Submarino.com.br

Arquivo para o mês de January, 2009

Surfando no Tsnunami da Crise

Eduardo Rocha

Designer

bazar-e bozorg, isfahan october 2007
Creative Commons License photo credit: seier+seier+seier

Tempo de crise é sempre tempo de oportunidades. Esse mote é antigo, mas continua tão verdadeiro quanto sempre foi. Eu tenho quase 15 anos no mercado e esta é a minha segunda grande crise e alguns aprendizados ficaram, tantos vieram do bom senso mas a maioria veio porque eu não me dei exatamente bem e tive que aprender rápido pra evitar que a vaca fosse pro brejo de vez. Portanto, vamos cuidar das vaquinhas, certo?

Em um período de fartura onde os contratos, volta e meia, apareçam rechonchudos ou o cliente pede pra quase dobrar o valor pois “o cliente dele não está acostumado com valores tão baixos”, os pagamentos miraculosamente entram, as vezes até antes do prazo e coisas assim do tipo que o santo desconfia, é sinal claro de que as coisas, em pouco tempo, vão ficar cinzentas.

E ficam mesmo. No 11 de setembro, meu faturamento mensal foi de 10 para zero em três meses e eu só consegui passar o ano por causa do dinheiro que foi poupado. Me empolguei com tais contratos, investi bastante em máquina e de repente ficou tudo um breu só.

Quando bate a crise, as pessoas ficam mais doidas, mais atarefadas e acaba acontecendo com os projetos uma ou outra situação: ou o prazo fica mais insano ainda ou fica indefinido, congelado, pois todo mundo para pra pensar mais, para revisar melhor ou para buscar outras aprovações ou mesmo incorporar mudanças em escopo e etc.

Normalmente é um período de demissões e quem fica tem de trabalhar por duas ou três pessoas, assim sendo, perde-se um tempo danado avaliando e reavaliando decisões e projetos que estavam a beira de serem executados. As duas situações são enervantes, então, o que fazer? Use bem o seu tempo.

Dicas rápidas

  • O designer pode sair-se muito bem sendo estupendamente mais criativo e é esta a hora certa de propor coisas realmente inovadoras e com isto conseguir uma visibilidade maior e sedimentar carreira e carteira de clientes, coisa que de repente não funcionaria em tempos normais.
  • Produtores que consigam agilidade na sua engenharia de trabalho e, olha ela aí, através de inovações consigam orquestrar reduções inteligentes de custos e prazos podem ganhar mercado onde normalmente não conseguiriam. Este tipo de época deixa os clientes mais dispostos a ouvir novidades e a apostar em quem as consiga levar a cabo com eficiência. Tempo de crise é tempo de fazer diferente.
  • Se a situação for a de prazo doido, aquela pra antes de ontem, ainda assim, não descuide da qualidade e ainda mais, redobre a sua atenção pois certamente clientes estressados e com a corda no pescoço tendem a cometer mais enganos, sim, pense por eles, proponha mais e ao perceber algum erro, não se furte de parar o projeto e propor a solução, mesmo que isto, em primeira mão, coloque o prazo em xeque ou aborreça o cliente.
  • Em períodos como este, um erro, por menor que seja pode significar uma demissão, o cliente irá, certamente, lhe ser grato depois de tudo resolvido e esta atitude de serenidade perante o problema abre espaço pra te considerar como parceiro e, logo mais, quando a prosperidade retorna (e sim, ela retornará), teu trabalho não será somente reconhecido pela agilidade e sim pela qualidade e principalmente pela parceria.
  • Mostre-se mais, atenda as reuniões, se vista melhor e converse mais, seja mais gentil e caridoso. Em tempos de crise todos queremos amigos de todos os lados. Sendo apenas ágil, profissional e impessoal, quando as coisas voltam ao normal, você acaba sendo mais um.
  • Se o trampo deu aquela congelada, aproveite para revisá-lo bem afim de melhorá-lo ainda mais (não se furte a propor essas melhorias!) ou ainda para fazer trabalhos autorais (a gente não vive reclamando que não tem tempo?) revisite a época da faculdade, agora com todo o prazer da soberania autoral, torne isto um exercício prazeiroso e aproveite para incrementar o portfolio.
  • Outra dica bacana é, vá visitar os amigos. Convide-os pra almoçar, não pelo network, mas sim pelo prazer da amizade, puro e simples. Tratando bem o seu tempo, só coisas boas podem vir de volta.

Pra fechar

O multitalento é, por excelência, o profissional mais apto a surfar essa onda. Ele vale por muitos e por conta disto pode impor uma rotina enxuta de trabalho, tendo o seu custo-benefício muito mais atrativo do que o profissional convencional. Mas é importante saber se colocar e ter um plano, uma estratégia de oferta inteligente. Mas esse papo fica para o próximo post!


Publicado em 21/01/2009 às 4:20 na categoria Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Contrato editorial é uma armadilha?

Carolina Vigna-Marú

Editora

He can stand up an ly down at the same time
Creative Commons License photo credit: The Akermarks

O lado negro do mercado editorial

Não que eu seja autoridade no assunto, longe disso. Não sou advogada ou jurista e sempre estive do outro lado do balcão, mas ainda assim achei que seria legal colocar aqui as armadilhas mais comuns, que os autores precisam ficar atentos.

  • O encalhe: Às vezes a editora tenta empurrar para cima do autor a resposabilidade de lidar com o encalhe. As formas mais comuns de fazer isso é colocar uma cláusula em que aquele título é da editora até que a edição se esgote ou que o autor pague por ela. Cartão vermelho aqui! É claro que a editora precisa de um tempo para trabalhar o livro e como esse é um mercado lento, esse tempo costuma ser grande (7, às vezes 10 anos), mas se depois desse prazo a editora ainda tiver exemplares lá no estoque, problema dela.
  • Sem garantia: O contrato deve conter algum tipo de cláusula dizendo que a editora se compromete a publicar o trabalho em X tempo (freqüentemente algo em torno de 6 meses a 1 ano).
  • Sem tiragem: A tiragem (quantos exemplares serão impressos) é algo que consta de contrato. É muito comum, entretanto, a possibilidade de adendos ao contrato, modificando este número (em função de um edital que abriu, por exemplo).

Coisas que são assim mesmo

Portanto relaxe e vá pensar em seu novo livro.

  • Novas edições: Durante o período em que o livro está com a editora, ela pode sim fazer quantas edições precisar para atender o mercado.
  • Autenticidade: Quem responde por plágio e afins é o autor.
  • Impedimento de outras mídias: O autor compromete-se a não fazer nada que possa prejudicar a venda da obra.

Conclusão

Agora, pessoal, pelamordedeus, consultem um advogado antes de assinar qualquer documento. Estas são apenas alguns pontos a prestar atenção, ok?


Publicado em 20/01/2009 às 4:35 na categoria Editorial. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Jairo Souza – Design Gráfico

Mauro Amaral

Editor Chefe


1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (Vote Agora!) Loading ... Loading ...
jairo_gs_200
Onde está: Minas Gerais
Portfólio: www.jaaaiiro.deviantart.com
Blog: a-nema.blogspot.com
Contato: Haydenx182@gmail.com

Bio

Meu nome é Jairo tenho 19 anos, moro no sul de minas. Faz 3 anos que terminei meu curso de Web Design e desde então venho procurando trabalhar na área. Atualmente estou trabalhando em uma Gráfica e Editora no Sul de Minas desenvolvendo artes para impressão (cartão de visita, flyers, cartazes, entre outros).

Além desse emprego, eu trabalho de forma “autônoma” no desenvolvimento de interface para web sites, criação de logotipos, fotografia, ilustração, entre outros.

Por que faz freelas?

Pela liberdade com que eu guio meus projetos e trabalhos, atendendo clientes de forma independente. Apesar de toda dificuldade que aparece, fazendo freela é onde me sinto melhor para trabalhar e aprender, desenvolvendo projetos. Sentindo-me bem, sei que produzirei mais, poderei fazer aquilo que faço de melhor oferecendo o melhor para meus clientes.

Venda seu peixe

Creio que uma imagem vale mais do que mil palavras, hehe. Então gostaria de disponibilizar 2 links onde poderão ver meus trabalhos feitos. Sempre os atualizo como trabalhos novos e coisas que vou aprendendo. Buscando ser criativo, fazer com que o trabalho de hoje seja melhor do que o trabalho de ontem, aperfeiçoando. Alias sou perfeccionista, até demais. Vai lá: www.jaaaiiro.deviantart.com e www.flickr.com/jairojoker


Publicado em 16/01/2009 às 4:30 na categoria Design. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Vivi Dall´Osto – Direção de Arte

Mauro Amaral

Editor Chefe


1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars Loading ... Loading ...
vivielen_gs_200
Onde está: São Paulo
Blog: http://vividallosto.blogspot.com/
Contato: vividallosto@gmail.com

Bio

Servir com qualidade. Objetividade,clareza,assertividade nas escolhas,sustentabilidade, ética e parceria.Criação e acompanhamento de projetos de comunicação e mídia.Especialização em coordenação de equipes de criação e produção para eventos e produtos nas áreas de moda,mídias,educação e eventos.

Criar e estimular a criatividade nos desafios do cotidiano das realizações profissionais.
Experiência e conhecimento das características culturais e de comportamento dos diferentes estados brasileiros, que definem e orientam a criação de projetos e produtos.

Experiência internacional com aplicação de workshops de design/moda e mkt. e eventos culturais desenvolvidos em Havana,Cuba.

Me dedico às áreas de design de moda e figurinos, cenografia, vídeos, multimídias, gráfica, projetos especiais e eventos. Design de interiores e harmonização de espaços com especialização em aplicação funcional de cores. Coordenação de equipes e grupos com foco nos procedimentos e processos de criatividade. Em todas elas tenho amplo exercício em processos, procedimentos, planejamento e direção.

Por que faz freelas ?

É a forma flexível de atuar com projetos em várias áreas. Ampliar e trocar múltiplos conhecimentos e atender ao fluxo do ritmo pessoal com maior disponibilidade em relação ao tempo.

Venda seu peixe

A cada minuto o mundo fica ainda mais interessante. E pede novas parcerias, olhares, conhecimentos, atitudes, pesquisas, tecnologias e reflexão.

Sintonia fina, flexibilidade, capacidade de escolhas, prática da diversidade, ética nas relações e negociações, humildade em dizer não sei, criar com plenitude e envolvimento e gerar qualidade de vida para si e para todos os demais, com os talentos e atividades cotidianas.

Confiança e alegria em conviver e viver para apoiar as transformações com o sentido da beleza e da fraternidade.

Crises são o resultado de muito talento e pouca paixão.
A criatividade é a possibilidade do encontro da forma e a tentativa de dar sentido à vida.


Publicado em 16/01/2009 às 4:29 na categoria Design. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Alfredo Conde – Direção de arte, Design e Ilustração

Mauro Amaral

Editor Chefe


1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (Vote Agora!) Loading ... Loading ...
alfredo_conde_200x200
Onde está: São Paulo – SP
Portfólio: http://alfredofcf.viewbook.com
Contato: alfredofcf@yahoo.com.br

Bio

Formado em Publicidade e Propaganda. Já trabalhei para algumas agências de pequeno porte, fazendo artes para comunicação dirigida e eventos. Trabalhei para clientes como: Unibanco, Petrobras, Aon e Faber-Castell. Sempre gostei de ilustrar e hoje busco um estilo próprio.

Por que faz freelas?

Faço freelas pois vejo a oportunidade de ser chamado para trabalhar por méritos próprios, podendo desenvolver meu estilo e minha visão para solucionar o problema que o cliente tem.

Venda seu peixe

Estou sempre em busca de oportunidades que possam me ajudar a crescer pessoal e profissionalmente, e trabalhar diretamente com o cliente é uma forma de exercitar meu lado humano e ao mesmo tempo minha técnica, ao entregar o job.


Publicado em 16/01/2009 às 4:28 na categoria Design. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Jetter Castro – Comunicação Empresarial

Mauro Amaral

Editor Chefe


1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (Vote Agora!) Loading ... Loading ...
jetter_gs_200
Onde está: São Paulo SP
Portfólio: http://br.youtube.com/watch?v=S7_o3BAiWzA&feature=channel_page
Blog: http://jettercastro.wordpress.com
Contato: jettercastro@gmail.com

Bio

Faço direção de vídeos, direção de arte e ilustração editorial e publicitária a partir dos anos 90
Cursos de especialização (animação, história em quadrinhos, ilustração digital, storyboard, roteiro e direção de atores). E mais: Ciencias Socias – Unicamp; Inglês – Centro Cultural Estados Unidos; Direção de Arte – AV Estudio – RJ; Produtor – Mikson – SP; Produtor – CAV Comunicações – SP; Coordenador de Produção – AV Estudio – filial SP

Por que faz freelas?

Estar empregado ou atuar como freela não difere muito, pois em ambos os casos é necessário seriedade e profissionalismo. Ser freela é atuar diretamente com o contratante e porisso exige até um comprometimento maior e dedicação total ao projeto, pois acabamos atuando em todas as fases do processo.

Venda seu peixe

Atuo no mercado há mais de 20 anos atendendo agências, produtoras e clientes diretos. Sou freela desde os anos 90 dirigindo e produzindo comerciais, vídeos empresariais e ilustrando para publicidade e editoras. Atualmente desenvolvo conteúdo para diferentes plataformas, documentários e séries de tv.

Busco parcerias criativas ou uma colocação em empresas que valorizem a minha experiência profissional e que procurem por um profissional eficiente e dedicado.


Publicado em 14/01/2009 às 4:27 na categoria Galerasolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Douglas Gonçalves Santos – Designer gráfico

Mauro Amaral

Editor Chefe


1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars Loading ... Loading ...
douglas_gs_200
Onde está: São paulo – SP
Portfólio: www.design-util.blogspot.com
Blog: www.design-util.blogspot.com
Contato: jokerball@gmail.com

Bio

Meu nome é Douglas e tenho 19 anos. Estudo produção gráfica e já fiz vários cursos que vão de criação e design até lógica de programação. Me especializei na área gráfico e hoje procuro me aprofundar cada vez mais.

Por que faz freelas ?

Ingressei no ramo de design gráfico porque sempre criei um plano tendo como base o talento criativo, talento para desenho entre outras coisas. Procuro sempre me atualizar, é claro. Me reciclar e procurar novas experiências neste meio profissional.

Venda seu peixe

Sou responável por criação de soluções eficazes que envolvam o futuro da sua empresa por meio de comunicação visual. Hoje, a melhor forma de crescimento comercial é a divulgação, e a melhor forma de isso acontecer é colocando às mãos de alguém responsável e criativo, que trabalhe sempre as normas do bom senso e da ética.


Publicado em 14/01/2009 às 4:27 na categoria Design. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

A editora pode mudar o conteúdo do meu livro?

Carolina Vigna-Marú

Editora

Nota do editor: mais um post nascido comentário. As coisas são assim, às vezes a gente tem que dar uma alteradinha para dar vida nova. Opa, esse é o tema do post. Vamos ler?

Reading a book on the floor
Creative Commons License photo credit: net_efekt

Quando fui editora da Next, mudava muito textos, que eram artigos que precisavam estar completamente em sintonia com a revista e com os demais artigos. Por outro lado, não mudava quase nada de livros ou textos de ficção.

Eu entendo que um artigo técnico precisa estar de acordo com a publicação e com os objetivos a que se destina mas que uma obra ficcional é uma criação que se sustenta sozinha e portanto deve ser respeitada como uma unidade.

Claro que já recusei textos que poderiam até ser trabalhados e publicados mas, justamente por considerar que o autor apresenta aquilo que considera pronto, achei que não devia nem propor alterações.

Agora, alguns bons editores tem o hábito de mudar sim. Na minha experiência e no que vi acontecer com autores amigos, a maior área de conflito é na diagramação do livro, não no conteúdo. Coisas como ilustrações feitas para fundo branco e o diagramador “decide” que “precisa de uma corzinha” e taca um tenebroso tom pastel por trás, coisas assim.

E aí a gente não tem muito o que fazer além de engolir em seco e esperar por uma segunda edição melhor.


Publicado em 14/01/2009 às 4:26 na categoria Editorial. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Eu fiz as ilustrações de meu livro infantil. A editora vai aceitar?

Carolina Vigna-Marú

Editora

Nota do editor: Este é mais um post que nasceu de uma resposta a um comentário neste outro post aqui. Fiz uma ligeira adaptação para iniciarmos aqui uma nova conversa sobre este tema.

baby-girl
Creative Commons License photo credit: rahel sarid

Cá entre nós, a verdade nua e crua é que a maioria dos autores infantis, por melhor que desenhe, não conhece bem gráfica. O que a gente recebe de ilustração com especificações inadequadas, nem te conto. Isso sem nem falar em formato. Às vezes (ok, na maioria das vezes, ok, quase sempre) as editoras trabalham com determinados formatos e sair deles é uma dor de cabeça sem tamanho.

Sair de um formato habitual, para a editora, muitas vezes significa reposicionamento no PDV, perda de papel e às vezes até troca de gráfica. Olha, dá tanto, mas tanto trabalho, que por isso eu sempre recomendo os autores de mandar os textos sem nada, para não ter mais um “quesito atrapalhador” na aprovação do texto.

Mandando as ilustrações separadas

Ao optar por esse caminho, você tem a vantagem de deixar o editor mais livre para adequar o seu original dentro da linha dele mas tem a desvantagem de que o resultado pode não sair exatamente o que você considera mais adequado para aquele texto/imagem.

Entregando a boneca pronta

Optar pelo caminho 2 tem a vantagem de que você sabe o que vai sair dali mas a desvantagem de que você “engessa” o editor. Aí, se você for neurótico com TOC como eu, monta uma boneca para cada editor, de forma a não atrapalhar a vida do cara e ao mesmo tempo manter o que você quer.

Ilustrando para outros escritores

Pode ocorrer de você querer também ilustrar para outros escritores, uma vez que tenha seu trabalho aceito pela editora. Isso é, ao mesmo tempo, muito legal e difícil. Mas é isso mesmo: só mandando o seu trabalho é que o editor vai saber.

Se você tiver isso em mente, é melhor enviar o texto e ilustrações separadas, com o argumento de “é esta ilustração que eu gostaria de apresentar para o texto e este estilo que eu gostaria de oferecer para outros títulos, como freelancer.”

Acho mais simpático do que “ó, taí o livro como deve ser”, que, cá entre nós, é meio arrogante. ;)


Publicado em 13/01/2009 às 4:25 na categoria Editorial. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Pequena Ode ao trivial bem feito. Recado para 2009

Mauro Amaral

Editor Chefe

Rice & Beans
Creative Commons License photo credit: Francheskastein

Você pode aprender a preparar o melhor faisão no hemisfério sul, mas é o trivial básico de todo dia que vai fazer de você um sucesso na cozinha.

Você pode cometer os sonetos mais redondos, com fecho e ouro, com rimas brancas, mas será no pequeno e-mail de 20 palavras que você vai ganhar, ou perder, o cliente do ano.

Você pode conhecer discografias completas de toda a MPB desde os anos 50, mas será na escolha de uma música, de pouco mais de 5 minutos, que seu dia terá a trilha sonora que merece.

Você pode até conquistar a maior fatia do mercado, empregar 50 pessoas, ter dois andares inteiros, mas se perder o foco, a vontade e o ânimo que você possuía quando trabalhava numa mesa velha em meio a livros empoeirados; sua empresa já era.

Você pode revolucionar o mercado três vezes, mas no dia que sentar para admirar a si próprio através das perenes efemérides destas revoluções, será ultrapassado antes da próxima curva. E nem vai notar.

Você pode doar tudo para caridade, viver apenas com uma cuia, um cajado e dois mantos; mas se fizer isso esperando que olhem pra você com admiração, sua doação não terá valor algum.

Você pode ser carbon free, socialmente responsável, politicamente correto, pan-sexual, multi-religioso, amigo da periferia e o escambau, mas basta um comentário forçado, que todo mundo vai perceber que você apenas vestiu a embalagem da moda.

Você pode fazer direito, fazer bem feito, mandar que façam. Mas se não fizer, nada, nem por você, pelos seus ou pelo mundo é melhor preparar faisão, ser o melhor poeta do seu condomínio, o crítico musical mais respeitado, o homem do ano, o coração do milênio; do seu próprio quintal.


Publicado em 13/01/2009 às 4:23 na categoria Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.