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PapoSolo com Fabrício Mattos, criador do NitisOffice, espaço de Coworking carioca

Mauro Amaral

Editor Chefe

A NitisOffice é o mais novo espaço de Coworking no Rio de Janeiro. Em funcionamento há apenas dois meses, já colocou suas manguinhas de fora oferecendo cursos e workshops de capacitação para seus “condôminos”. Quem falou com a gente sobre o espaço foi um de seus criadores, o Fabrício Mattos. No PapoSolo (não deixe de conferir outras entrevistas!) ele apresentou o conceito com o qual trabalham e alguma perspectiva para o futuro.

O Coworking já foi apontado como tendência e tem sido alardeado como não só solução logística como conceitual, ou seja, várias pessoas trabalhando juntas e usufruindo positivamente da troca de ideias. Isso acontece na NitisOffice?

Com certeza, a troca de experiências e ideias pode ser considerado a essência do coworking e aqui na NITIS OFFICE não fugimos a regra.

Explique pra gente como funciona a geração de conteúdo proprietário de vocês, cursos etc.

Estamos na fase inicial de operação, pois estamos abertos a menos de 2 meses, mas tentamos manter o espaço com várias atividades, A ideia é fazer com que nosso espaço sempre tenha um curso, palestra, workshop ou qualquer outro evento que agregue conhecimento para nossos coworkers assim como permita a iteração entre pessoas de diferentes áreas.

A que tipo de profissional a NitisOffice se destina? Você já tem muitos perfis variados?

Qualquer um que se encaixe no nosso espaço. A grande maioria são profissionais ligados a área de tecnologia, como desenvolvedores e freelancers,mas temos também pequenas empresas, publicitários, Assessores de imprensa.

E para o futuro, como estão traçados os planos?

Como estamos começando, nossa meta para os próximos meses é trazer novos clientes através de divulgação em sites de grande acesso como o seu, e também através dos nossos parceiros. Esperamos crescer progressivamente, tentando inovar com novos serviços e promoções e mantendo a qualidade no atendimento aos nossos clientes.

Serviço

O NitisOffice fica bem no centro do Rio de Janeiro, em frente ao metrô da Cinelândia, com vista privilegiada para o Pão de Açúcar e Baia da Guanabara. Confira os planos de contratação, ou dê uma passada lá

Endereço:
Praça Mahatma Gandhi n 2
Sala 822 – Cinelândia
Rio de Janeiro – RJ
(21) 3553-8369
(21) 3553-8360
contato@nitisoffice.com.br

Confira a galeria de fotos em nossa Fan Page no Facebook


Publicado em 18/10/2011 às 4:28 na categoria Destaques Novas, Inspiração, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Oficina de Colagem com Maurício Planel no Rio de Janeiro

Carolina Vigna-Marú

Editora

Acompanho o trabalho de Mauricio Planel já tem um certo tempo e sempre gosto muito do que vejo. Quando meu editor, Mauro Amaral, me perguntou se poderia escrever algo a respeito da oficina que Planel fará no Rio, a resposta foi automática.

Primeiro, algumas definições. Colagem, apesar de não ser algo tão antigo quanto têmpera, é uma técnica artística que pode ser traçada no mínimo até as iluminuras e suas folhas de ouro. Claro que se abrirmos a definição para o processo, e não apenas o resultado final, certamente vamos encontrar alguém que diga que a mão decalcada na caverna já era um processo de colagem, mas tenho cá minhas dúvidas sobre isso.

O nome da técnica é bem auto-explicativa. Colagem consiste em unir/colar elementos visuais (texturas, imagens, cores, formas, etc) em uma nova composição, resultando em um novo significado. Em tempos de repensar autoria e criações colaborativas, nada mais contemporâneo.

Os exemplos são muitos, mas só para citar alguns dos artistas que usaram colagem, lembro de Matisse, Picasso, Georges Braque, Duchamp e Man Ray.

Os trabalhos de colagem de Matisse, por exemplo, são tão ou mais conhecidos que suas pinturas e esculturas. E, no caso dele, é um trabalho amadurecido.

“Minha educação consistiu em perceber os vários meios de expressão da cor e do desenho. Minha formação clássica naturalmente me levou a estudar os mestres, a assimilá-los o máximo possível considerando o volume, o arabesco, os contrastes, a harmonia, e a apresentar minhas reflexões em meu trabalho a partir da natureza, até o dia em que me dei conta de que devia esquecer a técnica dos mestres, ou melhor, compreendê-la de uma maneira particular. Não é essa a regra de todo artista de formação clássica?” (MATISSE in FOURCADE, 2007: 177)

A colagem, antes de ser técnica, é pensamento. É necessário um crivo similar ao de um curador para que a seleção dos elementos esteja condizente com o discurso, com aquilo que o artista quer dizer. O discurso do artista é o que o define.

“É preciso que haja uma necessidade, tanto em filosofia quanto nas outras áreas, do contrário não há nada. Um criador não é um ser que trabalha pelo prazer. Um criador só faz aquilo de que tem absoluta necessidade. Essa necessidade — que é uma coisa bastante complexa, caso ela exista — faz com que um filósofo (aqui pelo menos eu sei do que ele se ocupa) se proponha a inventar, a criar conceitos, e não a ocupar-se em refletir, mesmo sobre o cinema. Eu digo que faço filosofia, ou seja, que tento inventar conceitos.” (DELEUZE, 1999)

E, claro, já que estamos nas definições, não posso esquecer de oficina. Oficinas são uma orientação didática prática. Ou seja, é “mão na massa”, você aprende fazendo.

A oficina de Planel será de apenas um dia, 23 de julho, das 13 às 19h, no Rio de Janeiro, para você sair de lá com aquele gostinho de quero mais na boca.

Aproveitei a simpatia de Planel para uma rápida entrevista.

Mauricio, você pode contar para os leitores do Carreira Solo como foi a sua aproximação com a colagem? Como essa técnica começou na sua vida?

Morava em Petrópolis perto do Rio de Janeiro, trabalhava em um jornal local na parte gráfica e aquele universo todo me chamava muito a atenção. Paralelamente fazia os meus freelas para gráficas e confecções. Estudando em um atelier, surgiu um livro sobre os movimentos artísticos e dentre eles a colagem, no mesmo instante foi uma identificação total. Depois disso fiquei mais atento e integrei essa técnica no meu trabalho de ilustração.

Quais são as suas referências? Que artistas você gosta, acompanha? O que gosta de ler, ouvir, etc?

Os artistas clássicos que você citou acima são fundamentais para toda a pessoa que trabalha com artes visuais. Hoje em dia temos facilidade de conhecer muita gente boa através da internet. Dos artistas que trabalham com colagem hoje me dia aqui no Brasil acompanho sempre o trabalho de Daniel Bueno, Miran, Tide Hellmeister e Eduardo Recife. Mestres nas artes visuais.

Trabalhando com ilustração, além de praticar todos os dias, você tem que estar sempre em dia no que acontece no mundo, ter uma cultura geral ampla. Livros, revistas, blogs são parte do cotidiano, com certeza a leitura aguça a criatividade.

Mauricio, como vai ser a sua oficina? Quantas pessoas no máximo, o que precisa levar, quanto custa? Passa pra gente alguns detalhes práticos, por favor.

Já realizei esta oficina anteriormente e o resultado foi positivo. Nesta versão serão apenas 5 alunos, para uma atenção redobrada. O projeto que vai ser criado é uma capa de LP, daquelas antigas onde tantos artistas gráficos criaram obras geniais. O aluno leva apenas a vontade de aprender, todo o material é fornecido.

Você pode deixar algumas dicas para quem quer fazer colagem mas infelizmente não poderá ir à sua oficina?

Para começar: adquirir revistas e livros antigos e cortar, pensar e colar, pesquisar bastante e iniciar sem medo. Não existe um resultado certo ou errado, existe o seu resultado. Praticar sempre, visitar sites de artistas da colagem e deixar a criatividade rolar!

Obrigada!

Serviço visual!

 

 

Referências bibliográficas
DELEUZE, Gilles. O ato de criação: palestra de 1987. Folha de São Paulo. Ilustrada. 27 JUN 1999.
FOURCADE, Dominique (org). 2007. Henri Matisse: Escritos e reflexões sobre arte. Trad. Denise Bottmann. São Paulo : Cosac & Naify. 400p.


Publicado em 12/07/2011 às 9:43 na categoria Destaques Novas, Novas, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Entrevista: Crowdfunding para ir ao Youpix!

Mauro Amaral

Editor Chefe



Ah, projetos. Temos vários, todos nós. Outro dia mesmo em meu site pessoal, iniciei uma série chamada “Sinopses Improváveis”, onde registro ideias para podcasts, videocasts e webséries que têm em comum, pelo menos, um grande ponto: a inviabilidade financeira de acontecerem.

No entanto, Amanda Karoline, pretende dar um passo a mais e realizar um projeto destes que nascem em nossa cabeça a toda hora. Com a ajuda do site catarse.me, que faz crowdfunding para ideias bacanas, ela se propõe a criar um Diário de Viagem Ilustrado. Em suas próprias palavras:

Sou a Amanda Karoline, tenho 19 anos, faço faculdade de Design e Produção Cultural. Moro longe, Natal/RN. Nunca viajei sozinha, e nunca visitei São Paulo, cidade que é um dos meus maiores sonhos. Imagina ler o diário de uma garota que viaja pela sua primeira vez, para o lugar que ela sempre sonhou? Experiência única! E você pode acompanhar tudo, página à página, traço à traço. Eu só preciso da sua ajuda para estar lá, documentar tudo e trazer a todos vocês as primeiras páginas do Diário.

Em resumo: você entra aqui neste link, faz uma pequena doação e ajuda a menina a levantar as 2.000 estalecas que precisa para ir a São Paulo participar do YouPix, o evento descolado da mora em que todo mundo quer ir.

Interessante, não? Por isso bati um papo rápido com ela por e-mail, o que deu origem a esta entrevista logo abaixo:

Como surgiu a ideia do Diário de Bordo Ilustrado?

Depois de cerca de um mês procurando um jeito para contornar a falta de dinheiro e finalmente realizar um dos meus maiores sonhos, que é visitar São Paulo, eu procurei a produção YouPix e perguntei se eles topavam me ajudar a fazer um projeto maluco pra financiar minha viagem.

Eles toparam na hora. Foi aí que eu procurei o pessoal do Catarse.me, e depois de muitas conversas com o Luis Otávio, o fundador
e dono Catarse, a ideia do projeto acabou surgindo.

Você ilustra desde quando? Como desenvolveu suas técnicas

Eu ilustro desde pequena. Sempre gostei muito de desenhar. Tenho uma pasta enorme com desenhos bem antigos mesmo. Depois que decidi que era isso que queria fazer pro resto da minha vida, comecei a estudar e aprimorar minhas técnicas. Essa coisa de ilustração digital é recente.

Há pouco tempo atrás eu desenhava apenas com o mouse. Meus primeiros desenhos digitais foram feitos dessa forma, mouse + software, o Adobe Illustrator. Um tempo depois eu ganhei uma Tablet, e isso facilitou MUITO meus desenhos. A técnica mudou, mas o estilo continua o mesmo.

Este é só um primeiro projeto? Podemos esperar outros?

Claro que podem esperar muitos outros! Sou do tipo de pessoa que tem uma ideia, e qessa ideia é ponto de partida para muitas outras. O projeto Diário é um projeto grande, tenho vários planos para continuar esse projeto por um bom tempo, e fazer outros ligados à ele. Mas é um degrau de cada vez, né? Ideias não faltam.

É isso aí Amanda, sempre em frente e acreditando em seu potencial. Para quem chegou até aqui, um brinde: o vídeo de divulgação da campanha:


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Publicado em 12/04/2011 às 4:06 na categoria Novas, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Blog especializado em Games é nova fonte confiável para interessados no assunto.

Mauro Amaral

Editor Chefe

Pedro Giglio é um dos caras que primeiro vi unir duas palavras tão na moda hoje em dia: conteúdo e relevância. Quando o conheci ele era um programador que já se destacava dos demais por seu conhecimento realmente vasto sobre a melhor cachaça de todas: a música. Sempre sabia tudo sobre a banda mais obscura que você levava ao seu conhecimento. Isso em 2001, na produtora-mãe do mercado web brasileiro-carioca, a 2PG; que era mais ou menos como a Sociedade do Anel e a Torre de Saruman no mesmo lugar, coisa de doido!

O tempo passou e sempre mantivemos contato, através da turma do FinalBoss, veículo para o qual ele produz conteúdo esporadicamente. Hoje, o papo é sobre o que não é esporádico em sua vida profissional. Mergulhado e respirando debaixo d´água no veloz mundo das resenhas do mercado de games, Pedro lança agora seu próprio veículo, o blog Jigu.com.br.

Bati um papo rápido, no melhor estilo GTalk, Celular, e-mail onde ele nos contou a quantas andará sua nova empreitada.

O que motivou a lançar seu próprio blog sobre o tema?

Vários fatores me levaram nesta direção. Não é muito corriqueiro vermos sites de videogame no Brasil publicando artigos mais opinativos. Normalmente a abordagem é mais no formato de notícia, e o ponto no qual este mais se aproxima de algo mais pessoal – mesmo que sob a égide do site em si, no caso de portais que não atribuem tais materiais ao nome de quem o escreveu – são as análises dos games que saem. Por conta disto, decidi abrir meu próprio blog.

O foco não é competir com aqueles que trazem notícias diárias; afinal de contas, sou eu fazendo sozinho o negócio todo. Com meus artigos, tento mostrar um ponto de vista mais pessoal sobre certos aspectos da cultura e indústria gamer.

E por falar nisso, quais serão os temas?

Bem, é a cultura gamer como um todo. Curiosidades, tendências, aspectos da indústria e da imprensa, e vez por outra alguns artigos mais leves e divertidos, que ninguém é de ferro. E quero deixar bem claro a todos os visitantes que eles também têm sua voz e devem usá-la.

Um exemplo que me deixou particularmente feliz foi quanto a um artigo que publiquei recentemente questionando o valor do agregador de notas Metacritic e sua mão nada invisível na indústria… colegas de trabalho e amigos vieram comentar, uns concordando e outros discordando, e o alto nível da discussão se manteve.

Pode ter certeza de uma coisa: os visitantes lá do blog devem se sentir mais do que à vontade para comentarem por lá, prolongando uma discussão saudável e mais interessante. Isto é… guerrinhas de sistemas, fabricantes e desenvolvedoras não têm vez. Para isto, existem trocentos fóruns de videogame. Nada contra estes, né? Cada um na sua.

Como anda o mercado de produção de games no Brasil? Ainda refém de agências de propaganda?

Ah, ainda tem muito advergame por aí, mas vou te dizer que até que não é tão refém assim. Com a facilidade do desenvolvimento de jogos para celulares, tem muito estúdio por aqui criando programinhas e aplicativos para os telefones. Claro, isto inclui o iPhone e o iPod Touch, já que a AppStore oferece possibilidades ótimas para os desenvolvedores… sejam estes estúdios grandes ou mesmo programadores em seus lares.

Outras iniciativas bacanas que prometem mostrar uma maior variedade nos estilos de jogo produzidos no Brasil são a abertura de novos estúdios (a Ubisoft abriu divisões em São Paulo e Porto Alegre, por exemplo) e o iniciativas como a PlayStation.edu, que estreita laços com universidades e as concede kits de desenvolvimento com uma série de vantagens.

O que podemos esperar de tendência para os próximos seis meses?

Na verdade, eu vejo os próximos seis meses como um período de possível prévia mais concreta do que a Microsoft e a Sony têm em mente com seus novos controles para o Xbox 360 e PlayStation 3. Seguindo o que o Wii traz de fábrica com o Remote, as duas companhias mostraram em 2009 duas novas interfaces – de codinomes “Project Natal” e “Gem / Sphere /Wand” – que prometem trazer novidades no controle de movimento…ambas usando câmeras com tecnologias distintas, e no caso do controle da Sony um bastão a ser usado em conjunto com a câmera PlayStation Eye.

Estou curioso para ver o que será revelado disto, já que vários fatores entram em questão quanto à receptividade do consumidor com isto, como o preço total. Correndo por fora, o Wii tem o tal Vitality Sensor, que fará leituras biométricas do usuário (reconhecendo batimentos cardíacos, por exemplo) e o usará em jogos de alguma forma a ser mostrada. É aquilo… esta geração vai ser longa, aí resta aos fabricantes manterem o interesse dos atuais clientes e atrair os novos.

Chamada Geral do Editor

É isso aí turma. Quem quiser saber tudo sobre os melhores títulos, tendências e bastidores do mercado gamer já tem endereço certo: www.jigu.com.br. Eu já assinei!


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Publicado em 19/01/2010 às 12:54 na categoria Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Rainer Petter fala sobre início de carreira internacional como ilustrador Freelancer

Mauro Amaral

Editor Chefe

rainerSeu nome é Rainer Petter, tem 20 anos e mora um Uberlândia – MG. Estáse formando em Artes Visuais pela UFU ( Universidade federal e Uberlandia) e é ilustrador e Colorista freelancer.

Ouvindo os episódios do FalaFreela, sentiu-se à vontade para nos encaminhar algumas dúvidas, coisa que encorajamos a todos fazerem. Qual não foi a surpresa do time de podcasters ao ler o que afligia o Rainer. Ficamos meio sem entender como alguém, tão em início de carreira e com um potencial tremendo, teria dúvida em trabalhar só para a turma de outros países.

Explicando: Rainer produziu alguns trabalhos para editoras internacionais e hoje vive a dúvida de continuar a investir na carreira internacional ou descobrir o mercado interno. Conselho? Trabalhe pra fora, é óbvio.

Mas, numa de compartilhar com a nossa comunidade de leitores aqui no CarreiraSolo, chamei-o para uma rápida entrevista, entre um rascunho e outro, para falarmos sobre essas e outras questões.

rainer

Como começou seu trabalho com ilustração? Quando percebeu que isso poderia ser uma carreira?

Bem, sempre gostei de desenhar e escolhi fazer a faculdade de Artes Visuais. Lá dentro passei a procurar formas de ganhar dinheiro com isso e procurei então na internet formas de divulgar e melhorar minhas ilustrações. Logo no início (final de 2005) encontrei o fórum Central de Quadrinhos e lá vi muita gente na minha situação, eis que então neste fórum fui melhorando a partir das criticas do povo que postavam lá, isso me ajudou muito mesmo.

Chegou ao ponto que decidi procurar trabalho com ilustração, desde de cara me recomendaram as agências de quadrinhos e fóruns que tem esses “classificados” onde procuram ilustradores freelancer. Entrei em uma agência que trabalha para o mercado americano como colorista de quadrinhos, e vi que no começo é raro aparecer algo pra fazer. Demorou muito pra colorir a primeira revista. Desde então, tudo que faço vem destes fóruns com “classificados” e da agência de quadrinhos.

Qual a principal dificuldade nesse início?

Creio que a dificuldade maior, pelo menos no meu caso foi pegar o primeiro trabalho, tendo já algo publicado penso que facilita um pouco, lógico que tendo um trabalho bom, mesmo sem ter nada publicado, pode-se conseguir esse primeiro trabalho com mais facilidade. E é aí que vem o problema dos fóruns que é o fato de raramente se ver criticas negativas, que são as que ajudam de fato. Afinal, se tivesse apenas críticas positivas não procuraria melhorar.

Na internet é fácil divulgar seu trabalho e tendo um trabalho bom não é difícil pegar um trabalho pequeno, então a dificuldade maior, pelo menos no meu caso, é melhorar o trabalho diante tantas criticas positivas.

Você já trabalhou para editoras internacionais, o que é sempre o “sonho de consumo” de todos. Por que tenta, também o mercado nacional?

Todos esses fóruns com “classificados” que participo são de fora, nenhum do Brasil, então tudo que aparece pra mim é dos Estados Unidos e da Europa, o que não é necessariamente bom porque as editoras que procuram esses fóruns são editoras pequenas e pagam pouco, isso também acontece com os quadrinhos que pego pra colorir, tanto como freelancer quanto pela agencia, são todas editoras pequenas e os trabalhos são únicos, é aquilo e pronto, não tem algo depois. Então estou acabando algo e já vou rapidamente procurando pelos fóruns por mais Jobs.

Esta insegurança me preocupa, tem pouco mais de um ano que peguei o primeiro job e fiquei um bom tempo sem nada pra fazer, isso me assustou muito.

Agora estou trabalhando, mas não sei como estarei daqui a três meses, penso então que o mercado brasileiro talvez me traga mais segurança.

Porém, diante tudo isso não sei onde procurar, tudo que fiz até então foi acessar esses fóruns e divulgar meu trabalho pra quem está procurando um ilustrador ou colorista de HQ. O que quero de fato, é ser freelancer e ter a consciência mais tranquila a respeito de “O que farei semana que vem, terei trabalho?” Não sei se isso é possivel ter a consciância tranquila quanto a isso :) Mas tenho perdido noites de sono me imaginando como estarei daqui há cinco ou 10 anos. Penso que seja uma preocupação comum de freelancer iniciante.

Nota final: A julgar pelo portfólio, firmeza e garra de Rainer, acho que bem longe, né? E vocês, o que acham?


Publicado em 06/08/2009 às 10:30 na categoria Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Treinar o olhar para as referências. Essas e outras dicas em entrevista com Fernando Torquatto

Eduardo Rocha

Designer

fernandotorquattoTive a oportunidade de trabalhar durante pouco mais de um ano no estúdio do Fernando Torquatto e toda vez que eu penso a respeito de “multitalento”, ele me vem sempre à mente.

Torquatto é um cara autodidata que começou fotografando e por querer uma maquiagem específica se aventurou na área. Sabendo desenhar e com uma intuição excepcional para uso de cores e texturas, acabou evoluindo até o ponto de ser referência indispensável dentro do mercado de moda, entre as marcas e estilistas de alto nível.

Sem esquecer a sua primeira paixão, casou todas a seus talentos em prol da fotografia e nessa dinâmica acabou descobrindo outros talentos e indo para outras mídias como TV, publicidade e revistas, atuando, por exemplo, como desenvolvedor conceitual de personagens, para novelas e projetos especiais, descoberta de talentos, palestras e consultorias diversas, sobre moda, imagem, tendências e tantos outros assuntos, sempre ligado a moda. Foi ainda jurado de TV e é presença constante nas páginas da revista Quem e no site EGO

Sempre me admirou muito o grau do seu talento múltiplo. Fotografia, maquiagem, produção de moda, conceituação de personagens, etc e, ainda também, a sua capacidade de catalogar e usar inteligentemente suas referências profissionais. Por e-mail, fizemos essa rápida entrevista exclusiva aqui para o Carreirasolo.org

Fernando, sempre trabalhou solo ou já foi empregado?

Sou basicamente um autodidata e desenvolvi minha carreira com uma proposta autoral, que hoje é encomendada especificamente por alguns clientes que se referenciam no meu estilo para desenvolver campanhas (Sara Jóias, Portinari Cerâmicas, etc) ou querem o meu olhar para um determinado tipo de solução diferenciada, aonde normalmente beleza e estilo são o foco.

Tenho trabalhado ainda com uma estrutura bem pequena e é assim que gosto de trabalhar, com a maior simplicidade possível e com muito charme.

Atuo como profissional liberal, pois gosto de trabalhar da minha forma, mas colaboro com grandes empresas (Tv Globo, O boticário, etc).

Dentre seus talentos, existe algum que você considera como sendo o alicerce dos outros ou todos tem igual importância?

Definitivamente a capacidade de desenvolver e acreditar no seu olhar! Às vezes, nessa busca interminavel por referências durante a vida de um artista, não é incomum enriquercer-se, mas se perder nas idéias. É necessário um trabalho inverso (interno) para decodificar o que é realmente relevante e o que vai ficar na sua cabeça daquelas informações para uma efetiva construção de uma estética autoral.

As referências, acredito , devem ser mais assimiladas nas suas experiências do dia a dia, do que por uma obrigação. Quem gosta de arte, vive arte e isso será suficiente.

Quando é proposto um trabalho específico, aí sim objetivamente, associo minhas referencias “já maturadas”, com algum material de pesquisa …daí, acho, vem o novo.

Já ouvi de outros fotógrafos e também tenho essa impressão, de que você sempre consegue “aquele” ângulo, composição ou clima na foto que dificilmente outro fotógrafo conseguiria. Seria a soma dos talentos a responsável? Você saberia explicar como consegue? Existe uma forte componente de carisma também? Como você o utiliza?

Acredito que começei a ter resultados cada vez melhores através da real capacidade de observação. Muito mais, da situação como um todo, do que específicamente apenas do ângulo da foto.

Eu acho que, um bom profissional percebe antes os limites gerais: modelo, ambiente, tempo, luz e principalmente o clima que está se estabelecendo no trabalho. Isso sim faz toda diferença, aliando a competência e a sensiblidade no que você faz.

Quando fui trabalhar com você eu fazia uma idéia muito rasa do papel da maquiagem, tanto na foto quanto na vida de modo geral. Vendo o seu trabalho, novamente, ficou uma impressão bastante forte à respeito da importância suprema da maquiagem, como alicerce da fotografia de moda, como expressão artística e como símbolo cultural. Hoje eu vejo a maquiagem como uma disciplina artística de suprema importância. Você se vê como um artista? Como você percebe o impacto do seu trabalho tanto sobre clientes quanto sobre o público em geral?

A maquiagem conta uma estória, de verdade, assim como a moda. Se você manuseia fotos mais antigas, voce irá perceber e geralmente localizar uma época, o que não faz a foto parecer antiga se nela estiver impressa a comteporaneidade da época. Fotos boas nunca ficam antigas, se tornam clássicas, contam estórias.

Eu mesmo começei a contar minha estória de fotógrafo com a maquiagem.

Tive a chance de ver fotos maravilhosas, onde tudo fluia de forma incrível entre maquiagem, produção, modelo e etc. O que você faz quando NÃO dá certo, quando a banda tá tocando desafinada? Qual a carta na manga que você esconde e usa nesses momentos para colocar o carro de volta nos trilhos? Ser multitalentoso provavelmente ajuda…

O não dar certo, de um modo geral, se relaciona com uma harmonia que não está acontecendo, entre idéias (quando trabalho em equipe), ou com algum tipo de desarmonia interna do fotografado. Ou seja, o único que não pode estar em desarmonia, somos nós fotógrafos, afinal somos maestros e devemos ser capazes de contornar seja o que for.

Carta na manga? É, sem dúvida, uma questão de percepção e avaliação e isso vem com a experiência. Percebo o que não está rolando e tento harmonizar os aspectos todos para essa desarmonia seja compensada, se alinhe de alguma forma. No mais é torcer pra dar certo!

Em termos de conceitualização de personagens, que é um trabalho que você desenvolve com fluência já há algum tempo e com bastante êxito, qual a medida do sucesso, o público ligando direto pra emissora para saber o que determinada personagem usa como corte de cabelo, veste e etc, ou a felicidade de atores e atrizes vendo-se belos e com suas personagens em evidência?

No caso de televisão, o público é fundamental, porque voce sabe que atingiu o alvo. São milhões de pessoas que vão se sensibilizar, ou não. O mais louco é que, ás vezes, o importante não é apenas agradar, mas em alguns casos, criar um ruído e fazer o público pensar.

É uma ação que exige muito planejamento e intuição pois este ruído precisa ser bem pensado, de outra forma, não há como dar certo se acabar desagradando a audiência. Esse é um cuidado fundamental frente aos imensos interesses comerciais em jogo.

Com o ator é diferente. O encontro deve ser irrestrito mesmo, porque independentemente que, pessoalmente ele venha a gostar, ou não, da proposta, é necesssário que ele acredite e vista literalmente a idéia que lhe proponho. Quando esta crença e esta confiança acontecem, geralmente nascem momentos especiais.

Qual é o seu processo de uso das referências, qual a importância delas e o quanto isso te ajuda perante seus clientes?

As referências são fundamentais para contextualizar, situar, embasar e apresentar uma proposta, mas, é fundamental que o cliente seja sua maior e principal referência, afinal, ele é o seu material profissional e humano e, no fim das contas, é quem tem de brilhar. É fundamental, também, que exista a percepção sólida de que as referencias estão á serviço do trabalho e não ao contrário.

Pra fechar: outra importante habilidade que você tem é a de garimpar novos talentos e ajudá-los a alavancar suas carreiras. O quão isto é importante pra você?

Um novo talento para mim significa perceber, mais ainda, trocar energia, renovar o meu próprio olhar e redescobrir o novo, é um ato de respirar contemporaneidade. Um pouco de bom moço, um pouco de vampiro! (risos)

Quer mais?

Então confira alguns trabalhos de Fernando Torquatto clicando nas imagens abaixo








Publicado em 07/03/2009 às 8:03 na categoria Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Paposolo com Renato Alarcão: sketchbooks como um olhar para o mundo.

Eduardo Rocha

Designer

Após anos de inatividade decidi que era hora de voltar a desenhar. Eu tinha montes de materiais de desenho, colecionados com o maior carinho, e nada de usá-los. Resolvi que já era mais do que o momento de colocar a mão na massa, mas como?

Do tempo parado ficou um baita bloqueio, perda do traquejo e insegurança. Como sair desta ratoeira? Foi então que, procurando adquirir um bom sketchbook (livro de esboços) eu acabei conhecendo o ilustrador Renato Alarcão (foto) e soube do seu curso, o Diário Gráfico. Salvou a minha vida.

Hoje, não saio de casa sem meu caderno e retomei meu ritmo de desenho, e o melhor, um bom bocado de alegria e prazer e por tabela ainda ajuda bastante na rotina profissional.

Acabei fazendo outros cursos, lá no Marimbondo, o estúdio/escola que ele divide com o calígrafo Cláudio Gil e também com a Rosa Guimarães, sua esposa e sócia na Zoopress, selo que desenvolveram para a produção de sketchbooks e outros trabalhos que envolvem encadernações artesanais e altamente sofisticadas. AO longo desta entrevista você confere alguns dos seus trabalhos. Com a palavra, o Mestre.

A quanto tempo você está no mercado?

Desde 1995, ano em que me formei em Design Gráfico pela UFRJ.

Sempre teve carreira solo?

Posso dizer que sim, apesar de ter tido um único emprego de carteira assinada, que, felizmente durou apenas 3 meses.

Qual o benefício que o sketchbook trouxe para o seu trabalho?

Os sketchbooks tem sido o local onde educo o meu olhar, coleciono o que me interessa visualmente, e, principlamente, funcionam como suporte para experimentações que, muitas vezes, não encontram uso específico na vida profissional. É como um “laboratório de teste” criativo.

O que te levou a ministrar o Diário Gráfico?

Este curso começou quando eu ainda morava nos EUA e, em parceria com algumas ONGs e o YMCA, montamos um programa de artes para crianças. Os participantes aprendiam desde a fazer o papel reclicado, que depois eram encadernados sob forma de um livro (que chamávamos de  “Visual Memoirs”), e, finalmente as crianças traziam de casa suas “memórias” afetivas para serem colecionadas sequencialmente. Os cadernos que elas produziam eram riquíssimos do ponto de vista plástico, e incluiam colagens, pinturas, desenhos, fotografias…Você sabe, qualquer criança com materiais artísticos por perto se esbalda…

As estratégias criativas deste programa geraram resultados tão interessantes que depois as apliquei em um trabalho com um grupo um pouco mais crescido, desta vez jovens na faixa dos 16 aos 18 anos, que haviam tido probelmas com a lei e que, para não passar um tempo na cadeia foram conduzidos a um trabalho comunitário que envolvia a criação de arte pública (fizemos 13 murais juntos). Os resultados com este grupo me animaram a pesquisar o assunto mais a fundo. Encontrei muitos livros interessantes em bibliotecas. Com o tempo, a prática de trabalho com diferentes faixas etárias e experiências de vida, me permitiu aprimorar o programa para o atual formato.

Conseguiria largar o magistério gráfico?

De forma alguma. Ao longo da minha vida de estudante tive grandes mestres, todos artistas excepcionais. Isso me fez entender que o ditado “Quem sabe faz, quem não sabe ensina” é uma frase que só pode ter saído da cabeça de um imbecil. Compartilhar o conhecimento é um gesto de generosidade, e é também sobretudo uma oportunidade para aprender ensinando e, mais ainda,  tomar contato com diferentes formas de ver e pensar. Dar aulas é um dos tripés da minha vida profissional. Faço por paixão mesmo.

Digo sempre e reafirmo, o curso salvou a minha vida. Você consegue perceber o tanto de felicidade que o curso produz nos alunos?

Rapaz, vão achar que estou te pagando mensalão pra escrever isso, hahaha!

Tenho tido muitas alegrias no Diário Gráfico, principalmente em saber que, para muitas pessoas as estratégias criativas com as quais tomaram contato no curso acabaram fazendo delas pessoas mais livres, menos preocupadas com o resultado, e mais interessadas em curtir o processo. É um conceito muito bem amarrado naquela frase do Dan Eldon, “A jornada é o próprio destino”.

É importante deixar claro que que nem todos entendem completamente o que propomos no curso. Tive um aluno certa vez (ele era instrutor de Corel Draw num Senac desses), que entrou sem entender e saiu mais perdido ainda. Ele nunca havia segurado em um pincel, e a falta de controle sobre os resultados o paralisaram, segundo me disse.  Uma menina certa vez perguntou em aula o que fazer com aquelas colagens, “aquelas viagens” (aspas dela…)_, como ela conseguiria aplicar aquilo num projeto para um cliente. Eu simplesmente respondi: “isto não é para o seu cliente, é para você.

É necessário saber desenhar ou ser ilustrador para fazer o curso?

Não há nenhum pré-requisito para fazer o curso. Já tive alunos que eram atores, jornalistas, fotógrafos e atualmente tenho uma aluna que é bióloga eque  está fazendo trabalhos muito bonitos.

Como um Diário Gráfico pode ajudar no dia-a-dia de um profissional de criação?

Primeiramente é importante frisar que não basta ter um caderno. É importante que isto se torne uma prática descompromissada, constante e sem preocupação com o resultado. É justamente quando o hábito se enraiza, que a pessoa se torna mais curiosa, mais criativa e “last but not least” passa a conhecer melhor aquilo que atrai seu olhar.

Obviamente conheço muita gente que passou pelo curso e que usa seus cadernos como matriz de idéias mesmo, escaneando dali elementos gráficos, texturas, ou então encontrando naquelas páginas a centelha que vai dar origem a algo mais específico para as necessidades de um projeto.
Sei também  que pelo menos 3 ex-alunos meus fizeram seu TCC sobre cadernos e sketchbooks

A lista ligada ao curso é muito bacana, o que você poderia dizer sobre o perfil dos assinantes e qual o maior benefício usufruido por eles?

Fazem parte da lista todos aqueles que participaram dos cursos realizados no Estúdio Marimbondo (no Rio) e nas oficinas itinerantes (chamadas de Diário Gráfico “Crash”) realizadas em São Paulo, Porto Alegre, Passo Fundo,  Recife, Fortaleza, Manaus e Brasília. Temos também convidados escolhidos pela qualidade de seus portfolios e pelo “notório saber”.

A lista do Diário Gráfico foi fundada em Agosto de 2004, e nestes 4 anos, tem sido o local onde fazemos intercâmbio de idéias, a discussão de processos de trabalho e compartilhamos aprendizados que enriquecem a experiência de todos.  Importante mencionar também a ampliação da rede de contatos profissionais, já que temos constantemente ofertas interessantes de empregos, estágios e frilas.

Por tratarmos de assuntos bem específicos nas artes visuais, e pelo nível intelectual dos seus colaboradores mais habituais, a lista do Diário Gráfico tem recebido elogios e a todo momento recebe novos pedidos de adesão.

Uma palavra de mestre para quem está ingressando ou deseja ingressar na Carreirasolo de ilustrador:

Desenhe muito e leia mais ainda. Vá no site www.guiadoIlustrador.com.br, criado pelo colega Ricardo Antunes (membro da lista do D.G.) e baixe o PDF. As instruções ali valem por uma aula sobre a profissão. E, claro, visite o site da SIB, sociedade dos Ilustradores do Brasil (www.sib.org.br)

Eu fiz os dois módulos do curso Diário Gráfico e outros cursos no Estúdio Marimbondo, eu recomendo muito e, além do conteúdo maravilhoso e da permissão para assinar a ótima lista, puder fazer amizades extraordinárias.

Fico feliz que você tenha curtido os cursos. Você tem sido um participante bastante assíduo da lista do Diário Gráfico e suas considerações têm sido sempre muito relevantes. Eu agradeço por isso.

Renato, não há de quê, e, em verdade, a gratidão é minha. Muito obrigado!

Para saber mais


Publicado em 31/10/2008 às 2:53 na categoria Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Billy Umbella fala sobre o futuro do podcast no Brasil e sobre a ABpod

Mauro Amaral

Editor Chefe

Billy Umbella, ou Maestro Billy dependendo de onde você o conheça, é um destes caras que toma para si a divisa do pioneirismo. E vai mais além: pega a divisa e cola no ombro de quem estiver próximo, contagiando a todos com idéias bacanas, projetos mil etc e tal.

Um deles, sem dúvida é a ABpod (Assosicação Brasileira de Podcasters) a primeira organização ao redor do tema Podcast.

Aliás o tema é recorrente na trajetória profissional do cara: e a ele deu formato de negócio, emplacando idéias como o Podcast da Heineken e outros tantos, gerados por sua produtora, o estúdio Mellancia. Pilota ainda as carrapetas virtuais também do podcast ADD, com seleção musical muitas vezes co-criada por seus seguidores do Twitter.

Conversamos em duas ou três trocas de e-mails e o resultado é esta pequena entrevista que tem o objetivo de deixar mais tranquilos aqueles que leram o primeiro parágrafo duas ou três vezes sem nada compreender. Vamos lá?

Gravou um pensamento com uma música de fundo e jogou na rede é Podcast? O que definiria este formato?

O que diferencia um podcast de um mp3 qualquer é o FEED. Sem o FEED não existe podcast. Podcast nada mais é uma junção entre o MP3 em algum servidor e um FEED que a pessoa adiciona a um agregador qualquer (o iTunes é o mais usado) e recebe automaticamente o arquivo. Ainda mais, este MP3 não pode ser só uma musica ou algo assim.

Tem que ser algo que tenha algum conteúdo. Pode ser, como vc mesmo disse, um pensamento com uma música de fundo, mas também pode ser algo mais trabalhado. Um bom bate-papo, um programa musical, conteúdo exclusivo e diferenciado para algum cliente, etc, etc, etc. O que vc imaginar em áudio é transformavel em podcast.

Já ouvi podcasts de humor, de música, sobre cultura, economia…o que você ainda não ouviu que acha que teria seu espaço?

Acredito que existe espaço para qualquer tipo de conteúdo em podcast. O podcast nada mais é do que a mega-especialização de conteúdo. Se vc é um cara que conhece e estuda sobre arbustos que nascem nas sombras das árvores tropicais, vc pode fazer um podcast sobre isso. E pode ter certeza que as outras 10 pessoas no Brasil que gostam do mesmo assunto serão impactadas pelo seu podcast.

E, assim como o publico, a empresa que faz adubos para arbustos que nascem nas sombras das árvores tropicais pode te patrocinar, já que é para aquelas outras 10 pessoas que a empresa tem que falar, e não dispersar a mensagem e gastar muito dinheiro criando um comercial de 30 segundos para TV e veicular no Jornal Nacional. Qualquer informação é informação, e qualquer público pode ter seu podcast.

Empresas já descobriram o formato na criação dos podcasts corporativos. É uma tendência? Qual a principal vantagem para a marca a criação de um programa desse?

Aqui no Estúdio Mellancia, o podcast é tendência desde 2005. Temos cases de sucesso como a Rádio Heineken (desde 2005 semanalmente, o primeiro podcast corporativo), o podcast Pretinho Básico da Revista Cláudia em parceria com o desodorante Rexona Crystal (400.000 downloads completos no primeiro mês de veiculação), o podcast Volkswagen Supersurf (que virou CD para ser distribuído nos eventos, com músicas exclusivas do Cansei de Ser Sexy e do Mombojó), e muitos outros.

Hoje em dia as empresas estão mais familiarizadas com o processo do podcast, e viram nesta mídia de baixo custo e alta penetração no seu publico uma excelente ferramenta de trabalho para divulgar seus conceitos, produtos e, acima de tudo, fidelizar seus clientes.

Acredito que muitos leitores queiram um dia gravar seu próprio podcast. Fale um pouco de como a ABPod pode ajudá-los?

A ABPod (Associação Brasileira de Podcasters) é ainda incipiente, mas já temos uma grande conquista no que se refere ao pagamento de direitos autorais para uso de músicas de terceiros junto ao ECAD. Este acordo foi um primeiro modelo de negócios que conseguimos criar que é interessante para os dois lados.

Para o lado do podcaster, pois existe um modelo tangível e claro para a “não-pirataria”, ou seja, o podcaster pode procurar patrocínio para seu podcast sem se preocupar se o conteúdo musical do produto é ilegal ou não, e o valor acordado de 1UDA (Unidade de Direito Autoral – R$ 41,00 atualmente), que é um valor extremamente baixo para o resultado que tivemos.

E para o lado do ECAD, pelo ineditismo deste modelo, que pode ser ampliado para sites pessoais, blogs e tudo mais que potencialmente use música e que não paga nada de direitos autorais atualmente, bem como este pagamento teoricamente ínfimo, mas que no bojo acaba criando uma nova linha de distribuição de direitos, onde até 3 meses atrás não existia nada, era a famosa “terra de ninguém”.

Ao ser um afiliado da ABPod, vc tem direito ao usufruto deste acordo, sem pagar nada para a ABPod, mas fazendo parte do cadastro. Ainda este ano, provavelmente em Outubro, quando o Premio Podcast 2008 pegar fogo, teremos o www.abpod.org totalmente remodelado, com dicas, sugestões e, provavelmente, mais parcerias e modelos de negócios para o podcaster associado.


Publicado em 14/08/2008 às 11:46 na categoria Destaques, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Pedro Superti da Dynamo aponta soluções para o trabalho remoto

Mauro Amaral

Editor Chefe

Pedro e eu começamos a conversar justamente para falar de outsourcing. Ele me sondou para o cargo de Gerente de Projeto que trabalharia à distância, esquema home-office[bb], através de um método de remuneração flexível interessante: você ganha mais por quantos projetos forem destinados a sua carteira.

Conversamos longamente (via Skype) e, ao final, percebemos os dois que, dada a minha ocupação atual seria difícil corresponder a demanda. E repensamos a proposta para uma parceria mais a longo prazo.

Após a conversa, vi que ali tinha conteúdo interessante para vocês, leitores do Carreirasolo.org, e combinamos uma entrevista justamente para falar de seu processo de trabalho e de sua opção por Profissionais Freelancers e como ele lida com isso.

A seguir, um pouco da história que tem tudo a ver com o Carreirasolo.org

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Publicado em 01/04/2008 às 6:19 na categoria Destaques, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Carolina Vigna-Maru debate quatro pontos cruciais para o mercado editorial.

Mauro Amaral

Editor Chefe

vigna_post_250.jpgAcompanho o trabalho de Carolina Vigna-Maru há algum tempo e sempre o vi como uma mistura exponencial de disciplinas várias como música, literatura, fotografia e ilustração. É o tipo de profissional que você olha, olha, não entende direito o que faz, só sabe que faz muito bem. O convite para ser uma das colaboradoras do Carreirasolo.org em sua nova fase veio naturalmente, em rápida troca de e-mails: Topa? Claro. Deixa eu explicar como vai ser…Não precisa, eu topo. Coisa de quem trabalhar o bem, sabe?

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Publicado em 28/03/2008 às 3:00 na categoria Destaques, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.