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Arquivo para o mês de December, 2008

Uma cidade feita de livros, na Videoteca Carreirasolo#78

Mauro Amaral

Editor Chefe


This Is Where We Live from 4th Estate on Vimeo.

Todo criado em stop-motion, o vídeo em comemoração ao 25º aniversário da editora 4th State. Primoroso trabalho que reúne técnica e conceito para contar uma história simples: é onde vivemos. (by @cmerigo)


Publicado em 10/12/2008 às 8:10 na categoria Videoteca. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Thiago Barreto – Publicitário

Mauro Amaral

Editor Chefe


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Onde está: São Paulo
Portfólio: http://www.behance.net/thiagobarreto
Twitter: http://twitter.com/thiagobarreto
Contato: pp@thiagobarreto.com

Bio

Eu sou esse cara meio doido aí da foto. Uns me chamam de mineiro outros me chamam de Thiago. Sou formado em Publicidade e Propaganda pela PUC-SP e tenho experiência com Jobs online e impressos. Já atendi clientes como: Telefônica, Folha de S.Paulo, Itaú, Itaucard, Smiles(Gol/Varig), Honda, Fedex, Accor, Sofitel, Plié entre outros.

Por que faz freelas ?

O legal de fazer freelas é que podemos sair da rotina da agência e viajar mais nas idéias e lógico por causa do Pirarucu (nota de R$100) não podia faltar dinheiro, né?

Venda seu peixe

Trabalho com seriedade e compromisso, procuro desenvolver jobs pensando sempre em coisa inovadoras e impactantes.


Publicado em 09/12/2008 às 2:38 na categoria Design. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Mauricio Lucio dos Santos – Webdesigner

Mauro Amaral

Editor Chefe


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Onde está: Sâo Paulo
Portfólio: www.mauriciolucio.com
Blog: www.zn33.blogspot.com
Contato: contato@mauriciolucio.com

Bio

Técnico em Editoração Eletrônica formado pelo Senac. Desenvolvimento em Html, Css e Web Standard.
Conhecimento dos Softwares: DreamWeaver, Flash, Photoshop, Ilustrator, FireWorks. Edição de áudio e podcasts para a internet. Noções básicas de Java Script, Ajax, Otimização de Sites para melhor posicionamento nos buscadores. Desenvolvimento de sites nos padrões web 2.0

Por que faz freelas?

Porque prefiro trabalhar em casa e fazer meu próprio horário. Sou mais criativo nas madrugadas, e nenhuma empresa me proporcionaria trabalhar neste horário.

Venda seu peixe

Meus pontos fortes são a busca para a perfeição, atenção aos detalhes, e estou sempre procurando conhecimento, tutoriais e tudo o que eu puder aprender para aperfeiçoar meus conhecimentos na área de design e programação.


Publicado em 09/12/2008 às 2:27 na categoria Design. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Webdesigner na Mídia 3 no Rio de Janeiro

Mauro Amaral

Editor Chefe

A Midia 3 procura por um webdesigner que esteja disponível para trabalhar em horário integral (ideal) ou parcial durante os meses de Dezembro/08, Janeiro/09 e Fevereiro/09, na Barra da Tijuca. O candidato ideal deve ter bons conhecimentos em xhmtl/css, mas o foco principal é na parte visual.

Precisamos de alguém que possua experiência no projeto de interfaces para a web e que
possa demonstrar isso com um portfolio consistente. Este profissional trabalhará na elaboração de interfaces e peças promocionais (banners, newsletters) para clientes de grande e médio porte.

Remuneração: R$2000 – R$2500 (negociável de acordo com o perfil do candidato – valores para 8 horas de carga horária)

Favor enviar currículo, link para o portfólio e pretensão salarial para werther@midia3.com.br

ATENÇÃO: O deadline da Seleção para a Vaga é até 15/12


Publicado em 08/12/2008 às 1:11 na categoria Vagas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Vanessa Alexandre – Ilustração Infantil e Editorial

Mauro Amaral

Editor Chefe


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Onde está: São Paulo
Portfólio: www.vanessaalexandre.carbonmade.com
Blog: www.vanessaalexandre.blogspot.com
Contato: vanessa.alexandre@gmail.com

Bio

Ilustrar é a parte mais divertida da minha vida, nada mais natural do que transformar isso em minha profissão. Sou ilustradora infantil e editorial, trabalho com clientes como Editora Vozes, Editora Miraluz, Editora Rideel, Editora T+8/Editorama, Sociedade Bíblica do Brasil e colégios, com projetos pedagógicos.

Por que faz freelas ?

Pela liberdade, administração do tempo e do bolso. :)

Venda seu peixe

Trabalho com diversas plataformas de ilustração digital, as principais ferramentas gráficas do mercado, além de técnicas mistas de ilustração tradicional, aquarela, ecoline, colagens, misturas de giz, etc.

Sou uma profissional focada em prazos e trabalhos responsáveis, bem feitos e que além de agradar o cliente, me deixem satisfeita.


Publicado em 08/12/2008 às 12:14 na categoria Ilustradores. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Produção, revisão e tradução de conteúdo são os temas do FalaFreela#15

Mauro Amaral

Editor Chefe

Audio MP3

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Em mais um episódio dedicado às profissões freelancers, Mauro Amaral, Humberto Oliveira, Carolina Vigna-Maru e Claudia Mello Belhassof confabularam sobre as oportunidades e desafios que produtores de conteúdo, revisores e tradutores enfrentam num mundo onde a quantidade de textos produzidos é cada vez maior e, claro, onde as novas plataformas de compartilhamento de conteúdo elevaram à última potência a disponibilidade de produção, mas reduziram em igual proporção sua qualidade.

Será o miguxês o novo padrão da língua? Editores são animais centralizadores? Ouça essa e outras respostas na meia hora mais valiosa do seu dia. E já vale comentar e twittar, certo?


Publicado em 08/12/2008 às 6:15 na categoria Podcasts. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Felipe Foitinho – Designer de Interfaces

Mauro Amaral

Editor Chefe


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Onde está: São Paulo – SP
Portfólio: www.felipefoitinho.com.br
Contato: contato@felipefoitinho.com.br

Bio

Felipe Foitinho 26 anos, Designer de Interfaces, graduado em Tecnologia e Mídias Digitais pela PUC – SP, atualmente cursando I-MBA em Planejamento Estratégico e Marketing Interativo pelo I-Group. Profissionalmente é responsável pelo site do Centro Universitário São Camilo.

Minha carreira iniciou-se em 2001, ao cursar a Faculdade de Tecnologia e Mídias Digitais – PUC/SP. No início não tinha certeza se era bem isso que eu queria, mas segui em frente, tendo a certeza do caminho escolhido após entrar em uma aula de Design Digital.

Logo no começo da faculdade, tive a oportunidade de conseguir um estágio na empresa Imóvel web, desenvolvendo campanhas “on-line” para empreendimentos imobiliários. Esse estágio foi muito importante para meu aprendizado e nesta opotunidade, não poderia esquecer de ressaltar o quanto sou grato ao Luiz Fernando, responsável pela equipe de criação, que acreditou no meu potencial, dando-me a oportunidade e a orientação necessária para seguir em frente.

Após esta fase como Freelancer, as coisas foram acontecendo meio que naturalmente. Tive a oportunidade de trabalhar em duas agências BZO2media e We Sports & Marketing, onde realizei trabalhos que me deram uma grande visibilidade, perante o mercado. Dentre esses trabalhos posso destacar:

Trabalhos para o portal do BRTURBO, bem como o site de “games” interativos da G4 Brasil, que é especialista neste segmento

Outra oportunidade foi a de criar e produzir o site da maior categoria de automobilismo do Brasil a “Stock Car” me deu muito prazer e na seqüência dentro do mesmo segmento, pude produzir o site de um dos maiores pilotos da categoria Cacá Bueno

Atualmente sou Designer responsável pelo site do Centro Universitário São Camilo, onde recentemente tive um grande desafio de reestruturar o site da universidade . O projeto ficou bem bacana, pois o público alvo é bem jovem e por sinal aberto as novidades tecnológicas. Nesse projeto, que julgo como um dos mais importantes da minha carreira, o foco não foi tanto o design e sim a interatividade, trabalhando com a comunicação chat on-line, podcasts e vídeos. Proporcionando um conteúdo diferenciado para os alunos e visitantes do site.

Por que faz freelas ?

Inicialmente por causa da graninha extra que consigo arrendar no final do mês.

Brincadeiras aparte, não poderia deixar de frisar que o trabalho freelance da a oportunidade de realizarmos trabalharmos em projetos dos mais diversos públicos alvo e segmentos.

Venda seu peixe

Como um estilo alegre, clean e simples sempre busco a satisfação do cliente através da maximização do projeto, aliado a expectativa do cliente.


Publicado em 05/12/2008 às 3:37 na categoria Design. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Google Friend Connect no Carreirasolo.org

Mauro Amaral

Editor Chefe

Chegou ontem o convite para eu testar o novo passo do Google rumo a dominação mundial, o Google Friend Connect. Aqui e ali já tinha visto o bichinho funcionando, tendo eu até mesmo aderido ao Brainstorm#9.

E aí fui todo pimpão criar o gadget para nosso site aqui. Olhei para a home e: ah não, isso não encaixa na home, pelo menos nessa versão. E, portanto, como você pode ver na figura abaixo, para entrar para o círculo de amigos do Carreirasolo.org basta visitar qualquer, eu disse qualquer, página interna e clicar no Join, joinha?

O Google Friend Connect

É uma ferramenta bacana, que cria uma mini-rede social em seu site/blog e, como tudo o que eles fazem, tem sua arquitetura aberta para que desenvolvedores do mundo inteiro criem aplicativos e gerem idéias ainda mais geniais. Hoje temos poucas aplicações como essa que utilizo nas páginas internas, um wall de comentários e outro de rattings para posts e tal.

Então estamos combinados? Página interna e clica no Join, joinha?


Publicado em 05/12/2008 às 10:24 na categoria Destaques, Holofote. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Quero montar uma editora. Como fazer?

Carolina Vigna-Marú

Editora

Nota rápida do Editor: a Carol responde seus e-mails com posts. É um hábito que, para o leitor que mandou o email é uma surpresa e tanto e para o editor aqui um presente sempre bem-vindo: um post prontinho! Então aí vai mais uma resposta fundamental para uma dúvida bastante especial da comunidade dos freelancers brasileiros. Capítulo de hoje: montar a própria editora!

Choices?
Creative Commons License photo credit: Shraddha Rathi

O mercado editorial está em transformação e, muito sinceramente, ninguém sabe direito para onde vai. Não tem fórmula mágica, acredite. Vou tentar te passar aqui algumas linhas gerais mas é extremamente importante que você siga a sua intuição e não leve isso aqui a ferro e fogo, ok?

0. Linha editorial

Botei “zero” de propósito, por ser o ponto mais crucial de uma editora. Tenha uma linha editorial definida e seja fiel a ela. De nada adianta você receber, por exemplo, o novo original do Harry Potter [bb]se você não publica livros infanto-juvenis. Você não vai conseguir trabalhar o livro direito, até pela falta dos canais certos e vai acabar matando o original.

Com o crescimento natural da editora, nada te impede de, depois, abrir novas linhas, ou até mesmo novos selos editoriais, mas mantenha-se sempre fiel às suas escolhas, por mais tentador que seja algo diferente. É melhor recusar um livro ótimo do que matar um livro ótimo.

1. Tiragens pequenas

É muito comum que a gente, por entusiasmo, dimensione as vendas de um determinado projeto com um otimismo além da conta. É fácil cair nessa armadilha porque os projetos editoriais são feitos com tanto carinho que é muito difícil acreditar que o resultado final não vá revolucionar o mundo e vender feito água no deserto.

O mercado editorial é um mercado de paciência. Você pode mudar o mundo sim, mas não vai ser com uma única publicação. É tudo muito devagar e tudo muito aos poucos. Então, pelo menos no começo, limite suas tiragens a mil exemplares (o mínimo de gráficas).

Não tem nada de errado – muito pelo contrário – em rodar uma segunda edição se precisar depois. Tem uma piada velha no meio: “Como o editor se suicida? Pula do alto do seu estoque.” Então lembre-se: pense muito, crie muito, imprima pouco.

2. Use tudo que puder

Eu estou absolutamente convencida de que a solução para o mercado editorial vai vir dos novos. Use twitter, plurk, orkut, qualquer coisa. Desenvolva aplicativos (joguinho, coisas pro facebook, etc), crie sites colaborativos (e gerencie-os bem!), coloque vídeos no youtube. Enfim, use as ferramentas que as editoras grandes não estão usando ainda (juro que não sei se por ignorância ou arrogância).

Não ignore os pequenos. Tente conseguir que autores e/ou ilustradores seus visitem escolas ou universidades, dando palestras sobre o trabalho deles e monte uma banquinha na porta. Mesmo que a venda nestes lugares seja efetivamente pequena, vá onde está o seu público leitor, dê atenção a ele, valorize a sua opinião, escute o que tem a dizer. Se você conseguir ganhar o respeito do seu leitor, você está feito na vida. E para isso você precisa ir onde ele está.

Converse com o seu autor sobre destinar alguns exemplares gratuitamente, dependendo do caso é claro, a professores, blogueiros ou outros “disseminadores”.

3. Cuidado com listas de discussão

Especialmente na linha editorial que você pretende seguir, que aqui no Brasil ainda é bem restrita (e portanto uma oportunidade interessante editorial, boa escolha!), as listas de discussão tendem a ser panelinhas fechadas e qualquer iniciativa de divulgar o trabalho nelas será entendido como spam.

Entre, participe, debata outros temas e, claro, quando couber na conversa, divulgue o seu trabalho. As listas são essenciais mas precisam sempre ser entendidas como um centro de debate, nunca como um grande mailing.

4. seleção de originais

Quando você abrir para chamada de publicação, precisa deixar claro os seus termos. Deixe claro que é submeter original para análise e que você não responde por telefone, etc. O processo de ler e analisar um original é e deve ser lento para ser bem feito, mas é como em uma festa: quem está na festa se divertindo não sente o tempo passar mas, para quem está na porta esperando, cada minuto é uma tortura.

Ou seja, não importa o quão rápido você seja nesta análise, o autor sempre estará ansioso do outro lado. É natural e você precisa respeitar o seu autor, mas não permita que ele o leve à loucura tampouco.

5. gráfica

Gráfica boa, felizmente, é o que não falta no Brasil. Esta é a parte mais simples. Contrate um produtor gráfico e peça orçamento (*) em duas ou três gráficas diferentes. O produtor gráfico é o sujeito que vai ver o seu original e vai analisar que gráfica é melhor para o job, que papel é mais adequado, etc. Nem sempre a melhor gráfica é a mais indicada para aquele job.

Existem autores e ilustradores geniais (Will Eisner[bb], só para citar logo o rei) que criam suas obras em preto e branco. Dependendo da quantidade de preto, pode ser necessário um papel mais grosso, para não “vazar” do outro lado, mas por outro lado existem gráficas menores que fazem bons trabalhos em preto e branco, por exemplo. E você pode rodar o miolo em um lugar, a capa em outro e juntar tudo em um terceiro, coisa que pouca gente sabe.

Enfim, é uma área com muitos detalhes e, a menos que você tenha gosto pela coisa, contrate um produtor gráfico. A boa notícia é que existem muitos e bons. O custo do profissional se paga com a economia que você faz em adequar o seu job certinho.

(*) Não estranhe se depois de um certo tempo, a gráfica X sempre vier com o melhor preço. As gráficas dão descontos para clientes fiéis e como o seu produtor gráfico sabe disso, vai tentar rodar o seu job sempre nos mesmos lugares (além do fato dele já conhecer a gráfica, com quem falar, onde ir, essas coisas). Depois de umas quatro ou cinco “concorrências” é natural que você escolha algumas gráficas de sua preferência e fique com elas.

6. Distribuição

A distribuição é o calcanhar de Aquiles de todo editor. É o ponto mais dfícil. E é enlouquecedor. A maneira mais simples de não ter vontade e matar um ser humano todo dia no café da manhã é contratar um distribuidor.

O problema é que eles não aceitam poucos títulos no primeiro contrato e cobram uma fortuna. Muita gente, por falta de opção, acaba erguendo as mangas e fazendo a distribuição in house. É nesse momento que você enlouquece.

Cada livraria fecha de um jeito, em uma data, em determinadas condições. Os livros e revistas são sempre deixados em consignação nos pontos de venda e, na data de fechamento, você vai lá e recebe o que foi vendido. Nesta hora tanto você quanto o ponto de venda podem decidir renovar o estoque, manter como está ou não continuar mais (e neste caso você retira, é sempre o editor que paga a retirada, o restante do estoque).

O percentual de venda, que as livrarias chamam de “o meu desconto”, gira em torno de 50% do preço de capa. Se você for muito bom negociador, pode conseguir 40%. Se você for muito bom negociador e tiver muitos títulos, pode conseguir até 35, 30%, nunca menos que isso. Quem está começando paga 50% normalmente.

Os seus maiores custos são distribuição e papel. Sobre a distribuição, temos muito pouco a fazer. Sobre o papel, entra a figura do produtor gráfica que falei lá em cima. Ele vai saber como economizar no papel. E isso significa até mesmo mudar o tamanho da publicação para ter um aproveitamento melhor no corte da folha de papel. Portanto, contrate o produtor gráfico antes de começar a produção do livro.

7. Autores e ilustradores

Este é um contato pessoal e que a gente desenvolve com o passar dos anos. Respeite sempre o seu autor e o seu ilustrador mas se faça respeitar também. Proponha contratos corretos para ambos os lados (sim, isso é possível). Lembre sempre de colocar uma cláusula no contrato que te permita usar uma parte do trabalho para divulgação.

Se for de ilustração, deixe claro que você não vai usar a imagem para outro trabalho mas que precisa usá-la para divulgar o livro. Se for o de autor, deixe claro que você não vai republicar o texto dele sem a sua autorização mas que precisa de trechos para divulgação.

Outra coisa muito importante é cultivar o seu autor. Seja transparente. Mostre a contabilidade a ele (apesar de que eu acho que isso pode ser entendido como uma forma de tortura). Tenha uma contabilidade certinha, aliás. Atenda-o quando possível, tirando suas dúvidas ou simplesmente batendo um papo.

A atividade autoral é uma atividade muito solitária, o autor escreve absolutamente sozinho e sem certeza alguma de retorno e/ou publicação. O editor precisa se colocar como um parceiro do autor e nunca como um negociante. Acredite, tanto você quanto o autor só tem a lucrar com isso.

8. Organização

Você precisa ser muito, muito, muito (eu já disse muito?) organizado. Crie arquivos fup (follow up) para cada pessoa com quem você falar, escrevendo data, horário e conteúdo de telefonema ou email (ou pombo correio, ou sinal de fumaça, ah você entendeu!). Crie cronogramas realistas. Tenha cronogramas, aliás. Planilhas são suas amigas.

Organize a sua agenda por segmento (fornecedores, autores, ilustradores, etc), vai chegar uma hora em que você não vai lembrar se o Fulano da Silva é designer ou ilustrador, por exemplo.

No começo pode parecer que o tempo que você vai gastar para criar estas ferramentas de organização é precioso demais para ser gasto com isso, mas isso vai ser tão útil para você em um futuro breve que vale a pena, juro.

9. Revisores

Português é um idioma que só não é mais difícil que aramaico arcaico. Passe seus textos por revisão, de preferência mais que uma. O meu método pessoal de trabalho é assim (ênfase em pessoal, ok?):

  • Rev1 – sempre do editor
  • Rev2 – um redator, que muitas vezes pode sugerir alguma melhoria em estrutura
  • Rev3 – revisor, para resolver todos os buracos que deixamos na língua pátria.

E, claro, no final volta ao autor. Com o tempo você vai perceber que existem autores que aceitam este trabalho bem e até te agradecem eventualmente e existem aqueles que não aceitam mudança alguma.

É óbvio que você precisa ouvir o autor e muitas vezes existe uma intenção por trás de um erro ou de uma determinada estrutura lingüística, mas você precisa ter muito cuidado (e fugir destes!) com autores intransigentes. O respeito precisa ser bilateral.

Lembre sempre que um original que não se adéqua à sua linha editorial não significa, em absoluto, que o autor não se adéqüe à sua linha editorial e é importante tratá-lo com respeito, respondê-lo quando possível, etc, até porque amanhã ele pode te apresentar um texto fantástico que você vai querer publicar.

Esta relação é sempre muito delicada porque trata-se da criação do autor, mas valorize os autores que entendem que publicação é um processo e que cada etapa é importante para o produto final.

De nada adianta um original bem trabalhado e um serviço porco em gráfica, por exemplo, ou ainda uma ilustração magnífica impressa em um papel tão vagabundo que se vê a frente e o verso juntos. Editar algo, não importa o quê (livro, revista, vídeo, cinema, áudio, etc) é necessariamente um processo onde cada etapa tem a sua importância e o seu valor.

E se o seu autor não entender isso, passe-o adiante, na boa.

Agora, isso também não significa que você é o dono do texto. Você não é. O dono do texto é o autor. E se ele te justificar algo, escute e respeite.

10. Lucro

Pois é… Aqui é o grande X da questão. Editores experientes debatem a questão todo dia. Editores de todos os lugares do mundo não pensam em outra coisa. O mercado está mudando, e muito. A fórmula preço de capa – distribuição, direito autoral, custos de produção, gráfica, etc = lucro ainda funciona mas eu tenho certeza de que por pouco tempo.

Precisamos nos reinventar e, sem saber para onde o mercado vai, é bem difícil acertar. Comece devagar, sem medo mas sem pressa. Edite três, quatro títulos e trabalhe-os bem. Tiragens pequenas. Pense em formas de divulgar os livros que saia do ordinário. Sei lá, é caso a caso, uma história em quadrinho adulta de repente pode ter uma aceitação incrível no circuito da noite, de barzinhos e etc.

Vai dar trabalho mas vale muito a pena. Quem começa agora precisa não apenas ser bom no que faz mas precisa ser melhor do que os que já estão estabelecidos. Se você pensar “ah, a editora grande XPTO faz assim, então isso é bom pra mim também” vai fracassar. Você precisa pensar “ah, a editora grande XPTO faz assim, então eu vou fazer isso e mais aquilo”. Faça sempre mais, pense muito, reflita muito e gaste pouco.

Uma dica final?

Existem editais de governo que você precisa ficar atento, porque são uma venda enorme e valem muito a pena. Acompanhe sempre o site da CBL – http://www.cbl.org.br/ – para ficar informado.

E, claro, boa sorte!


Publicado em 01/12/2008 às 3:14 na categoria Editorial. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Ilustradores e retocadores de imagens são o foco do FalaFreela#14

Mauro Amaral

Editor Chefe

Audio MP3

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Quando você recebe uma foto escura, sem foco e detonada qual é a sua reação? a) joga fora e tenta achar outra; b) começa a pensar em usar apenas texto em seu próximo layout; c) scaneia, abre o photoshop e começa a fazer sua magia. Se você respondeu letra “c”, o episódio 14 do Fala Freela foi feito pra você.

Agora se você ficou entre a “a” e ‘ “b”, aí é que você precisa ouvir mesmo o bate-papo entre o elenco fixo; Mauro Amaral, Humberto Oliveira & Carolina Vigna-Maru; e nossos convidados pra lá de especiais: Fábio Sasso, do blog Abduzeedo e Renan Lima, do Pimenta no Pão; ambos feríssimos na arte de criar e criar e retocar imagens digitais.

Fique esperto e aprenda porque a ilustração digital pode abrir portas para o mundo, quais os métodos de divulgação mais indicados para quem quer começar a ilustrar e, claro, porque políticos em época de eleição precisam sair bem na foto, os desafios da regulagem de monitores e por aí vai.

Este é mais um episódio do ciclo de profissões que busca apresentar as principais características das atividades que os freelas podem encarar.

E para você não ficar perdido entre tanta referência, destacamos:

Então vamos lá? Olho no pixel e na profundidade de cor porque agora todo mundo vai ficar bem na foto. Clique, baixem , divulguem e comentem!


Publicado em 01/12/2008 às 7:15 na categoria Podcasts. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.