tom menos dogmático em algumas passagens e a humanização dos personagens me fez lembrar a Operação Cavalo de Tróia, série de livros de mais de 20 anos que conta as peripécias de dois pilotos da força aérea americana a bordo da máquina do tempo que os leva a acompanhar os dias de vida pública de Jesus Cristo. Febre nos anos 80, a série, a julgar pelo que nos diz os integrantes de uma das comunidades que fãs mantêem no Orkut, continuará com a publicação do oitavo volume até março de 2007.

Voltando a moça ruiva e seu anel. Como nos agradecimentos tece elogios a praticamente toda a comunidade esotérica da Europa, é bom ficar de olhos atentos. Minha leitura foi relaxada e tranqüila, no clima de quem não leva tão a sério mais um DVD de Papel, como classifiquei aqui seu primo mais famoso. Até porque, pelo que entendi, os próximos volumes já estão no forno.

Enfim, vale a leitura, desde que descompromissada.

Para complementar

  • O site original da autora
  • Livros que indico sobre o tema
  • capela.jpgCapela Madaglena
    Essa linda construção traduz-se numa das mais notáveis atrações turisticas da região, principalmente aos que apreciam atividades culturais. Com apresentações do excepcional cravista Prof.Roberto di Regina, seu proprietário, a capela lindamente decorada com motivos bizanto-renascencistas, oferece aos seus visitantes após os shows, especial jantar variado com pratos da culinária hindú.
    As visitas deve ser PREVIAMENTE AGENDADAS através do telefone: (21) 2410-7183. Fica na Estr.do Mato Alto, 6024 (Guaratiba)

Publicado em 02/01/2007 às 12:42 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Etiqueta nas Empresas. Leitura fundamental.

Mauro Amaral

Editor Chefe

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livro_etiqueta.jpgA assessoria de imprensa da Novatec fez um contato comigo acerca do lançamento do livro que ilustra este post, um guia de etiqueta empresarial para quem está chegando no mercado ou já está nele há algum tempo tentando encontrar o “modus operandi” ideal para fazer amigos e influenciar pessoas…

Sugeri então que entrássemos em contato com a autora para transpor os ensinamentos que ela prentende passar com sua obra para o mundo dos Profissionais Freelancers. Prontamente recebi as respostas que estão ao final do post.

O livro? Bom, “A Etiqueta que faz a diferença nas empresas” é direcionado a executivos de todas as áreas e jovens que enfrentam o mercado de trabalho.

Ele pretende ensinar os princípios básicos da etiqueta empresarial e defende a tese de que, para se conquistar uma carreira bem-sucedida, é importante saber tratar as pessoas com respeito, consideração e cordialidade, além de ser capaz de portar-se adequadamente em qualquer situação ou ambiente.

Não discordo. Falamos disso aqui, com um enfoque mais aplicado à reuniões de briefing em nosso mais recente capítulo do minicurso (perdoem a auto-ironia, ainda vou voltar a escrevê-lo, fiquem tranqüilos)

Para passar suas dicas, Maria Elisabeth Farina Guirao, narra a história de três executivos de uma empresa familiar de médio porte que estão prestes a fechar uma joint venture com uma empresa inglesa. O principal executivo sabe que não bastam conhecimentos técnicos para atingir este objetivo. Habilidades interpessoais e uma imagem de profissionalismo são fundamentais. Para tanto, ele contrata os serviços de uma consultora de etiqueta, para ensinar-lhes como se comportar perante todas as situações no ambiente corporativo, como reuniões, vestuário, uso do celular, refeições de negócios, eventos sociais e contato com estrangeiros.

Imaginando o lado de nossa comunidade, aquela que tem escritórios de uma pessoa só, é leitura fundamental para, no mínimo, entender como funciona a cabeça de seus clientes.

Vamos ver o que Maria Elisabeth conta pra gente?

Se fizéssemos uma transposição para a realidade do mundo do Profissional Freelancer, onde ele mesmo é uma empresa, diretor e boy simultaneamente, os ensinamentos do livro poderiam ser aplicados?

Sim, para ter uma carreira bem-sucedida, tanto numa empresa individual quanto numa grande empresa é preciso saber tratar as pessoas com respeito, consideração e cordialidade, além de ser capaz de portar-se adequadamente em qualquer situação ou ambiente.

Os ensinamentos do livro podem ser aplicados em comportamentos e atitudes capazes de facilitar os relacionamentos e a manutenção de uma imagem pessoal à altura da situação que se deseja alcançar. Isto que chamamos de etiqueta empresarial.

A etiqueta empresarial tem uma grande contribuição a dar, na medida em que orienta as pessoas a ter uma conduta profissional, respeitosa e cordial.

O limite entre uma boa apresentação pessoal e tornar-se um “cara chato que me manda e-mails toda semana” é tênue. Com o surgimento de tantas ferramentas de comunicação e networking isso fica ainda mais nebuloso?

O correio eletrônico é um recurso que veio para facilitar nossa vida, mas, se usado sem critérios e de modo abusivo, transforma-se num grande transtorno. O telefone celular é outro invento que veio para tornar a vida mais prática, porém transforma-se num símbolo de deselegância quando usado indiscriminadamente, tornando qualquer lugar uma cabine telefônica – e quem está ao lado em ouvinte involuntário de todo tipo de conversa.

É preciso lembrar que a consideração e o respeito ao próximo estão na base da etiqueta. Respeitar o espaço e o tempo das pessoas é fundamental para as relações humanas.

3 – Será que um dia eliminaremos o famoso Q.I na hora da ascensão profissional?

Acredito que cada vez mais as habilidades interpessoais dos executivos alavancam a ascensão de um profissional e não quem o indicou.

Nessa época em que o trabalho em equipe e o respeito pelo espaço dos outros vêm tomando o lugar do individualismo e do autoritarismo, o principal alvo gerador de sucesso: é a qualidade dos relacionamentos.

As empresas dão preferência a profissionais que criam e mantêm uma imagem de profissionalismo compatível com a imagem que as próprias empresas buscam projetar junto a clientes, consumidores, parceiros e opinião pública.

De modo que se dois ou mais candidatos a um emprego tiverem qualidades técnicas semelhantes, certamente será escolhido aquele que se destacar em boas maneiras e habilidades sociais.

Foto_Beth_pq.jpgSobre a autora
Maria Elisabeth Farina Guirao é formada em Comunicações – Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e fez curso livre de extensão de Psicologia no Mackenzie e de Programação Neurolingüística (Practitioner) no Ceydi Internacional. Depois de atuar como assistente administrativa e secretária bilíngüe executiva por 20 anos em empresas de grande porte como Petrobras, Fairchild, IBM e Goodyear, especializou-se em Etiqueta Empresarial, tema do qual é consultora e palestrante em faculdades e empresas. Por meio da Catho Educação Executiva, oferece o curso on-line Etiqueta Empresarial.

Sobre meus leitores
Bom, vivo dizendo para todo mundo que me pergunta que vocês são os melhores leitores que qualquer editor poderia ter. Que tal fazer justiça aos meus elogios desenfreados e dar a opinião de vocês logo aí na caixa de comentários?


Publicado em 06/12/2006 às 12:43 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Olivia Maia – Desumano

Mauro Amaral

Editor Chefe

Como é bom ver amigos e leitores produzindo suas próprias idéias e lançando-as no mundão real. Hoje estamos falando de Olivia Maia. Ela manda convidar a todos os leitores do Carreirasolo para o lançamento de Desumano, seu livro-estréia. Para quem ainda não conhecia Olivia é dona de um texto peculiar e curioso e pode ser lida todos os dias em seu blog, o Forsit, de onde manda avisar: não tem acento.

Detalhes sobre a festança de lançamento na filipeta logo abaixo:


convitedesumano.jpg


Publicado em 28/11/2006 às 3:59 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Bibliotecas da Infância

Mauro Amaral

Editor Chefe




Bibliotecas da Infância

Originally uploaded by MauroAmaral.

Estou pensando em um post sobre as Bibliotecas da Infância de cada um…a meu ver elas determinam a personalidade e atividade profissional de seus usuários.

E vocês, o que acham?

Contribuam com as suas também.


Publicado em 18/10/2006 às 11:32 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Jonathan Safran Foer. Extremamente Alto & Incrivelmente Perto

Mauro Amaral

Editor Chefe

livrosnlidos.jpgExistem livros que estão à minha espera na estante…

…ou até mesmo já passaram por várias estantes sendo arrumados, classificados, limpos, mas nunca lidos. Travo com eles uma batalha de resistência. Eles me olhando e eu respondendo: ainda não é o tempo, aguardem. Chegará o dia. Vejam que já dei o primeiro passo trazendo vocês para casa etc etc etc.

Tenho um aqui que comprei em 1997. Li a introdução, o primeiro capítulo e resolvi parar. De lá para cá, casei, morei em quatro casas diferentes, vi dois filhos nascerem e o livro Deus, uma Biografia encontra-se praticamente intocado, como no primeiro dia da criação.

Posso citar outros: a biografia do Lewis Carrol (o autor passa mais da metade das 640 páginas tentando sustentar a teoria que o escritor inglês não era pedófilo e sim buscava a inocência pagã, idílica, bucólica, primitiva ou seja lá o que for, em fotografar crianças nobres inglesas da maneira como elas vieram ao mundo. Oquuueiiiiiii…..), a coletânea Contos – Os Clássicos, composta de três volumes: Contos Ingleses, Contos Americanos e Contos Russos, dos quais só completei o primeiro que é excelente. E até mesmo o Criatividade e Grupos Criativos, com o qual não consigo manter uma relação linear…corro para capítulos lá na frente, leio pequenos trechos, volto para a introdução…uma hipérbole ou uma homenagem à imensa Linha Curva a qual todos devemos ser devotados…(se não entendeu leia a introdução do livro em sua livraria preferida).

Nada condenável ao meu ver: os livros é que nos escolhem. Somos prateleiras que vão e vem.

foer_capa.jpgPor outro lado, existem livros como o Extremamente Alto & Incrivelmente Perto, do Jonathan Safran Foer…

…que passam com louvor do que chamo de teste das orelhas e primeira página. Como isso acontece? Já citei em outros posts que meu passatempo predileto é dar uma volta pelas livrarias aqui do Rio na hora do almoço, algumas vezes substituindo até mesmo um P.F. sem sal por boa literatura, croassaint e café expresso. Ajuda a refrescar as idéias, conhecer novos autores e, até mesmo, comprar uma ou outra coisinha. Nessas andanças, mês passado, deparei com o segundo livro do Foer (que é autor também do Tudo se ilumina, que já estive para comprar mas desisti, vejam só como são as coisas…). A capa me impressionou, parecia querer dizer alguma coisa. Então resolvi aplicar o teste que falei. Como primeiro passo, abri a orelha esquerda:


Foer_orelha.JPG

Caramba…parece meu filho do meio! Como não querer conhecer melhor Oskar? E foi ele mesmo que me respondeu, com sua peculiar maneira de enxergar o mundo, num primeiro parágrafo encantador (clique para ampliar):



Ri sozinho na livraria por 5 minutos. Pedi mais um café, li todo o primeiro capítulo e fiquei tão atônito que lembrei de pagar a conta da cafeteria só na caixa, quando adquiria o livro para lê-lo em cinco dias de leitura ininterrupta. Cama, ônibus, fila de banco…devorei.

Mas o que faz o Extremamente Alto & Incrivelmente Perto ser tão peculiar?

Primeiro: não se rende à fórmula fácil do 11 de Setembro, como os filmes e livros que temos visto por aí. Oskar é um órfão do “dia mais triste de todos os tempos”. Seu pai desabou com as torres e com ele os arquétipos de um menino que não consegue parar de inventar coisas como camisas de alpiste para que os pássaros façam você voar, auto-falantes conectados aos corações das pessoas para que todos possam ouvir os batimentos uns dos outros, bolsos portáteis, limusines tão grandes que saiam dos úteros das mães diretos para o cemitério, cobrindo assim, sua vida toda. Oskar é um menino que sente demais, que quando triste “fecha o zíper de seu saco de dormim de mim mesmo”, é inventor e manda cartas para grandes personalidades oferecendo-se como assistente…enfim. Ele “herda” apenas uma chave dentro de um envelope marcado com a palavra “Black” e, perambulando seis meses por um Nova York insuspeitamente acolhedora e amigável, dois anos após a morte de seu pai, resolve conhecer todos os cidadãos com este sobrenome. Louco? Não. Lógico.

Segundo: tem tramas paralelas cercadas de soluções formais interessantíssimas. São intervenções fotográficas, rasuras, as mãos do avô – meu personagem preferido em todo o livro e segundo minha leitura o elemento central, aquele que vem resgatar tudo e todos e redimir-se do passado amedrontado de quem igualmente “sente demais”-, o universo da avó, tão devotado a um amor sem palavras, limite ou barreiras, sem super-egos aparentes.

Terceiro: não é piegas. E nos mostra uma infância em que já se sabe de muita coisa. Uma infância que sobrevive ao terror com lições de inocência. Algumas lições que vamos esquecer com o tempo, a medida que crescemos.

Resumindo em três palavras: crescer é desaprender.

Leitura fundamental. Da primeira a última página.

Lins úteis.

Cliques importantes sobre o autor e sua obra:

E sobre os livros citados no post:

Depois me digam se gostaram, ok?




Publicado em 14/10/2006 às 4:07 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Jorge Luis Borges. Referências CarreiraSolo

Mauro Amaral

Editor Chefe

ficcoes_2.jpgAcabei ontem o Ficções de Jorge Luis Borges. É um de seus livros mais famosos, responsável pela divulgação de sua obra e de sua maneira atípica de contar histórias.

O que mais me chamou atenção foi a importância que ele dá a duas “entidades” presentes em todos os contos: o tempo e o labirinto. Algumas vezes figuram quase como sinônimos um do outro, outras de forma literal para nos contar uma verdade maior, mas que cabe na palma de cada mão.

Os exemplos são vários: um deus que se descobre demiurgo, e depois apenas criatura; uma biblioteca onde todos os livros escritos e os não escritos esperam pelo leitor, dispostos em octógonos um sobre os outros; um escritor condenado à morte que recebe o milagre da suspenção do tempo para completar sua obra; um detetive que tenta desvendar crimes abribuídos a um intrincado enigma que na verdade é, ele próprio, sua carta de execução.

Enfim, a leitura de Borges é fundamental para todos aqueles que, como eu, ficam às vezes intrigados com a passagem ou não de um tempo que nos dá muitas voltas, num mundo construído sobre bases frágeis de uma biblioteca onde tudo já foi dito, mas quase nada foi entendido.

Recomendo e assino embaixo.


Publicado em 05/10/2006 às 7:00 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Onde Perdemos Tudo – eBook de Alex Castro já está à venda pela Amazon

Mauro Amaral

Editor Chefe

Há uns meses atrás, numa ligação de 40 minutos, o amigo Alex Castro veio me contar que pretendia criar uma versão eBook de um de seus livros de contos para comercializá-lo pela internet.

A idéia, embora arriscada em termos de realidade brasileira; ou talvez até por isso; era boa. Sugeri então um rápido concurso aqui no CarreiraSolo para selecionarmos um Design que criaria todo o material gráfico do livro. Os detalhes, você pode acompanhar aqui.

ondeperdemos.jpgEspaço concedido, deixei Alex tomar conta do processo de escolha e contato. Eis que recebo um email este final de semana dando por concluído o processo. E olha que o resultado ficou legal, sabia? Parabéns ao criador da capa, o designer Ricardo Couto que vai, merecidamente, ganhar sua comissão por cada download.

Então, sem mais demora, indico os seguintes cliques:

O post do LLL com todos os detalhes

A página do Livro na Amazon


Publicado em 28/09/2006 às 6:00 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Blog Corporativo – Lançamento do Livro em São Paulo

Mauro Amaral

Editor Chefe

Amigos paulistas,

Em entrevista recente descobrimos que o Fábio Cipriani pesquisou, escreveu e lançou o primeiro livro sobre Blogs Corporativos no Brasil. Agora chegou a hora de comprar seu livro e ganhar um autógrafo.

O Fábio espera todo mundo por lá.


convite_blogcorp.jpg


Publicado em 02/06/2006 às 10:03 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Clube de Leituras: coisa fina.

Mauro Amaral

Editor Chefe

Para quem não sabia, que fique sabendo agora, freqüento a blogosfera literária com um interesse meio distanciado mas sincero. Sei que teremos muitos novos escritores revelados a partir de blogs, sei que muitos deles marcarão seu lugar na literatura brasileira e que, sem dúvida, algum movimento há de surgir a partir das mídias digitais.

Digo isso porque sei também que o Idelber Avelar, gente boa toda vida, está iniciando um Clube de Leituras agora dia 08/06, com o livro Duas Vezes em Junho, do Martin Kohan. Vou comprar o meu correndo, no mundo real mesmo, para ler nesta semana que falta (são só 148 páginas). Porque já em meados de julho o Clube continua, com o Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa (o link leva para uma edição simples e justa perfeita para estudo, foco do Clube do Idelber).

Mas o que é um Clube de Leituras?
Muito antes do advento digital eu participava de círculos do livro. Você mandava livros para uma determinada lista de pessoas (não me perguntem como a lista chegou em minhas mãos, estamos falando de 1985…) e recebia livros de outras pessoas (marketing de rede? Sim, mas para o bem da leitura). Depois, em 2005, participei do Clube do LLL interrompido entre um furacão e outro, como todos sabem assim são as corridas de Alex Castro pelo mundo. Enfim, gosto do formato de leitura em grupo. Ponto.

Agora, o Idelber pegou a meada, o fio e o novelo para dar seqüência na brincadeira, criando seu próprio Clube de Leituras. É uma experiência muito bacana quando cada um apresenta sua opinião, opinião de leitor esteja bem dito e, se possível, desprovido de qualquer pretensão. Se você quiser ter uma idéia de como eu encaro a tarefa leia o que falei sobre o Crime e Castigo do Dostoievski e sobre os livros do Kafka.

O grande barato é não tentar ser um escritor, antropólogo, filólogo ou filósofo analisando o texto. Você pode acabar por parecer uma maria-flip ou joão-flip, sabe aquele povinho que gosta de orbitar o mundo literário, tirando uma de “ser-escritor”? Se não sabe, dá uma lida neste artigo do Digestivo Cultural que aborda a questão. Então, voltando, participar de um Clube de Leituras é antes de tudo mostrar com a literatura afeta gente como eu e você que, pelo menos de longe, é supernormal.

Vamos!Vamos! Peguem seu salvo-conduto!
Então leitores (aliás, muito obrigado aos assinantes do nosso Feed: já somos quase 600! Se você não está entre eles, assine agora, é de grátis), convoco a todos para participarem comigo desta viagem rumo à cabeça de Idelber Avelar e seus biscoitos finos. A boa notícia? Estamos distribuindo passagens só de ida, cortesia do humilde editor-designer que vos escreve para o Clube. Escolha seu ticket:

Modelo colorido

Modelo Noir


É só colar no seu blog-site-cafofo-porta-de-armário e publicar nos dias agendados a sua opinião. E aí, curtiu a idéia?


Publicado em 01/06/2006 às 11:00 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.